Liderança

Liderança em tempos de Covid-19: #ComoSeAdaptar?

É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

Compartilhar:

Toda grande crise traz consigo uma quantidade de aprendizados, umas dores e umas cicatrizes. Estamos diante de um evento global que trará impactos que ainda nem conseguimos direito quantificar. Porém, tem algo “da ordem do dia” que podemos estar atentos para gerenciar os efeitos imediatos dessas transformações que estamos vivendo. 

Estou trabalhando de casa faz 12 dias. Saí duas vezes para levar comida para os meus pais. Pensei até que eu conseguiria deixar uns artigos adiantados, fechar o projeto de um livro, diminuir um pouco a quantidade de e-mails na minha caixa postal. **Nem preciso dizer que a realidade é bem diferente da expectativa.** Divido o período de trabalho (que está mais intenso) com a rotina remota da escola do meu filho, a arrumação da casa e outras tantas coisas que não faziam parte do meu dia-a-dia. 

No terceiro dia eu estava absolutamente exausta. Passado o ajuste do corpo e da mente, as coisas melhoraram muito. Não tem receita de bolo: cada um vai encontrando uma maneira de se ajustar. Aliás, ajuste necessário, pois muitos de nós fazem parte do privilegiado grupo que pode trabalhar de casa. Fiquemos em casa, portanto, até por respeito a tanta gente que não tem escolha e precisa sair pra trabalhar. 

Como esta coluna diz respeito a práticas de liderança, a seguir listo alguns aprendizados desse período em casa que podem ser úteis:

– As pessoas, quando não estão juntas, demandam mais comunicação. Esteja disponível para conversar e ajustar as necessidades do seu time;

– Comunicação tem _timing_. Tem coisas que precisamos dizer logo para as pessoas estarem tranquilas. E tenha em mente que a informação viaja rápido. Não deixe seu time saber de decisões críticas por terceiros;

– Quem não era digital está se tornando digital. Alguns tiram de letra. Outros, precisam de um pouco de paciência. Olha que chance maravilhosa de demonstrarmos empatia;

– Dê uma direção clara sobre o que espera das pessoas, até para entender se todo mundo realmente consegue seguir um ritmo como aquele que estabeleceu na empresa. Muita gente está acumulando funções domésticas e parentais;

– Deixa pra lá as piadinhas sobre quantos casamentos vão sobrar depois disso tudo. Em vez disso, vai lá e ajuda. Aproveite para estar junto, dividir o ônus e o bônus da casa e dos filhos. 

– Pense em novos “ritos”. Tenho recebido um bocado de iniciativas bacanas de empresas que estão criando mais fóruns de conversa, novas formas de estar perto. Isso também é um jeito de demonstrar que nós nos importamos com as pessoas que estão conosco. 

Além dessas questões de ordem prática, refletir sobre **o que é produtividade também é importante.** Percebo que estamos criando um contingente de pessoas ansiosas, aflitas e se sentindo incapazes de _“performar bem”_ por conta de tantas outras coisas que estão sendo obrigadas a fazer ao mesmo tempo.  No entanto, produtividade boa é aquela do longo prazo, não só a que aconteceu no final do dia de hoje. Então, #pegaleve.

E por último, mas não menos importante, cuide de você. Tente reorganizar uma rotina (de meditação, de exercícios ou da sua prática de “centramento” preferida). Se a gente não está bem com a gente, não tem como estar bem com os outros. 

Isso tudo uma hora passa (que seja rápido). Até lá, sugiro fazer o de sempre: #vaicomtudo, mas #vaicomamor.

Compartilhar:

É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

Artigos relacionados

As edtechs brasileiras aprenderam a crescer sem investimento. Mas até onde isso pode levá-las?

Dois terços das edtechs brasileiras nunca receberam investimento externo. Ainda assim, muitas já superaram a fase inicial, conquistaram clientes e validaram seus modelos de negócio. O artigo propõe uma reflexão sobre como a escassez de capital ajudou a formar startups mais resilientes e eficientes, ao mesmo tempo em que levanta uma questão estratégica para o próximo ciclo do setor: como transformar capacidade de sobrevivência em escala, internacionalização e crescimento sustentável.

Eleitor 70+: o valor do repertório em uma sociedade que envelhece

À medida que a população envelhece, cresce a necessidade de repensar o papel da experiência nas organizações e na sociedade. Tomando o comportamento do eleitor 70+ como ponto de partida, o artigo questiona o que faz alguém continuar contribuindo quando já não é obrigado a fazê-lo e por que essa pode ser uma das perguntas mais importantes para empresas que desejam se preparar para a era da longevidade.

A publicidade não disputa mais audiência. Disputa atenção.

O artigo mostra por que a Connected TV se tornou uma peça central na economia da atenção. Em um cenário de audiências fragmentadas, a combinação entre conteúdo de alta qualidade, segmentação baseada em dados e métricas avançadas transforma a televisão conectada em um dos ambientes mais estratégicos para marcas que buscam equilibrar alcance, relevância e performance.

Empreendedorismo, Marketing & growth
3 de setembro de 2026 14H00
Dois terços das edtechs brasileiras nunca receberam investimento externo. Ainda assim, muitas já superaram a fase inicial, conquistaram clientes e validaram seus modelos de negócio. O artigo propõe uma reflexão sobre como a escassez de capital ajudou a formar startups mais resilientes e eficientes, ao mesmo tempo em que levanta uma questão estratégica para o próximo ciclo do setor: como transformar capacidade de sobrevivência em escala, internacionalização e crescimento sustentável.

Claudia Schulz - CEO da ABStartups

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
3 de setembro de 2026 08H00
O artigo mostra por que a pergunta mais importante já não é qual solução de IA adotar, mas quem está definindo os limites, os objetivos e as regras de uso dessa tecnologia dentro da organização.

Erick Rezende - Diretor de Delivery na Cognitivo AI

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, ESG
2 de setembro de 2026 14H00
À medida que a população envelhece, cresce a necessidade de repensar o papel da experiência nas organizações e na sociedade. Tomando o comportamento do eleitor 70+ como ponto de partida, o artigo questiona o que faz alguém continuar contribuindo quando já não é obrigado a fazê-lo e por que essa pode ser uma das perguntas mais importantes para empresas que desejam se preparar para a era da longevidade.

Fran Winandy - CEO da Acalântis Services

6 minutos min de leitura
User Experience, UX, Marketing & growth
2 de setembro de 2026 08H00
O artigo mostra por que a Connected TV se tornou uma peça central na economia da atenção. Em um cenário de audiências fragmentadas, a combinação entre conteúdo de alta qualidade, segmentação baseada em dados e métricas avançadas transforma a televisão conectada em um dos ambientes mais estratégicos para marcas que buscam equilibrar alcance, relevância e performance.

Bruno Almeida - CEO da US Media

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
1º de setembro de 2026 15H00
Em momentos de retração econômica, cortar custos costuma ser uma resposta imediata. O problema é que algumas das perdas mais importantes não aparecem nas planilhas. Conhecimento acumulado, confiança, experiência e capacidade de inovação formam um patrimônio invisível que pode levar anos para ser reconstruído.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de setembro de 2026 08H00
O artigo utiliza a clássica fábula dos três porquinhos para mostrar por que organizações que apostam apenas em estruturas robustas, sem capacidade de adaptação, podem se tornar mais vulneráveis justamente quando o ambiente exige flexibilidade e aprendizado contínuo.

Thierry Cintra Marcondes - Conselheiro, Influenciador e Professor

10 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
31 de agosto de 2026 20H00
Plataformas de saúde, apoio emocional e programas de qualidade de vida nunca foram tão comuns nas organizações. Ainda assim, muitos colaboradores afirmam não ter tempo para utilizá-los. O artigo propõe uma reflexão sobre a distância entre acesso e uso efetivo, mostrando por que a próxima evolução do bem-estar corporativo depende menos de novos benefícios e mais de mudanças na cultura, na liderança e na gestão do tempo.

Felipe Calbucci - CEO Latam TotalPass

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
31 de agosto de 2026 18H00
A sua próxima contratação pode já estar dentro da empresa. Dados mostram que muitos profissionais deixam suas organizações não por falta de oportunidades no mercado, mas por não enxergarem caminhos de crescimento internamente. O artigo discute por que iniciativas como marketplaces de talentos, projetos multidisciplinares, gig assignments e conversas estruturadas de carreira são fundamentais para revelar potencial, ampliar a mobilidade interna e transformar talentos já existentes em uma vantagem competitiva para o negócio.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

10 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Bem-estar & saúde
31 de agosto de 2026 14H00
A lógica do “trabalhe enquanto eles dormem” ajudou a moldar uma geração de profissionais que transformou o cansaço em símbolo de mérito. O artigo questiona os mitos da cultura hustle e defende o sono como um dos investimentos mais estratégicos para desempenho, bem-estar e crescimento sustentável.

Valter Roldão - CEO da Luuna

5 minutos min de leitura
Estratégia, Cultura organizacional
31 de agosto de 2026 07H00
Ao revisitar conceitos milenares do Yoga sob a ótica da gestão contemporânea, o artigo propõe uma pergunta essencial para líderes e organizações: os sistemas que construímos estão alinhados aos valores que afirmamos praticar?

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

6 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo