Liderança

Mês do meio ambiente: a pandemia não impede que você faça algo

Sempre bom lembrar que o exemplo da liderança move montanhas. E que bom saber que podemos movê-las com as próprias mãos ou com a força da nossa fala quando o assunto é meio ambiente
Viviane Mansi é executiva, conselheira e professora. É diretora de Comunicação na Diageo e passou por empresas como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É coautora de Emoção e Comunicação – Reflexão para humanização das relações de trabalho.
Viviane Mansi é executiva da Toyota e da Fundação Toyota do Brasil, conselheira e professora. Participou da COP27, em novembro de 2022.

Compartilhar:

Se deu preguiça do título, amigo(a), este texto foi mesmo feito para você. Vem junto   

Seguimos trancados em casa, lembrando de agradecer em vez de reclamar. E depois de mais de 90 dias, chegou o mês do meio ambiente. Não dá para passar batido, né? 

O último relatório do World Economic Forum sobre riscos globais tem uma esmagadora maioria de temas ligados ao meio ambiente no topo da lista. Pudera. 

O assunto é urgente mesmo. Aliás, tão urgente, que não dá para ser revolucionário de sofá ou de rede social. A gente precisa muito mudar de atitude. 

O exemplo
———

Mas o que podemos fazer do conforto da nossa casa? Muita coisa. Mas antes, caso você esteja se perguntando por que estamos tratando disso aqui nessa coluna voltada para liderança, lembra aquele lance do exemplo? Lembra que a palavra encanta, mas é ele – o exemplo – que arrasta? Então, bora?

* Conheça mais sobre o assunto. Quanto mais a gente conhece, mais a gente protege, reflete, cuida e coloca o tema entre as nossas preocupações. A gente não se engaja naquilo que não conhece;

* Repense o consumo. Será que a gente precisa mesmo comprar tanta coisa? Quando eu tentei parar tudo, me rebelar contra o sistema, deu tudo errado. Quanto maior a escassez, maior é o desejo. Agora resolvi ir diminuindo aos poucos. Repensar mesmo. O armário está diminuindo de tamanho. As compras têm mais qualidade (certificado de origem, pesando custo de cadeia, etc);

* Dentro de casa a gente começa a repensar tudo: a quantidade de plástico nas embalagens, a quantidade de lixo que a gente gera. Resolvemos fazer uma competição em casa – reduzir, reusar, reciclar e repensar. Funciona, viu?;

* Está dando certo? Conte para as pessoas. Torne a sua prática coletiva. Sem medo de ser “ecochato” ou “ecoxiita”. Melhor que ser tonto/tonta. A gente tem que ser responsável pelo que deixa de legado;

* Sua empresa faz algo? Pode fazer mais? Participe da conversa, procure saber, tente ajudar. A empresa precisa fazer mais? Ajude a mudar os hábitos. 

Se a gente só esperar, não vai adiantar reclamar. Essa liderança que dá orgulho, que a gente quer se inspirar para crescer, é uma liderança corajosa, que assume pra si os problemas do mundo que até então não tinham dono. 

Comece pequeno, mas comece. E não pare mais!

Compartilhar:

Viviane Mansi é executiva, conselheira e professora. É diretora de Comunicação na Diageo e passou por empresas como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É coautora de Emoção e Comunicação – Reflexão para humanização das relações de trabalho.

Artigos relacionados

ESG
Eficiência, inovação e equilíbrio regulatório serão determinantes para a sustentabilidade e expansão da saúde suplementar no Brasil em 2025.

Paulo Bittencourt

5 min de leitura
Empreendedorismo
Alinhando estratégia, cultura organizacional e gestão da demanda, a indústria farmacêutica pode superar desafios macroeconômicos e garantir crescimento sustentável.

Ricardo Borgatti

5 min de leitura
Empreendedorismo
A Geração Z não está apenas entrando no mercado de trabalho — está reescrevendo suas regras. Entre o choque de valores com lideranças tradicionais, a crise da saúde mental e a busca por propósito, as empresas enfrentam um desafio inédito: adaptar-se ou tornar-se irrelevantes.

Átila Persici

8 min de leitura
Tecnologias exponenciais
A matemática, a gramática e a lógica sempre foram fundamentais para o desenvolvimento humano. Agora, diante da ascensão da IA, elas se tornam ainda mais cruciais—não apenas para criar a tecnologia, mas para compreendê-la, usá-la e garantir que ela impulsione a sociedade de forma equitativa.

Rodrigo Magnago

4 min de leitura
ESG
Compreenda como a parceria entre Livelo e Specialisterne está transformando o ambiente corporativo pela inovação e inclusão

Marcelo Vitoriano

4 min de leitura
Tecnologias exponenciais
O anúncio do Majorana 1, chip da Microsoft que promete resolver um dos maiores desafios do setor – a estabilidade dos qubits –, pode marcar o início de uma nova era. Se bem-sucedido, esse avanço pode destravar aplicações transformadoras em segurança digital, descoberta de medicamentos e otimização industrial. Mas será que estamos realmente próximos da disrupção ou a computação quântica seguirá sendo uma promessa distante?

Leandro Mattos

6 min de leitura
Tecnologias exponenciais
Entenda como a ReRe, ao investigar dados sobre resíduos sólidos e circularidade, enfrenta obstáculos diários no uso sustentável de IA, por isso está apostando em abordagens contraintuitivas e na validação rigorosa de hipóteses. A Inteligência Artificial promete transformar setores inteiros, mas sua aplicação em países em desenvolvimento enfrenta desafios estruturais profundos.

Rodrigo Magnago

4 min de leitura
Liderança
As tendências de liderança para 2025 exigem adaptação, inovação e um olhar humano. Em um cenário de transformação acelerada, líderes precisam equilibrar tecnologia e pessoas, promovendo colaboração, inclusão e resiliência para construir o futuro.

Maria Augusta Orofino

4 min de leitura
Finanças
Programas como Finep, Embrapii e a Plataforma Inovação para a Indústria demonstram como a captação de recursos não apenas viabiliza projetos, mas também estimula a colaboração interinstitucional, reduz riscos e fortalece o ecossistema de inovação. Esse modelo de cocriação, aliado ao suporte financeiro, acelera a transformação de ideias em soluções aplicáveis, promovendo um mercado mais dinâmico e competitivo.

Eline Casasola

4 min de leitura
Empreendedorismo
No mundo corporativo, insistir em abordagens tradicionais pode ser como buscar manualmente uma agulha no palheiro — ineficiente e lento. Mas e se, em vez de procurar, queimássemos o palheiro? Empresas como Slack e IBM mostraram que inovação exige romper com estruturas ultrapassadas e abraçar mudanças radicais.

Lilian Cruz

5 min de leitura