Uncategorized

Mecanicista ou organismo vivo?

É fato que o paradigma mecanicista ainda prevalece dentro das organizações, mas venho observando um bonito movimento de empresas e líderes que buscam o próximo nível de consciência. É tempo de refletir.
Especialista em gestão de negócios pela USF, Coach certificado pelo ICC, atuou com projetos corporativos para empresas como Natura, Nestlé e Bradesco.

Compartilhar:

Insano talvez seja aquele que, em sua inquietude, decidiu não desbravar novos mundos. Recolher-se em um casulo no qual não cabemos mais não sufoca somente o corpo – reprime a alma.
 Assim vejo muitas de nossas organizações: confinadas em um paradigma, desejosas de mudança, mas com medo de rasgar a casca que criaram. Tentam alargá-la, mas se encolhem ao menor sinal de uma fresta. Estão presas ao modelo antigo, em suas próprias estruturas. Mas, por dentro, o novo deseja surgir, romper o casulo e bater asas em um novo mundo. 

É lindo ver esse impulso por um ambiente mais humano, mais vivo. Tenebroso perceber o quanto a casca de uma visão de mundo mecanicista se comporta como armadura, trazendo a falsa sensação de segurança e limitando profundamente o desabrochar de organizações que querem ser mais vivas. 


O paradigma pelo qual a grande maioria das organizações opera já criou o seu melhor: tecnologias, inovação, riqueza, exploração do espaço e do gene. Mas também consumiu boa parte dos recursos naturais e da alma humana. O mundo virou máquina e as pessoas engrenagens. 

O novo se dá nas organizações que abraçam a coragem para romper esse paradigma e experimentar novos vôos. Empresas que transgredem a armadura e se reconhecem como organismos vivos. Que não pensam na natureza como algo que compõe políticas de sustentabilidade e sim como exemplo de como se deve fazer gestão 

E, quando falamos neste tipo de empresa, muitos imaginam hippies ou ecologistas do mundo corporativo. Por isso convido você a conhecer mais sobre companhias como Buurtzorg, FAVI, Morning Star e Sun Hydraulics. Assim, sua mente poderá transpor os pré-conceitos do mundo mecanicista. 

E destaco: **o nível de consciência de uma organização é determinado pela consciência de suas lideranças.** Portanto, a responsabilidade neste processo de evolução está em cada um de nós.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Por que bons líderes fracassam quando cruzam fronteiras

Executivos não falham no cenário internacional por falta de competência, mas por aplicar decisões no código cultural errado. Este artigo mostra que no ambiente global, liderar deixa de ser comportamento e passa a ser tradução

Inovação & estratégia
13 de fevereiro de 2026
Entre previsões apocalípticas e modismos corporativos, o verdadeiro desafio é recuperar a lucidez estratégica.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento Empresarial

2 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Tecnologia & inteligencia artificial
12 de fevereiro de 2026
IA entrega informação. Educação especializada entrega resultado.

Luiz Alexandre Castanha - CEO da NextGen Learning

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, ESG
11 de fevereiro de 2026

Ana Fontes - Empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora e Instituto RME, VP do Conselho do Pacto Global da ONU

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
10 de fevereiro de 2026
Quando a inovação vira justificativa para desorganização, empresas perdem foco, desperdiçam recursos e confundem criatividade com falta de gestão - um risco cada vez mais caro para líderes e negócios.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

2 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
9 de fevereiro de 2026
Cinco gerações, poucas certezas e muita tecnologia. O cenário exigirá estratégias de cultura, senso de pertencimento e desenvolvimento

Tiago Mavichian - CEO e fundador da Companhia de Estágios

4 minutos min de leitura
Uncategorized, Inovação & estratégia, Marketing & growth
6 de fevereiro de 2026
Escalar exige mais do que mercado favorável: exige uma arquitetura organizacional capaz de absorver decisões com ritmo, clareza e autonomia.

Daniella Portásio Borges - CEO da Butterfly Growth

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
5 de fevereiro de 2026
O desafio não é definir metas maiores, mas metas possíveis - que mobilizem o time, sustentem decisões e evitem o ciclo da frustração corporativa.

Roberto Vilela - Consultor empresarial, escritor e palestrante

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
4 de fevereiro de 2026
O artigo dialoga com o momento atual e com a forma como diferentes narrativas moldam a leitura dos acontecimentos globais.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB - Global Connections

8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
3 de fevereiro de 2026
Organizações querem velocidade em IA, mas ignoram a base que a sustenta. Governança de Dados deixou de ser diferencial - tornou-se critério de sobrevivência.

Bergson Lopes - CEO e fundador da BLR Data

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
2 de fevereiro de 2026
Burnout não explodiu nas empresas porque as pessoas ficaram frágeis, mas porque os sistemas ficaram tóxicos. Entender a síndrome como feedback organizacional - e não como falha pessoal - é o primeiro passo para enfrentar suas causas estruturais.

Marta Ferreira - Cofundadora e presidente da Spread Portugal

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...