Liderança

Mês do meio ambiente: a pandemia não impede que você faça algo

Sempre bom lembrar que o exemplo da liderança move montanhas. E que bom saber que podemos movê-las com as próprias mãos ou com a força da nossa fala quando o assunto é meio ambiente
É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

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Seguimos trancados em casa, lembrando de agradecer em vez de reclamar. E depois de mais de 90 dias, chegou o mês do meio ambiente. Não dá para passar batido, né? 

O último relatório do World Economic Forum sobre riscos globais tem uma esmagadora maioria de temas ligados ao meio ambiente no topo da lista. Pudera. 

O assunto é urgente mesmo. Aliás, tão urgente, que não dá para ser revolucionário de sofá ou de rede social. A gente precisa muito mudar de atitude. 

O exemplo
———

Mas o que podemos fazer do conforto da nossa casa? Muita coisa. Mas antes, caso você esteja se perguntando por que estamos tratando disso aqui nessa coluna voltada para liderança, lembra aquele lance do exemplo? Lembra que a palavra encanta, mas é ele – o exemplo – que arrasta? Então, bora?

* Conheça mais sobre o assunto. Quanto mais a gente conhece, mais a gente protege, reflete, cuida e coloca o tema entre as nossas preocupações. A gente não se engaja naquilo que não conhece;

* Repense o consumo. Será que a gente precisa mesmo comprar tanta coisa? Quando eu tentei parar tudo, me rebelar contra o sistema, deu tudo errado. Quanto maior a escassez, maior é o desejo. Agora resolvi ir diminuindo aos poucos. Repensar mesmo. O armário está diminuindo de tamanho. As compras têm mais qualidade (certificado de origem, pesando custo de cadeia, etc);

* Dentro de casa a gente começa a repensar tudo: a quantidade de plástico nas embalagens, a quantidade de lixo que a gente gera. Resolvemos fazer uma competição em casa – reduzir, reusar, reciclar e repensar. Funciona, viu?;

* Está dando certo? Conte para as pessoas. Torne a sua prática coletiva. Sem medo de ser “ecochato” ou “ecoxiita”. Melhor que ser tonto/tonta. A gente tem que ser responsável pelo que deixa de legado;

* Sua empresa faz algo? Pode fazer mais? Participe da conversa, procure saber, tente ajudar. A empresa precisa fazer mais? Ajude a mudar os hábitos. 

Se a gente só esperar, não vai adiantar reclamar. Essa liderança que dá orgulho, que a gente quer se inspirar para crescer, é uma liderança corajosa, que assume pra si os problemas do mundo que até então não tinham dono. 

Comece pequeno, mas comece. E não pare mais!

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É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

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