Finanças
3 min de leitura

Mercado de RevOps desponta e se destaca com crescimento acima da média 

O Revenue Operations (RevOps) está em franca expansão global, com estimativa de que 75% das empresas o adotarão até 2025. No Brasil, empresas líderes, como a 8D Hubify, já ultrapassaram as expectativas, mais que dobrando o faturamento e triplicando o lucro ao integrar marketing, vendas e sucesso do cliente. A Inteligência Artificial é peça-chave nessa transformação, automatizando interações para maior personalização e eficiência.
Co-founder e CEO da 8D Hubify, é Professor da formação The CMOs Marketers e Mentor e Expert de Marketing Digital nos ecossistemas do Cubo.Itaú e da RD Station. Pós-graduado pela Universidade da Califórnia em Administração de Empresas e Gestão de Projetos, Mestre em Administração de Empresas pelo Insper.

Compartilhar:

Uma realidade cada vez mais consolidada nas grandes empresas, a utilização do Revenue Operations (RevOps) está em franca expansão em todo o mundo. Até 2025, estima-se que cerca de 75% das companhias implantarão um modelo de RevOps, de acordo com o levantamento da Consultoria Gartner. O dado anima, mas não surpreende visto que quem atua no setor já tinha uma visão clara da necessidade desse tipo de inovação e integração entre as equipes de marketing, vendas e sucesso do cliente. Além disso, já é possível observar a adoção de Revenue Operations como uma tendência global para o aumento constante e sustentado do faturamento nas empresas de forma eficiente.

No Brasil,  esse é o cenário  aqui na 8D Hubify, que nos últimos dois anos, ultrapassou a expectativa, mais do que dobrou seu faturamento e quase triplicou seu lucro.  Só para se ter uma ideia do quanto esse aumento foi representativo, um estudo da Business Research Insights, empresa de inteligência de mercado, aponta que  o setor de RevOps deve crescer a uma taxa média anual de 14,9% até 2028.  Ou seja, já ultrapassamos essa perspectiva e miramos muito mais à frente, sempre na vanguarda com as operações de RevOps.

Não há dúvidas de que o RevOps vem revelando seu  grande potencial no mercado, por  meio do crescimento das empresas ao adotar uma metodologia, na qual diferentes departamentos trabalham integrando dados e esforços por objetivos comuns. Do contrário, uma visão fragmentada pode comprometer as metas. Outro ponto importante dentro desse mercado é que está cada vez mais caro gerar leads e novas oportunidades comerciais qualificadas, , portanto, é preciso olhar além do básico de performance para ter uma estratégia bem definida que gere bom resultado.

IA como aliada

Em destaque,  a Inteligência Artificial  tem um papel fundamental no sistema de RevOps, que potencializa as operações e está presente na automação de interações com consumidores com foco na customização. Na 8D Hubify, temos absoluta certeza de que o uso da tecnologia aumenta a eficácia do relacionamento com o cliente ao criar jornadas que correspondem às suas necessidades, otimizando a entrega e a relevância do conteúdo e, ao mesmo tempo, reduzindo a redundância de informações e melhorando a eficiência operacional. 

Para citar um exemplo, em um dos nossos clientes, aumentamos em seis vezes o volume de respostas do NPS – Net Promoter Score – otimizando o canal de comunicação com ele (do e-mail para o whatsapp). Esse resultado é importante porque esta métrica é o principal indicador de que um cliente pode cancelar os serviços.  De forma global, o uso da IA dentro deste mercado pode ser validado a partir de um estudo feito pela Workato, que apontou os serviços de RevOps na liderança dos que mais utilizam a IA generativa em seus processos operacionais, respondem por 48% do total, à frente, inclusive, do setor de TI, que representa  31% dos casos.

Sinal de alerta

Apesar do Revenue Operations já dominar boa parte das empresas do setor, um dado  trazido pela Salesforce mostra que apenas 41% dos executivos das empresas que atuam neste mercado dominam o tema. O que revela que nem todo o mercado está pronto e tem o conhecimento suficiente para a oferta e execução desse tipo de serviço. Quando somos expostos a metodologia RevOps fica óbvio que precisamos dela, mas sua implementação e utilização requer muito estudo e é preciso que os profissionais da área se especializem em Revenue Operations. 


Compartilhar:

Artigos relacionados

Você está ai? O silêncio digital no expediente virou estratégia de produtividade

A disponibilidade constante passou a ser confundida com produtividade. Mas, enquanto profissionais são cobrados por respostas rápidas, cresce a necessidade de concentração para realizar atividades que exigem análise, criatividade, julgamento e tomada de decisão. O artigo propõe uma reflexão sobre o valor do silêncio digital no trabalho, mostrando por que organizações que desejam melhores resultados precisam aprender a proteger a atenção das pessoas, e não apenas monitorar sua presença online.

Inspirar o mercado é diferente de copiar

Mais do que proteger ideias, a discussão convida empresas a construírem uma cultura em que o pioneirismo sirva de estímulo para novas criações, e não de atalho para replicar o trabalho de quem inovou primeiro.

O fim da educação cega: Learner 360 – uma nova forma de enxergar quem aprende

O artigo discute por que a personalização da aprendizagem exige ir além dos indicadores tradicionais e apresenta o conceito de Learner 360, uma proposta para construir uma visão mais integrada, dinâmica e significativa do aprendiz, capaz de apoiar decisões educacionais mais precisas e trajetórias de desenvolvimento verdadeiramente centradas no indivíduo.

O futuro do trabalho será criativo, conectado e escalável

A IA vai tirar empregos ou reinventar o trabalho? A pergunta mais comum sobre inteligência artificial ainda gira em torno da substituição de empregos. O artigo propõe uma reflexão sobre o futuro das carreiras, questionando a estrutura tradicional das organizações e defendendo um modelo em que pessoas se concentram cada vez mais em criar, conectar, verificar e escalar, enquanto a IA assume grande parte das atividades operacionais.

Criatividade deixou de ser campanha. Tornou-se estratégia.

O artigo defende que a criatividade deixou de ser um recurso pontual para se tornar uma capacidade organizacional capaz de conectar tecnologia, inovação, cultura e estratégia, sustentando o crescimento contínuo e a relevância das empresas no longo prazo.

Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
12 de setembro de 2026 14H00
Em um ambiente empresarial cada vez mais orientado por dados, o people analytics permite que o RH amplie sua influência nas decisões corporativas.

Gabriela Resende - Diretora de Operações de Recursos Humanos da Propay

5 minutos min de leitura
User Experience, UX
12 de setembro de 2026 09H00
Uma experiência ruim não gera apenas insatisfação. Ela aumenta custos operacionais, compromete a reputação da marca, reduz receitas futuras e pode encerrar relacionamentos construídos ao longo de anos.

Tâmara Lira - CFO da Paschoalotto

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
11 de setembro de 2026 14H00
Rotular profissionais como tóxicos pode encerrar uma conversa, mas raramente resolve o problema. Ao investigar como comportamentos se formam e se repetem nas organizações, o artigo convida líderes a substituírem julgamentos rápidos por diagnósticos mais profundos e eficazes.

Marta Ferreira

7 minutos min de leitura
Liderança, Inovação & estratégia
11 de setembro de 2026 08H00
Mais do que dominar ferramentas, o desafio da liderança passou a ser tomar decisões, engajar pessoas e construir crescimento em um ambiente de incerteza permanente.

Eduardo Raffaini - Sócio-líder de Soluções de Strategy da Deloitte

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
10 de setembro de 2026 18H00
Discordâncias fazem parte de qualquer equipe diversa, mas nem sempre encontram espaço para serem expressas. O verdadeiro risco para as organizações não está no excesso de conflitos, mas na ausência deles.

Cecília Seabra e Thaís Giuliani - Consultoras HSM e autoras do livro "O 'E' da questão

2 minutos min de leitura
Finanças, Estratégia
10 de setembro de 2026 12H00
Sua estratégia está no PowerPoint ou no orçamento? No trimestre em que o plano de 2027 ganha aprovação, uma disputa invisível acontece dentro das empresas. De um lado, a estratégia que promete transformação. Do outro, o orçamento que preserva as prioridades de sempre. Quase sempre, é a planilha que decide o vencedor.

Átila Persici Filho - CINO, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e Conselheiro de Inovação.

10 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
10 de setembro de 2026 08H00
As declarações recentes dos líderes da OpenAI e da NVIDIA reacenderam uma das discussões mais importantes da era digital: a Inteligência Artificial Geral já é uma realidade? Ao conectar os avanços mais recentes da IA às previsões feitas por Ray Kurzweil décadas atrás, o artigo explora não apenas a evolução da tecnologia, mas também o desafio humano, organizacional e social de acompanhar uma transformação que pode estar acontecendo mais rápido do que imaginávamos.

Leandro Mattos- Expert em neurociência da Singularity Brazil e CEO da CogniSigns

16 minutos min de leitura
Liderança, ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
9 de setembro de 2026 14H00
Ao relatar uma experiência marcante durante sua recuperação de uma cirurgia, o autor provoca uma reflexão sobre um erro recorrente nas organizações: confiar mais naquilo que é visível do que na experiência de quem vive o problema. Quando líderes ignoram relatos e se apoiam apenas em protocolos e percepções, perdem informação, confiança e capacidade de tomar melhores decisões.

Djalma Scartezini - CEO da REIS, Sócio da Egalite e Embaixador do Comitê Paralímpico Brasileiro

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
9 de setembro de 2026 09H00
Os agentes de IA não pedem aumento, não tiram férias e não podem ser administrados como funcionários tradicionais. Como gerir colaboradores digitais que não seguem as regras tradicionais de contratação, supervisão e desligamento?

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

4 minutos min de leitura
Estratégia
8 de setembro de 2026 18H00
Empresas expostas aos mesmos dados, cenários e tendências frequentemente chegam a decisões opostas. O que explica essa diferença não é a informação disponível, mas a forma como cada organização interpreta a realidade.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB - Global Connections

10 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução