Marketing e vendas

Marketing orientado a dados: 8 KPIs que você precisa mensurar

Um KPI, sigla em inglês para indicador chave de desempenho, é uma forma de mensurar o sucesso de uma atividade em que uma organização ou departamento se envolve. KPIs são valores que podem ser medidos com base nos resultados desejados
CMO da IBM, atua no mercado de digital e marketing desde 1998, com passagens por empresas como Tecnisa, BRF e CI&T e Vivo. Em 2017, foi finalista na categoria marketing do prêmio Caboré e em 2019, considerado CMO do ano pelo prêmio IT Fórum. Marcelo também palestra em grandes eventos, é mentor de startups e tem paixão pelo universo acadêmico, ministrando aulas em diversos cursos e MBAs.

Compartilhar:

Sem mensurar os KPIs certos, sua equipe de marketing pode estar gastando muito tempo em projetos que não importam tanto para as metas gerais do departamento e da empresa. A seguir, sugiro oito indicadores que você deveria ficar de olho. Afinal, como diz o ditado em inglês, “if you cannot measure it, you cannot improve it”. 

## 1. Sales revenue 

Acompanhe a receita de cada uma das campanhas de marketing executadas por seu departamento, entendendo as jornadas dos clientes, desde o topo até o fim do funil.

### Receita por produto
Existe um determinado produto com bom desempenho? Nesse caso, será que seu time de marketing não deveria dedicar mais tempo a promovê-lo?

### Receita por território/praça
Existe uma determinada praça que está disposta a comprar o seu produto? Será que vale refazer sua estratégia de marketing para se alinhar com esse território de vendas?

### Receita por cliente
Quanta receita os clientes existentes estão contribuindo para o faturamento total? E os novos clientes?

## 2. Customer acquisition cost ou custo de aquisição do cliente (CAC)

É o valor total de quanto custa convencer um lead a se tornar um cliente. Esse KPI de marketing geralmente também é considerado um KPI de toda a empresa. Se o custo de adquirir um cliente for maior que o valor da receita proveniente dele, seu modelo de negócios precisará de revisão.

## 3. Cost per Lead ou Custo por Lead (CPL)

Determinar seu custo por lead (ou custo por aquisição) pode mostrar à sua equipe exatamente o valor que você gasta para adquirir novos clientes. Você e seu time de marketing precisam mensurar cada canal e meio de aquisição, entendendo individualmente qual deles gera mais leads e qual é o seu custo, otimizando os investimentos e maximizando a geração de leads.

## 4. Customer lifetime value ou valor da vida útil do cliente (CLTV)

É uma previsão da quantidade total de dinheiro que um cliente gastará em seus negócios durante esse relacionamento com a sua marca, produto ou serviço. Esse KPI ajuda você e sua equipe de marketing a tomar decisões sobre investimentos na aquisição de novos clientes e na retenção dos que existem.

## 5. Customer retention rate ou taxa de retenção do cliente 

Este indicador é crucial para as equipes de marketing, pois indica o quão bem você está comunicando o valor, produto ou serviço da sua empresa. Quanto mais tempo você mantiver um cliente por perto, maior será o valor da vida útil do cliente, permitindo que você concentre seus esforços na aquisição de novos clientes que se adequam melhor nessa persona.

## 6. Lead-to-customer ratio (sales closing ration)

É a forma de você e sua equipe de marketing mensurar qual é a porcentagem de leads que viraram clientes e quais produtos ou serviços eles compraram.

## 7. Form conversion rate

A conversão de visitantes do site em leads (sejam qualificados para marketing ou para vendas) geralmente é feita por meio de um formulário. Os formulários são uma maneira de trocar informações relevantes entre visitantes e sua marca. Com base nesses dados você pode, por exemplo,  entender que uma oferta não é tão valiosa quanto se pensava ou ainda identificar que o número de campos a serem preenchidos é muito grande, frente a uma pequena recompensa.

## 8. Marketing ROI

É comum as empresas investirem em muitas atividades diferentes. O retorno do investimento, ou ROI, é normalmente um KPI geral medido por meio da seguinte equação: 

**(retorno – investimento) ÷ investimento**

Para tornar mais fácil para uma empresa, departamentos de marketing geralmente acompanham seu próprio ROI, para que ele possa ser combinado com as somas de outros departamentos para encontrar a soma total da empresa.

É importante definir quais são os critérios que a sua empresa utiliza pois um mesmo termo pode ter significados diferentes. O termo retorno, por exemplo, pode ser:

a. Receita total gerada a partir de uma campanha
b. Lucro bruto (receita – custo dos produtos vendidos)
c. Lucro líquido (lucro bruto – despesas)

Vale ressaltar que não há maneira certa ou errada para mensurar o ROI de marketing. O mais importante é definir quais são os critérios adotados e mantê-los em todas medições, que podem ser semanais, quinzenais, mensais, trimestrais ou anuais.

Compartilhar:

Artigos relacionados

A natureza da liderança: o que os patos, as formigas e as árvores podem nos ensinar?

A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza?

Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

RoT ou HoT: a métrica que vai separar os projetos de IA que geram valor dos que apenas consomem orçamento

Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

As empresas não estão tendo resultados com IA. E a culpa é toda delas! 

Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Nem todo problema precisa de inteligência artificial

A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Villain Era: a oportunidade das marcas para escutar quem cansa de agradar

Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Liderança
11 de agosto de 2026 18H00
A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza? Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

Carlos Eduardo de Barros - Executivo, conselheiro de empresas e consultor em estratégia, governança e liderança.

16 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 14H00
Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

Leonardo Tristão - CEO da Performa_IT

22 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 08H00
Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Marcel Nobre - CEO da BetaLab, Professor, Pesquisador e Keynote Speaker de inovação e novas tecnologias

14 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de agosto de 2026 08H00
Este artigo explora por que empatia, hospitalidade, escuta e construção de vínculos podem se tornar os ativos mais valiosos da próxima década.

Dr. Henrique Moura - Chefe da Fonoaudiologia do BP Paulista e BP Mirante. Além de atuar como Professor da Pós Graduação e do Mestrado do Hospital Israelita Albert Einstein

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de agosto de 2026 08H00
A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Marcelo Paiva - Diretor de Operações da Formel D

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
9 de agosto de 2026 14h00
Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Estela Brunhara - Sócia e Diretora de Consumer Behavior & Estratégia da FutureBrand São Paulo

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Liderança
9 de agosto de 2026 08H00
Ao recorrer a pensadores como Foucault, Hannah Arendt e Kant, o artigo mostra por que cultura, ética, reflexão crítica e capacidade de julgamento continuam sendo ativos indispensáveis para líderes e organizações que desejam tomar melhores decisões em um mundo cada vez mais automatizado.

Denilson Shikako - CEO e fundador da Fábrica de Criatividade

3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance, Inovação & estratégia
8 de agosto de 2026 14H00
Depois de testemunhar a digitalização dos processos judiciais e a transformação tecnológica da profissão jurídica, o autor reflete sobre a próxima grande mudança da advocacia. O artigo argumenta que a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta de ampliação das capacidades humanas, e não como substituta das competências que tornam o trabalho jurídico verdadeiramente valioso.

Flávio Pinheiro Neto - Sócio-fundador do escritório Flávio Pinheiro Neto Advogados

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
8 de agosto de 2026 08H00
A tecnologia já tornou possível identificar padrões, prever comportamentos e agir antes que problemas aconteçam. O desafio agora não é tecnológico, mas cultural: desenvolver lideranças capazes de tomar decisões baseadas em probabilidades e reorganizar a gestão em torno do que está prestes a acontecer, e não apenas do que já aconteceu.

Wilian Luis Domingues - CIO da Tempo

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
7 de agosto de 2026 14H00
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar uma infraestrutura capaz de reorganizar decisões, processos e modelos de trabalho. Em um cenário marcado pelo avanço dos agentes inteligentes, o desafio das lideranças já não é implementar tecnologia, mas redesenhar a forma como humanos e máquinas colaboram para gerar valor.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo