Uncategorized

Marcel Fukayama e o desafio de trazer o sistema B ao Brasil

CEO do Grupo Anga, estrategista da Eureca e conselheiro do Capitalismo Consciente Brasil

Compartilhar:

Vivemos uma convergência de eras no mundo, e, certamente, uma das principais é a da consciência. Não são poucos os autores e os movimentos que falam de liderança e negócios conscientes como o caminho para o resgate da verdadeira essência do capitalismo, muito mais humanizado do que o que vemos imperando hoje. 

Como atual presidente do Sistema B Brasil, o jovem líder Marcel Fukayama é um dos expoentes brasileiros no tema. Desde muito cedo, Marcel se descobriu um apaixonado por tecnologia e, depois, por empreendedorismo. Programando, aprendeu a aprender, uma das principais competências deste século. Programando, compreendeu o que significa ser protagonista da própria história e, quando tinha 17 anos e estudava processamento de dados, empreendeu – criou uma das primeiras lan houses de São Paulo. 

Aos 23 anos, recebeu um diagnóstico de câncer e se viu em profunda reflexão pessoal. Decidiu acelerar suas escolhas para poder gerar todos os impactos que gostaria de gerar. De repente, a lição clássica de Aristóteles lhe fez todo o sentido: “Onde meus talentos e paixões encontram as necessidades do mundo, lá é meu lugar”. 

Marcel entendeu seu propósito: usar a tecnologia como ferramenta para que as pessoas transformassem a si mesmas e se tornassem agentes de transformação de suas comunidades. Ele se juntou ao Comitê para a Democratização da Informática (CDI), organização social pioneira em empoderamento e inclusão digital, e lá militou por sete anos, sendo os quatro últimos na diretoria executiva global – gerando impacto em mais de 15 países e 800 comunidades. 

Em uma busca por soluções para a extrema desigualdade que o Brasil e o mundo vivem, Marcel se conectou, em 2012, com a ONG norte-americana B Lab (e o movimento global B), que pretende redefinir, por meio de certificação, o conceito de sucesso nos negócios, identificando empresas que usem seu poder de mercado para solucionar problemas sociais e ambientais. Ali conheceu o grupo que estava trazendo para o Chile, a Colômbia e a Argentina a certificação conhecida como sistema B [B corporation, em inglês], hoje exibida por 2.360 empresas no mundo, sendo que cerca de 350 estão na América do Sul. Em 2013, Marcel fundava oficialmente o Sistema B Brasil. 

Nessa jornada empreendedora tão intensa, o jovem ainda se associou com mais dois empreendedores para, recentemente, criar a Din4mo, empresa B que direciona investimentos para os chamados empreendedores de alto impacto e lhes oferece programas de gestão – entendendo impacto como redução de desigualdade, ao diminuir a vulnerabilidade das comunidades e o custo de transação para famílias de baixa renda e ajudá-las a criar ativos produtivos. 

Marcel não tem dúvidas de que agentes econômicos como as empresas podem ser agentes de mudança importantes na criação de uma economia mais sustentável e inclusiva. 

SAIBA MAIS SOBRE
**MARCEL FUKAYAMA**

É cofundador e presidente do Sistema B Brasil e também cofundador da Din4mo, empresa B que oferece gestão e investimento de impacto para empreendedores que reduzam a desigualdade social. Em 2017, concluiu seu mestrado em políticas públicas na London School of Economics and Political Science.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Liderança, Bem-estar & saúde, Gestão de Pessoas
O benefício mais valorizado pelos colaboradores é também um dos menos compreendidos pela liderança. A saúde corporativa saiu do RH e entrou na agenda do CEO - quem ainda não percebeu já está pagando a conta.
5 minutos min de leitura
Marketing & growth
4 de abril de 2026 07H00
A nova vantagem competitiva não está em vender mais - mas em fazer cada cliente valer muito mais. A era da fidelização começa quando ela deixa de ser recompensa e passa a ser estratégia.

Nara Iachan - Cofundadora e CMO da Loyalme

2 minutos min de leitura
Marketing & growth
3 de abril de 2026 08H00
Como a falta de compreensão intercultural impede que bons produtos brasileiros ganhem espaço em outros mercados

Heriton Duarte

7 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
2 de abril de 2026 08H00
À medida que a IA assume tarefas operacionais, surge um risco silencioso: como formar profissionais capazes de supervisionar o que nunca aprenderam a fazer?

Matheus Fonseca - Cofounder da Leapy

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de abril de 2026 15H00
Entre renováveis, risco sistêmico e pressão por eficiência, a energia em 2026 exige decisões orientadas por dados e governança robusta.

Rodrigo Strey - Vice-presidente da AMcom

3 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
1º de abril de 2026 08H00
Felicidade não é benefício: é condição de sustentabilidade para mulheres em cargos de liderança.

Vanda Lohn

4 minutos min de leitura
Lifelong learning
31 de março de 2026 18H00
Quando conversar dá trabalho e a tecnologia não confronta, aprender a conviver se torna um desafio estratégico.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

6 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Bem-estar & saúde
31 de março de 2026 08H00
Quando mulheres consomem a maior parte dos antidepressivos, analgésicos, sedativos e ansiolíticos dentro das empresas, não estamos falando de fragilidade - estamos falando de um modelo de liderança que normaliza exaustão como competência. Este artigo confronta a farsa da “supermulher” e questiona o preço real que elas pagam para sustentar ambientes que ainda insistem em chamá‑las de resilientes.

Marilia Rocca - CEO da Funcional

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
30 de março de 2026 15H00
Números não executam estratégia sozinhos - pessoas mal posicionadas também a sabotam. O verdadeiro ganho de eficiência nasce quando estrutura, dados e pessoas operam como um único sistema.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
30 de março de 2026 06H00
No auge do seu próprio hype, a inovação virou palavra‑de‑ordem antes de virar prática - e este artigo desmonta mitos, expõe exageros e mostra por que só ao realinhar expectativas conseguimos devolver à inovação o que ela realmente é: ferramenta estratégica, não mágica.

Rodrigo Magnago - CEO da RMagnago

12 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...