Uncategorized

Mantendo a relevância na era da transformação

O CEO Fabrizio Freda, que sextuplicou o valor de mercado da Estée Lauder, está colocando millennials para influenciar as decisões dessa empresa familiar. Nesta entrevista, ele explica por quê | por Karen Christensen
Italiano de Nápoles, é CEO da empresa de moda e beleza Estée Lauder Companies, com sede em Nova York, EUA. Em sua carreira, foi executivo da Procter & Gamble (P&G) e da Guccio Gucci. ESTÉE LAUDER é uma empresa de controle familiar que tem marcas de luxo como Tory Burch, Michael Kors, Donna Karan e Ermenegildo Zegna e vendas líquidas de US$ 2,89 bilhões em 2017, um avanço de 9% em relação a 2016.

Compartilhar:

À frente da gigante dos cosméticos e de artigos de luxo Estée Lauder, que é dona de marcas como Tory Burch, Michael Kors, Donna Karan e Ermenegildo Zegna, o CEO Fabrizio Freda garante: trabalhar em uma empresa familiar é muito melhor, pois a missão e os planos de longo prazo não costumam ser atropelados por decisões de curto prazo focadas apenas nos resultados. Nesta entrevista à revista Rotman Management, Freda fala sobre sua trajetória na empresa, sobre o crescimento vertiginoso dos resultados em seus quase dez anos de liderança e sobre como a empresa tem trabalhado com seus funcionários millenials para estar sempre antenada com as tendências de um mercado tão volátil quanto o de moda e beleza. 

**Quando você entrou na Estée Lauder Companies, o valor de mercado da empresa era de US$ 6 bilhões. Hoje, chega a US$ 35 bilhões. Como conseguiu esse feito?**

Em primeiro lugar, foi um esforço de equipe. Quando cheguei em 2009, William Lauder me disse: “Não me dê uma solução agora; ouça, entenda e, então, crie”. Ele me preparou para o sucesso: a empresa é organizada para suas marcas funcionarem de forma independente, com cada “presidente de marca”, como dizemos, sendo responsável por toda a estratégia de sua marca. Não temos um departamento central de marketing tomando decisões para várias unidades. Do meu ponto de vista, o foco decorrente desse modo de organização traz vantagem competitiva.

Na hora, reconheci que havia muita gente realmente criativa aqui. O segmento de beleza de luxo – e nossa empresa, em particular – está diretamente ligado à moda e às artes. Logo decidi que focaria nos pontos fortes das nossas pessoas, e não em contratar novos talentos. Eu quis, de verdade, alavancar e liberar a criatividade delas. 

Bem no início, senti que precisávamos diversificar nossa receita e criar novos “motores de crescimento”, o que significava diversificar marcas, categorias, lugares e canais. Pedi a nossos líderes que pensassem em como seria o banheiro e a nécessaire típicos da cliente. O fato é que consumidoras de produtos de beleza não compram mais uma linha completa e se mantêm fieis a ela para sempre; no negócio da beleza, experimentar faz parte da diversão – mesmo quando amam um produto. As pessoas podem ser leais a algumas marcas principais, mas a consumidora de hoje usa, em média, entre 12 e 15 produtos ao mesmo tempo. Falando em estratégia, eu sabia que, se tivéssemos um portfólio com várias marcas, havia uma boa chance de algo entre um terço e metade desses produtos serem marcas nossas. 

**Ao diversificar geograficamente, vocês focaram locais que a maioria das empresas estava ignorando, como América Latina, Leste Europeu, e Turquia. Por quê?**

Um aspecto-chave de nossa estratégia tem sido o foco no “cliente que viaja”. Estudamos aonde as pessoas estavam indo, por que iam para lá e como gastavam seu dinheiro ali. Descobrimos, por exemplo, que a cliente chinesa que viaja quer ir a Paris comprar uma bolsa de luxo como símbolo de status; então, garantimos que alguns dos mesmos produtos que ela veria em casa estariam nas lojas parisienses e nos aeroportos. Os resultados dessa estratégia foram impressionantes. Também focamos turistas do Brasil, que com frequência viajam a Miami e Nova York. As brasileiras adoram cor em seus cosméticos e são superfãs da Mac. Em nossa loja da Times Square, elas representam mais da metade do volume de vendas. Com o tempo, aprendemos como satisfazer as necessidades de clientes que viajam para fora de seus mercados, e isso tem sido um motor de crescimento para nós.

Também focamos a inovação para nossas clientes mais exigentes, porque, quando você faz isso, os efeitos se propagam. Por exemplo, na Rússia, uma das coisas mais importantes para as clientes são os cílios. Se você quer ganhar os corações das russas, deve oferecer um rímel que engrossa e alonga os cílios para que eles se destaquem como sua característica mais marcante. Então, criamos um rímel que faz isso. E, como clientes russas não são as únicas que querem um ótimo rímel, vendemos essa inovação mundo afora, é claro. 

Também tivemos muita sorte de ser os pioneiros na oferta de beleza online. Sob a liderança de William Lauder, a empresa lançou seus primeiros sites de e-commerce para Clinique e Bobbi Brown em 1996. William criou a divisão ELC Online para todas as marcas em 1999. Como suas ideias eram orientadas ao futuro, ele encontrou alguma resistência inicial. Quando entrei, reconheci que estávamos na linha de frente do e-commerce de beleza, mas precisávamos desdobrá-la globalmente. Hoje, nossos canais online são os que têm crescimento mais rápido: e-commerce e vendas pelo celular geram receitas anuais de mais de US$ 1 bilhão e estão crescendo 25% todo ano, com lucros expressivos, em sites da marca e de varejistas terceiros. 

Como a mudança não para, agora estamos pivotando ativamente nossos canais de distribuição para chegar aos consumidores onde eles estão comprando hoje. Lojas “multiespecializadas”, por exemplo, são um dos canais preferidos de clientes jovens, e estamos nas varejistas adequadas para atrair mais pessoas desse segmento. 

Resumindo: o sucesso de nossa empresa é dinamizado por uma estratégia embasada em múltiplos motores de crescimento em todos os aspectos de nosso negócio – marcas, categorias, lugares e canais. Nunca confiamos cegamente em uma única categoria, canal ou país, o que nos protege de baixas econômicas e de agitações políticas regionais. 

**Conte-nos sobre seu foco cada vez maior em consumidoras millennials, por favor.**

Nas gerações passadas, clientes mais novas aprendiam sobre produtos de beleza com suas mães, que as levavam à loja de departamentos mais próxima para investir em suas primeiras linhas de cuidado com a pele. Hoje não é assim: os padrões de consumo dos millennials influenciam os hábitos de compra de todas as gerações. 

Conforme as clientes adotaram a compra online, a atividade passou dos computadores para os tablets e então para os smartphones. Millennials começaram a assistir tutoriais de beleza no YouTube e, quando chegam a uma loja, já sabem o que querem. Isso mudou nosso marketing: em vez de só aprender o que era ensinado em revistas pop, as clientes millennials estão procurando ser influenciadoras de suas pares. Agora, o futuro não pode ser informado pelo passado, e nos demos conta de que, para sobreviver nesse ambiente, temos de aprender com as clientes e dar a elas uma “parcela da voz”. 

Há cerca de três anos e meio, formamos um grupo de funcionários millennials de alto potencial e os colocamos ao lado de nossa equipe executiva. Um por um, os millennials levaram os executivos às compras. Na época, muitos de nossos executivos não eram tão habilidosos quanto são hoje com mídias sociais, e essa experiência permitiu a eles observar em primeira mão como essas pessoas usam mídias sociais, e como os smartphones impactam uma típica ida às compras. 

Ficou claro para mim que precisávamos tornar esse cenário de “mentoria reversa” permanente, então criamos nosso primeiro Millennial Advisory Board. Eles estão nos aconselhando estrategicamente como compradores – dizendo a nós o que chama a atenção deles e por quê. Hoje, temos 40 conselhos do tipo Millennials Advisory Board no mundo, relacionados com marcas ou funções. Estamos prestes a criar um para embalagens, pois tem tudo a ver com a divulgação pelo Instagram.  

Eu mesmo tenho uma mentora millennial, e ela produz um relatório bimestral sobre as atividades mais interessantes de varejo e mídias sociais em moda e beleza. Os mentores reversos globais têm seu próprio portal online de brainstorming, chamado Dreamspace, no qual postam tudo que acham interessante e compartilham por que gostam disso. Selecionamos “o melhor do melhor” e enviamos em uma newsletter bimestral para todos os nossos profissionais envolvidos com clientes e para nossa equipe de liderança. Nossos millennials estão realmente influenciando e educando nossa organização e isso tem sido de um valor incrível para nós. 

**Como esses jovens são selecionados?**

Todos os mentores reversos e membros do nosso Millennials Advisory Board são funcionários da empresa, conhecem o programa e costumam se oferecer para integrá-lo. Eles reconhecem que isso exige um comprometimento real da parte deles, porque tudo é feito em paralelo com sua atividade cotidiana. Mas têm três benefícios com isso: primeiro, a participação deles no programa é notada em sua avaliação de desempenho anual, deixando claro que eles estão “liderando e inovando”. Segundo, isso afia as habilidades de liderança deles, porque, para serem mentores de executivos, precisam ter inteligência emocional e uma base de tecnologia – ou não serão influentes. Por fim, isso também aumenta o engajamento deles, porque esses millennials são conectados em uma comunidade global relacionada com algo pelo qual são apaixonados – e algo que recebe o apoio do CEO. Tem sido uma ótima estratégia de retenção de nossos funcionários de alto potencial.

**Sei que uma vez você se autodenominou um “criativo estruturado”. O que isso significa?**

Quando entrei na Estée Lauder, queria definir o que liderança significa para esta companhia, então escrevi o que acreditava serem as nove competências de liderança mais importantes, e as dividi em três categorias: lidere a si mesmo, lidere os outros e lidere a organização. Uma dessas competências é “estimular e liderar a criatividade e a inovação”.

Tinha estudado pesquisas interessantes que mostram que há dois tipos de funcionários: criativos “estruturados” e criativos “céu azul”. Há inclusive uma escala, na qual você consegue ver onde se encontra. Criativos estruturados (como eu) pegam o conhecimento existente e ligam os pontos de novas maneiras para chegar a algo novo; criativos céu azul, por sua vez, têm ideias novas, e então precisam descobrir como fazê- -las ganhar vida. Como todo mundo está em algum lugar desse espectro, eu realmente acredito em estimular a criatividade de cada um de nossos funcionários. 

**Você já falou da importância de ter consciência das “raízes” e “âncoras” de uma organização. Explique, por favor.**

A arte de liderar a mudança tem dois lados: saber o que precisa ser preservado – as raízes – e o que deve ser mudado – as “âncoras” que estão segurando o avanço, que impedem o movimento. Quando entrei na empresa, eu me perguntei: “O que preciso preservar e o que preciso mudar?” Como disse, dei-me conta de que precisava acelerar e alavancar completamente os muitos pontos fortes dos talentos já existentes ali.

**Quais são os prós e os contras de trabalhar em uma empresa familiar?**

Em minha carreira, tive a experiência de trabalhar para várias companhias blue-chips e acredito, francamente, que as empresas familiares são as melhores. Elas trazem uma autenticidade incomparável e, além disso, apostam no futuro. 

William Lauder quebrou o padrão da indústria de luxo de muitas maneiras. Quando entrei, fiquei surpreso – e entendi que meu desafio era levar isso ainda mais longe. É claro, nossa fundadora, Estée Lauder, era uma empreendedora assim como seu filho, nosso presidente emérito do conselho de administração, Leonard Lauder.

William gosta de dizer: “Sim, precisamos ter nossos números trimestrais; e sim, temos de entregar lucros. Mas nunca vamos tomar uma decisão de curto prazo em detrimento de uma de longo prazo a fim de fechar o trimestre”. Essa é a melhor parte de trabalhar para uma empresa familiar: tomamos decisões com uma visão de longo prazo em mente.

Administrar esse equilíbrio delicado com analistas de mercado é uma arte e uma ciência, e consequentemente é um desafio. Mas é também um ponto forte, porque nos leva a ser ágeis e a pivotar. Quando algo acontece no mundo, temos de pensar: “Que alavancas podemos puxar?” As alavancas de volatilidade e incerteza que podem afetar um negócio de nosso tamanho aumentaram exponencialmente. A alavanca pode ser uma mudança na mentalidade dos clientes, um ataque terrorista ou um desastre natural; essas coisas podem acontecer a qualquer momento. Então, é importante sabermos como pivotar e quando devemos movimentar seus recursos. 

**Você acredita que o maior risco para os líderes atuais é não mudar rápido o suficiente? Se sim, como lida com isso?**

Nosso setor, sempre dinâmico, está mudando profundamente e esse processo só vai continuar. Não estamos simplesmente indo do ponto A para o ponto B. A mudança é fluida, como as correntes marítimas. Conforme a velocidade de mudança aumenta, o que nos ajuda muito é ter uma mentalidade empreendedora – tanto em nossas marcas maiores quanto nas menores, como a Becca, que adquirimos recentemente. 

Sempre que fazemos uma aquisição, nós nos perguntamos: “O que podemos aprender com essa empresa que pode ser aplicado a todas as nossas marcas?” Por exemplo, com a Too Faced e a Becca aprendemos muito de sua capacidade incrível de alavancar influenciadores e táticas de mídia social, e agora temos a capacidade de aplicar essas melhores práticas companhia afora. 

Por fim, como organização, você sempre precisa ter uma mentalidade de aprendizado. Com tecnologia, modelos de varejo, mídia social e analytics, estamos passando por um momento de transformação. Mas as ideias-chave – produtos de qualidade, criatividade, sustentabilidade e respeito pelo indivíduo –, essas nunca vão mudar.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Sua empresa precisa de um cargo ou de uma competência?

Enquanto muitas empresas ainda estruturam suas decisões de contratação a partir de cargos e organogramas, um novo modelo ganha espaço: acessar especialistas, mentores e executivos sob demanda para resolver desafios específicos de negócio. O artigo mostra como o Open Talent está redefinindo a gestão de pessoas e criando formas mais ágeis de conectar competências às necessidades reais das organizações.

O que CEOs e CFOs realmente avaliam nas reuniões de orçamento

Toda discussão sobre orçamento coloca duas perguntas na mesa ao mesmo tempo: por que investir nesta iniciativa e por que confiar no julgamento de quem a propõe? Ao explorar a lógica por trás das decisões de alocação de recursos, o artigo revela por que as negociações orçamentárias são também um dos mais importantes testes de liderança nas organizações.

Quando a geopolítica entra pela porta da empresa

Em um ambiente descrito por pesquisadores como polarizado, líquido, tenso e hiperconectado, liderar deixou de significar apenas definir direções. O desafio agora é criar culturas capazes de transformar complexidade em diálogo, ambiguidade em aprendizagem e mudanças constantes em capacidade de adaptação. O artigo discute por que essa pode ser uma das competências mais estratégicas da liderança contemporânea.

Cultura organizacional, Bem-estar & saúde
31 de agosto de 2026 14H00
A lógica do “trabalhe enquanto eles dormem” ajudou a moldar uma geração de profissionais que transformou o cansaço em símbolo de mérito. O artigo questiona os mitos da cultura hustle e defende o sono como um dos investimentos mais estratégicos para desempenho, bem-estar e crescimento sustentável.

Valter Roldão - CEO da Luuna

5 minutos min de leitura
Estratégia, Cultura organizacional
31 de agosto de 2026 07H00
Ao revisitar conceitos milenares do Yoga sob a ótica da gestão contemporânea, o artigo propõe uma pergunta essencial para líderes e organizações: os sistemas que construímos estão alinhados aos valores que afirmamos praticar?

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

6 minutos min de leitura
ESG
30 de agosto de 2026 14H00
Enquanto muitas empresas ainda estruturam suas decisões de contratação a partir de cargos e organogramas, um novo modelo ganha espaço: acessar especialistas, mentores e executivos sob demanda para resolver desafios específicos de negócio. O artigo mostra como o Open Talent está redefinindo a gestão de pessoas e criando formas mais ágeis de conectar competências às necessidades reais das organizações.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior

4 minutos min de leitura
Estratégia, Finanças, Gestão de recursos
30 de agosto de 2026 07H00
Toda discussão sobre orçamento coloca duas perguntas na mesa ao mesmo tempo: por que investir nesta iniciativa e por que confiar no julgamento de quem a propõe? Ao explorar a lógica por trás das decisões de alocação de recursos, o artigo revela por que as negociações orçamentárias são também um dos mais importantes testes de liderança nas organizações.

François Bazini - CMO e Consultor

6 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance, Finanças
29 de agosto de 2026 14H00
A implementação do Split Payment inaugura uma nova lógica para o recolhimento de tributos no Brasil e altera uma dinâmica financeira que acompanha as empresas há décadas. Ao retirar do fluxo de caixa os valores destinados a impostos, o novo modelo exigirá mais planejamento, integração entre áreas e maturidade na gestão financeira e tributária.

Ulisses Brondi - CEO da ASIS Tax Tech

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
29 de agosto de 2026 07H00
Em um ambiente descrito por pesquisadores como polarizado, líquido, tenso e hiperconectado, liderar deixou de significar apenas definir direções. O desafio agora é criar culturas capazes de transformar complexidade em diálogo, ambiguidade em aprendizagem e mudanças constantes em capacidade de adaptação. O artigo discute por que essa pode ser uma das competências mais estratégicas da liderança contemporânea.

Ísis P. Fontenele - Consultora organizacional, professora da FGV, mestre em Gestão de Pessoas pela FGV EAESP

8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
28 de agosto de 2026 17H00
O artigo propõe uma reflexão sobre o papel da curadoria, da divergência e do discernimento humano em uma era marcada pela abundância de inteligências e pela escassez de julgamento.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

7 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
28 de agosto de 2026 12H00
Durante anos, a baixa presença de pessoas com deficiência em posições de liderança e crescimento foi atribuída à suposta falta de qualificação. Os dados, porém, mostram outra realidade. O artigo discute como barreiras estruturais, vieses organizacionais e a ausência de oportunidades de desenvolvimento ajudam a explicar por que profissionais qualificados continuam encontrando obstáculos para avançar em suas carreiras, mesmo após a contratação.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG
28 de agosto de 2026 07H00
O voluntariado corporativo emerge como uma ferramenta capaz de aproximar propósito, liderança e transformação social. No Dia Nacional do Voluntariado, o artigo convida empresas e profissionais a refletirem sobre o papel que podem desempenhar na construção de oportunidades, no desenvolvimento de pessoas e no fortalecimento de uma sociedade mais justa.

Ana Carolina Viana - Vice-Presidente de Operações Industriais da Braskem no Brasil

3 minutos min de leitura
Vendas, Tecnologia & inteligencia artificial
27 de agosto de 2026 18H00
A IA já é capaz de automatizar uma parte significativa das atividades comerciais, da prospecção à geração de propostas. Mas isso não torna o vendedor menos relevante. Pelo contrário. Ao retirar tarefas operacionais da rotina, a tecnologia eleva a exigência sobre aquilo que continua sendo exclusivamente humano: interpretar contextos, construir confiança, fazer perguntas melhores e ajudar clientes a tomar decisões.

Carol Manciola - CEO da Conectas

6 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo