Liderança

Liderança em tempos de computação quântica

O desafio de construir caminhos para futuros possíveis em meio ao avanço da tecnologia quântica
Elisa Rosenthal é a diretora presidente do Instituto Mulheres do Imobiliário. LinkedIn Top Voices, TEDx Speaker, produz e apresenta o podcast Vieses Femininos. Autora de Proprietárias: A ascensão da liderança feminina no setor imobiliário.

Compartilhar:

A definição de liderança é frequentemente revisitada, especialmente por veículos que buscam refletir sobre o universo das corporações. Liderar é, sobretudo, uma atitude consciente e que motiva as pessoas (sejam seguidores, equipe, sociedade).

Quando resolvi aprofundar meus estudos no modelo de Liderança Shakti, desenvolvido por Nilima Bhat e Raj Sisodia, minha “ilha do conhecimento”(como diz Marcelo Gleiser no livro homônimo) aumentou consideravelmente.

Gleiser explica que o conhecimento é como uma ilha, circundada pelo mar “do que não conhecemos”. Conforme ampliamos o conhecimento, nossa área do não conhecimento amplia, proporcionalmente.

Estudando outros autores que também buscam compreender o que é liderar em tempos modernos, como Simon Sinek, passei a compreender que se trata também de enxergar um futuro possível, e de construir o caminho para alcançá-lo.

Agora, neste ano que tanto nos desafiou a pensar sobre esse futuro, precisamos analisar as ferramentas que possuímos para construir os caminhos possíveis para conquistar aquilo que planejamos e sonhamos.

A grande aliada nessa construção é a conectividade proporcionada pela internet e suas funcionalidades, como redes sociais e transações virtuais. E, mergulhando neste tema, precisamos entender que vivemos uma transição de escalas com a proximidade daquilo que Ray Kurzweil, um dos fundadores da Singularity University, chamou de “Singularidade”.

Segundo Kurzweil, a singularidade será atingida quando todas as transformações do último milhão de anos forem superadas pelas mudanças que ocorrerão nos próximos quinze minutos. Aquilo que poderia parecer um futuro distante, se aproxima da realidade no mês em que a multinacional de tecnologia americana Intel revelou que o seu processador Horse Ridge 2 ajudará a controlar computadores quânticos, o que foi considerado um marco histórico.

Se os processadores quânticos são o cérebro da operação, então a Intel considera o Horse Ridge 2 uma medula espinhal que fornece um elo essencial com o mundo exterior. E é aqui que o conhecimento que temos até hoje sobre liderança sofrerá uma enorme atualização de sistema operacional.

Os computadores quânticos migram dos sistemas binários da computação atual, baseada em 0 e 1 e conhecida por bits, para os qubits (unidade de informação quântica ou bit quântico).

# O que isso tem a ver com liderança?

Até aqui, para saber como chegar a um destino num mundo orientado pela visão binária, você poderia ter duas direções possíveis: direita ou esquerda. Já, na mentalidade quântica, a cada possibilidade de direita há também a chance de ser esquerda ou, ainda, de seguir em frente!

A ideia simplificada é esta: enquanto um bit é binário, restrito ao zero e um, um qubit pode representar várias combinações de zero e um ao mesmo tempo. E o resultado dessa realidade é traduzida em velocidade de dados.

E foi também durante este mês de dezembro que o sistema quântico Jiuzhang, desenvolvido pela Universidade de Ciência e Tecnologia da China, foi capaz de calcular em minutos o que um supercomputador levaria mais de 2 bilhões de anos para conseguir.

No ano passado, o Sycamore, a máquina dos cientistas do Google, conseguiu realizar em minutos um cálculo que demoraria 10 mil anos para ser feito por um computador clássico.

Ainda estamos distantes de popularizar o uso da computação quântica agora, a corrida pela singularidade parece estar próxima de uma linha de chegada.

Quando resolvi seguir pela certificação no modelo de Liderança Shakti, fui seduzida pela proposta do “equilíbrio entre o feminino e masculino nos negócios”. Um equilíbrio que vai muito além de gênero e trata do equilíbrio das nossas energias e características, representadas também pela forma de liderar.

Em uma das aulas, Nilima Bhat falou sobre os campos magnéticos, propondo a reflexão sobre os imãs e seus polos positivos e negativos. Quando aproximamos um polo positivo do negativo, o campo magnético é gerado no centro, nem em um polo, nem no outro.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Se o estagiário lidera a reunião, quem é o líder?

Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

A natureza da liderança: o que os patos, as formigas e as árvores podem nos ensinar?

A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza?

Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

RoT ou HoT: a métrica que vai separar os projetos de IA que geram valor dos que apenas consomem orçamento

Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

As empresas não estão tendo resultados com IA. E a culpa é toda delas! 

Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Liderança
12 de agosto de 2026 14H00
Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
12 de agosto de 2026 08H00
O artigo defende que o verdadeiro valor surge quando a IA deixa de operar de forma isolada e passa a integrar toda a jornada de negócio, conectando pessoas, processos, dados e governança em um único sistema de performance.

Guilherme Stefanini - CMO do Grupo Stefanini, CEO da Stefanini Marketing e sócio da W3haus e Gauge.

4 minutos min de leitura
Liderança
11 de agosto de 2026 18H00
A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza? Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

Carlos Eduardo de Barros - Fundador e CEO da Cogntion & Business Consultoria, conselheiro de empresas e consultor em estratégia, governança e liderança

16 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 14H00
Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

Leonardo Tristão - CEO da Performa_IT

22 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 08H00
Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Marcel Nobre - CEO da BetaLab, Professor, Pesquisador e Keynote Speaker de inovação e novas tecnologias

14 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de agosto de 2026 08H00
Este artigo explora por que empatia, hospitalidade, escuta e construção de vínculos podem se tornar os ativos mais valiosos da próxima década.

Dr. Henrique Moura - Chefe da Fonoaudiologia do BP Paulista e BP Mirante. Além de atuar como Professor da Pós Graduação e do Mestrado do Hospital Israelita Albert Einstein

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de agosto de 2026 08H00
A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Marcelo Paiva - Diretor de Operações da Formel D

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
9 de agosto de 2026 14h00
Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Estela Brunhara - Sócia e Diretora de Consumer Behavior & Estratégia da FutureBrand São Paulo

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Liderança
9 de agosto de 2026 08H00
Ao recorrer a pensadores como Foucault, Hannah Arendt e Kant, o artigo mostra por que cultura, ética, reflexão crítica e capacidade de julgamento continuam sendo ativos indispensáveis para líderes e organizações que desejam tomar melhores decisões em um mundo cada vez mais automatizado.

Denilson Shikako - CEO e fundador da Fábrica de Criatividade

3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance, Inovação & estratégia
8 de agosto de 2026 14H00
Depois de testemunhar a digitalização dos processos judiciais e a transformação tecnológica da profissão jurídica, o autor reflete sobre a próxima grande mudança da advocacia. O artigo argumenta que a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta de ampliação das capacidades humanas, e não como substituta das competências que tornam o trabalho jurídico verdadeiramente valioso.

Flávio Pinheiro Neto - Sócio-fundador do escritório Flávio Pinheiro Neto Advogados

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo