Carreira

Já escolheu sua próxima carreira?

A longevidade abre uma oportunidade para aprendermos mais, e melhor, mudando os modelos de desenvolvimento de carreira
É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

Compartilhar:

O trabalho é parte importante da nossa vida. Nós passamos boa parte dela conectados com nossas decisões de carreira. E durante muito tempo acreditamos que uma boa formação seria suficiente para nos conduzir pela vida afora. Mas algumas coisas têm mudado.

Uma delas, bastante importante, é que estamos vivendo mais. Eu acabei de ler um livro bem interessante chamado “[Cuidar uns dos outros – um novo contrato social](https://www.intrinseca.com.br/livro/1113/ “Cuidado com os outros “)”, da economista Minouche Shafik, e ela aborda a questão de carreira de uma maneira bem interessante:

“Costumo dizer para pensarem em escalar suas carreiras não por uma escada, mas por uma árvore. Muitas vezes, é necessário se deslocar para o lado antes de passar para o próximo nível, e os desvios podem relevar novas paisagens interessantes. A educação precisa permitir cada vez mais que as pessoas escalem árvores, explorem novas oportunidades e possam seguir sua curiosidade”.

## Aprender e dominar novas habilidades

O pensamento dela me parece bem inspirador porque dizemos (e ela mesma retoma esse ponto no livro) que alguém em geral precisa de 10 mil horas para dominar uma nova habilidade. Apenas como referência, uma graduação de 4 anos tem 3.600h, uma pós-graduação tem em média 360h e um mestrado tem 500h (mas só com estudo acadêmico, note que você ficaria ainda distante de conseguir dominar uma nova habilidade – você também precisa de prática, debater o tema, testar, errar, melhorar, etc, etc, etc).

Se passamos a viver e trabalhar mais, podemos ser competentes em mais de um tema, em mais de uma profissão. Desenvolver uma nova habilidade pode ser especialmente importante nesse momento de virada em que estamos: a inclusão de novas tecnologias vai extinguir algumas profissões e criar outras. A economia do cuidado parece que passará por um boom, além de tantas outras áreas que nem sabemos ainda, mas serão necessárias.

Já foi o tempo em que o que um jovem aprendia entre os seus 18 e 25 anos seria suficiente para trabalhar. Num mundo tão acelerado quanto este que vivemos, precisamos aprender de forma contínua.

__Lado ruim:__ não será um mundo para os acomodados.

__Lado bom:__ podemos aprender de muitos jeitos diferentes, dentro e fora de uma sala de aula tradicional. Aprendemos com pessoas com mais experiência, aprendemos quando ensinamos, aprendemos por podcasts, livros, cursos online e offline, com nosso trabalho e com uma lista sem fim de outras coisas.

Que seu 2022 seja muito proveitoso em termos de aprendizados, de escolhas e de novas oportunidades.

__Observação:__ se alguém se interessou, o livro que eu comentei foi publicado pela editora Intrínseca, e é de 2011, já trazendo dados bem atualizados sobre nossos desafios futuros como sociedade.

Se você se interessa pelo tema Carreiras, conheça também este artigo da nossa colunista Daniela Diniz: [o seu novo plano de carreira](https://www.revistahsm.com.br/post/o-seu-novo-plano-de-carreira “Novo plano de carreira “).

Compartilhar:

É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

Artigos relacionados

Como promptar a realidade

Este é o primeiro artigo de uma série em quatro partes que propõe uma microtese sobre futuros que disputam processamento – e investiga o papel insuspeito de memes, programação preditiva, hyperstition, cura de traumas, strategic foresight e soberania imaginal no ciclo de inovação que já começou.

Na era da AI, o melhor talento pode ser o maior risco

Este artigo propõe analisar como a combinação entre pressão por velocidade, talento autónomo e uso não estruturado de AI pode deslocar a execução para fora dos sistemas formais- introduzindo riscos que não são imediatamente visíveis nos indicadores tradicionais.

Por que os melhores líderes não lutam para vencer

Este é o primeiro artigo da nova coluna “Liderança & Aikidô” e neste texto inaugural, Kei Izawa mostra por que os líderes mais eficazes deixam de operar pela lógica do confronto e passam a construir vantagem estratégica por meio da harmonia, da não resistência, da gestão de conflitos e de decisões sem ego em ambientes de alta complexidade.

De UX para AX: como a era dos agentes autônomos redefine o design, os negócios e o papel humano

Com a ascensão dos agentes de IA, nos deparamos com uma profunda mudança no papel do designer, de executor para curador, estrategista e catalisador de experiências complexas. A discussão de UX evolui para o território do AX (Agent Experience), onde o foco deixa de ser somente a interação humano-máquina em interfaces e passa a considerar como agentes autônomos agem, decidem e colaboram com pessoas em sistemas inteligentes

O álibi perfeito: a IA não demitiu ninguém

Quando “estamos investindo em inteligência artificial” virou a forma mais elegante de não explicar por que o planejamento de headcount falhou. E o que acontece quando os dados mostram que as empresas demitem por uma eficiência que, para 95% delas, ainda não existe.

ESG, Estratégia
9 de março de 2026
Crescimento não recompensa discurso; recompensa previsibilidade. É por isso que governança virou mecanismo financeiro, não vitrine institucional

Darcio Zarpellon - Diretor Financeiro (CFO) e membro certificado do Conselho de Administração (CCA-IBGC | CFO-BR IBEF)

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
8 de março de 2026
Falta de diagnóstico, de planos de carreira, de feedbacks estruturados e programas individualizados comprometem a permanência dos profissionais mais estratégicos nas organizações brasileiras

Maria Paula Paschoaletti - Sócia da EXEC

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
7 de março de 2026
Por que sistemas parecem funcionar… até o cliente realmente precisar deles

Marta Ferreira - Cofundadora e presidente da Spread Portugal

4 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
6 de março de 2026 06H00
A maior feira de varejo do mundo confirmou: não faltam soluções digitais, falta maturidade humana para integrá‑las.

Michele Hacke - Palestrante TEDx, Professora de Liderança Multigeracional

6 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
5 de março de 2026
Entre respostas perfeitas e textos polidos demais, corre o risco de desaparecer aquilo que nos torna únicos: nossa capacidade de errar, sentir, duvidar - e pensar por conta própria

Bruna Lopes de Barros

2 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
4 de março de 2026 12h00
Com todos acessando as mesmas ferramentas para polir narrativas, o que os diferencia? Segundo pesquisa feita com gestores brasileiros, autoconhecimento, expressão e autoria

Patricia Gibin - Consultora e coach

19 minutos min de leitura
Liderança, Tecnologia & inteligencia artificial
4 de março de 2026 06H00
As agendas do ATD26 e SHRM26 deixam claro: o ano começou exigindo líderes capazes de decidir com IA, sustentar cultura e entregar performance em sistemas cada vez mais complexos. Liderança virou infraestrutura de execução - e está em ritmo acelerado.

Allessandra Canuto - Especialista em Inteligência Emocional e Saúde Mental

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
3 de março de 2026 15h00
O verdadeiro poder está em aprender a editar o que a tecnologia ousa criar. Em outras palavras, a era da IA generativa derruba o mito da máquina infalível e te convida para dialogar com artistas imprevisíveis.

Sylvio Leal - Head de Marketing Latam da Sinch

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
3 de março de 2026 08h00
Quando o ego negocia no seu lugar, até decisões inteligentes produzem resultados medíocres. Este artigo aborda a negociação sob a ótica da teoria dos jogos, identidade decisória e arquitetura de incentivos - não apenas como técnica, mas como variável estrutural na construção de valor organizacional.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB – Global Connections

6 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Cultura organizacional, Liderança
2 de março de 2026
Em meio à aceleração da inteligência artificial e à emergência da era agentica, este artigo propõe uma reflexão pouco usual: as transformações mais complexas da IA não são tecnológicas, mas humanas. A partir de uma perspectiva pessoal e prática, o texto explora como auto conhecimento, percepção, medo, intenção, hábitos, ritmo, desapego e adaptação tornam-se variáveis centrais em um mundo de agentes e automação cognitiva. Mais do que discutir ferramentas, a narrativa investiga as tensões invisíveis que moldam decisões, identidades e modelos mentais, defendendo que a verdadeira revolução em curso acontece na consciência humana e não apenas na tecnologia.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

12 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...