Tecnologia e inovação

Metaverso é o futuro e veio para ficar!

As profissões que estarão em alta e as empresas que já estão explorando esse novo universo
Bruno Oliveira é especialista em planejamento estratégico de marketing e comunicação, com MBA em marketing e especialização em influência digital pela PUC-RS.

Compartilhar:

Estamos entrando em uma nova era, a chamada Web3, ou “nova internet”, em que as possibilidades de interação interpessoal se ampliam e, com isso, as ações no chamado metaverso são possibilitadas e otimizadas. Todo mundo está ouvindo falar – muito – de metaverso. Em primeiro lugar, o melhor, no momento, é falar em “metaversos”, no plural. O que eles seriam de fato?

Simplificadamente, são mundos paralelos no quais é possível imergir por meio de realidade virtual ou aumentada, usando avatares, para interação em tempo real. Além da imersão, em um metaverso é possível comprar, vender e fazer operações financeiras por meio de criptomoedas e NFTs, o que é uma das razões pelas quais há tanta especulação hoje em torno desses ativos virtuais que têm registro e controle num sistema chamado blockchain.

A indústria gamer já criou mundos virtuais em que é possível interagir, em jogos como Fortnite, Roblox e Avakin. O termo “metaverso” se tornou popular após Mark Zuckerberg anunciar a mudança do nome de sua companhia de Facebook para Meta e lançar seu metaverso, chamado Horizon Worlds, ainda não disponível para usuários no Brasil.

Este artigo se debruça sobre o que pode ser feito num metaverso como o Horizon Worlds, relata o que marcas, inclusive brasileiras, estão fazendo nessa área e traz profissões em ascensão com essa nova possibilidade.

## Usos do metaverso
### 1) Educação
Já imaginou aprender sobre o sistema solar, inserido no universo? Ou então aprender sobre a Roma antiga, voltando ao passado e se vendo totalmente dentro da história? Segundo a Meta, isso será possível em breve, com os recursos voltados para o ensino da plataforma.

### 2) Entretenimento
Será possível ir a um show do seu artista favorito, de forma virtual e imersiva, estando você no Brasil e se reunindo com pessoas do mundo todo. Shows no metaverso são muito comuns no jogo Fortnite, que recentemente apresentou Ariana Grande e reuniu milhões de pessoas do mundo todo.

### 3) Exercícios físicos e esportes
Exercitar-se ou jogar uma partida de basquete sem sair de casa, de forma imersiva e divertida. Essa também será uma das possibilidades dentro do Horizon Worlds. Você poderá se reunir com pessoas de qualquer lugar do mundo para praticar exercícios em ambientes muito diferentes de uma academia convencional.

### 4) Trabalho
Segundo Bill Gates, em cinco anos, no máximo, 90% das reuniões de trabalho acontecerão no metaverso. Pensando nisso, um dos principais recursos do Horizon será levar sua empresa e time para uma sala virtual, podendo discutir, definir e até traçar planos desenhando em lousas virtuais que poderão ser arquivadas e transformadas em documentos. Esse recurso já está disponível no Brasil e pode ser acessado no [Horizon Work Rooms](https://www.oculus.com/workrooms/?locale=pt_BR).

### 5) Compra e venda de ativos
Deixar seu avatar mais bonito, bem vestido ou com uma nova cor de cabelo? Isso e muito mais será possível por meio da compra de ativos digitais dentro da plataforma. Essa possibilidade abre portas para marcas inserirem e venderem seus produtos dentro das plataformas, sejam eles virtuais ou até mesmo físicos. Será possível, por exemplo, comprar um tênis da Nike e escolher se ele será para o seu avatar ou para você, e recebê-lo em casa.

## Marcas no metaverso
### 1) Nike
Em 2021, ela criou a Nikeland dentro do jogo Roblox e também anunciou a compra da empresa Artifact Studios (RTFKT), especializada na criação de tênis e artefatos digitais. O objetivo: crescer no metaverso e atrair amantes da união entre moda e jogos.

### 2) Ralph Lauren
Ela apostou na criação da Winter Scape, uma área de experiências que possui patinação no gelo e compras de roupas da coleção de 1990 da marca, tudo isso também dentro do jogo Roblox. A grife também está na rede social Zepeto e teve mais de 1 milhão de visitantes em seu espaço imersivo.

### 3) Itaú
O banco criou uma ação chamada #2022EmUmaPalavra e a transportou para o multiverso, visando chamar a atenção do público gamer.

### 4) Stella Artois
Já conhecida por patrocinar pistas de corrida de cavalos, a Stella Artois adaptou esse conceito para o metaverso. A marca de cerveja apostou no patrocínio dentro de jogos online de turfe, com a Zed Run, plataforma baseada em blockchain.

### 5) Lojas Renner
A Renner, mais uma parceira do Fortnite, inaugurou uma loja dentro do jogo. Para chamar a atenção do público presente virtualmente, realizou uma enquete interativa para a escolha de estampas que farão parte das peças que serão comercializadas na loja.

## Profissões do metaverso:
### 1) Planejador do metaverso
Profissional que estrutura todo o ecossistema e prevê possíveis gargalos ou sucessos dentro do projeto

### 2) Gerente de projetos
Responsável pelas questões táticas dentro de um projeto, unindo objetivos e propósitos com equipes de desenvolvimento

### 3) Copywriter
Existe uma narrativa dentro de cada ação ou projeto no metaverso. Os redatores serão fundamentais para criarem essas narrativas que envolvam e mantenham os usuários cada vez mais ativos.

### 4) Desenvolvedores
Principalmente os que criaram para o mercado gamer, eles são e serão os profissionais mais requisitados. São eles os responsáveis por fazerem com que tudo funcione corretamente dentro desses ambientes.

### 5) Designers, ilustradores e animadores 3D
Assim como os desenvolvedores, esses profissionais, responsáveis pela criação, ilustração e animação de elementos dentro das plataformas, serão muito requisitados e disputados em um futuro próximo.

O que se pode perceber é que, de fato, um novo movimento está surgindo com locais, particularidades e moeda própria. Isso nos leva a concluir que:
– Se você é um usuário em busca de entretenimento na web, explore.
– Se você é uma marca, não mergulhe de cabeça (ainda), mas não ignore.
– Se você busca uma transição ou profissão para o futuro, estude.
– Se é um investidor ou colecionador, entenda o mundo das criptomoedas e NFTs.
– Se você está assustado com tudo isso, segura na mão de Deus e vai.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Por que alguém ensinaria a IA a fazer o próprio trabalho?

Por trás de cada iniciativa de inteligência artificial existe uma negociação raramente explicitada. Compartilhar conhecimento, revisar respostas, adaptar processos e sustentar a transição exige tempo, esforço e exposição. Antes de atribuir a resistência à mudança a uma questão cultural, talvez seja preciso entender quais incentivos estão sendo oferecidos para que as pessoas escolham cooperar.

Ter mais robôs já não é suficiente

Durante anos, a automação corporativa esteve associada à eliminação de tarefas repetitivas e operacionais. Agora, uma nova etapa começa a ganhar espaço: a integração entre RPA, inteligência artificial, APIs e agentes autônomos para coordenar processos inteiros de ponta a ponta.

A pergunta que todo treinamento deveria responder

Treinamentos costumam ser vistos como solução para desafios de desempenho, cultura e transformação. Mas existe uma pergunta que raramente aparece nas discussões sobre desenvolvimento: o ambiente de trabalho favorece os comportamentos que a organização deseja incentivar? O artigo mostra por que o sucesso de qualquer programa depende menos do conteúdo ensinado e mais da coerência entre estratégia, liderança e mecanismos de gestão.

A IA aumentou a produtividade, mas quem está ganhando tempo?

Se toda hora economizada pela tecnologia é imediatamente preenchida por outra demanda, talvez o problema não esteja nas ferramentas, mas na forma como organizamos o trabalho. O artigo discute por que produtividade e bem-estar não deveriam ser objetivos opostos e como a inteligência artificial está colocando essa contradição em evidência.

Tecnologia & inteligencia artificial
12 de outubro de 2026 18H00
Por trás de cada iniciativa de inteligência artificial existe uma negociação raramente explicitada. Compartilhar conhecimento, revisar respostas, adaptar processos e sustentar a transição exige tempo, esforço e exposição. Antes de atribuir a resistência à mudança a uma questão cultural, talvez seja preciso entender quais incentivos estão sendo oferecidos para que as pessoas escolham cooperar.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

9 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
12 de outubro de 2026 14H00
Durante anos, a automação corporativa esteve associada à eliminação de tarefas repetitivas e operacionais. Agora, uma nova etapa começa a ganhar espaço: a integração entre RPA, inteligência artificial, APIs e agentes autônomos para coordenar processos inteiros de ponta a ponta.

Daniel Torres - CEO da Roboteasy

5 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
12 de outubro de 2026 08H00
or muito tempo, compliance foi visto como a última etapa antes da aprovação de um projeto. Hoje, organizações mais maduras estão adotando uma abordagem diferente: envolver a área desde o início para construir soluções viáveis, seguras e aderentes às expectativas de governança e integridade.

André Tourinho - Gerente de Integridade da Eldorado Brasil Celulose

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
11 de outubro de 2026 14H00
Treinamentos costumam ser vistos como solução para desafios de desempenho, cultura e transformação. Mas existe uma pergunta que raramente aparece nas discussões sobre desenvolvimento: o ambiente de trabalho favorece os comportamentos que a organização deseja incentivar? O artigo mostra por que o sucesso de qualquer programa depende menos do conteúdo ensinado e mais da coerência entre estratégia, liderança e mecanismos de gestão.

Lauro Xerfan Neto - Conselheiro empresarial, consultor e professor na USP EACH e na FIA LabFin Provar

10 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
11 de outubro de 2026 08H00
A saída de um pesquisador da Anthropic reacende um debate que está deixando os laboratórios e chegando às empresas: como garantir que sistemas de inteligência artificial cada vez mais autônomos continuem operando de forma previsível, segura e alinhada aos objetivos humanos?

Claudio Lucio - Pesquisador, professor e sócio-fundador da A3Data

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de outubro de 2026 14H00
Se toda hora economizada pela tecnologia é imediatamente preenchida por outra demanda, talvez o problema não esteja nas ferramentas, mas na forma como organizamos o trabalho. O artigo discute por que produtividade e bem-estar não deveriam ser objetivos opostos e como a inteligência artificial está colocando essa contradição em evidência.

Renan Caixeiro - Cofundador e CMO do Reportei

3 minutos min de leitura
User Experience, UX, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de outubro de 2026 08H00
O que realmente importa para quem utiliza serviços financeiros é resolver uma demanda com segurança e agilidade. Em um setor cada vez mais digital, a vantagem competitiva estará menos na tecnologia em si e mais na capacidade de combinar automação e inteligência humana da forma certa em cada etapa da jornada.

João Pedro Brasileiro - CEO da Innovation Latam, Professor da Fundação Dom Cabral (FDC) e da XP Educação

3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
9 de outubro de 2026 14H00
O artigo mostra por que a transição para o novo modelo tributário exige uma visão integrada da cadeia de suprimentos e alerta que a vantagem competitiva poderá estar menos na interpretação da legislação e mais na capacidade de adaptar processos, sistemas e operações antes que as mudanças se tornem obrigatórias.

Jade Lumi Satomi - Diretora de Indústria na nstech

4 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
9 de outubro de 2026 08H00
A conquista histórica do São Paulo no Brasileirão Feminino vai além do esporte e convida a uma reflexão sobre como desenvolvemos competências que costumam ser associadas à liderança. O artigo explora como experiências vividas dentro e fora das organizações ajudam a construir confiança, influência, resiliência e capacidade de disputar espaços de forma saudável, preparando novas gerações para desafios que começam muito antes do primeiro cargo de liderança.

Maria Eduarda Silveira - Founder & CEO da BOLD HRO

5 minutos min de leitura
Estratégia
8 de outubro de 2026 14H00
Da aquisição à expansão de clientes, o artigo propõe uma reflexão sobre como organizações podem substituir crescimento baseado em volume por crescimento sustentado por retenção, adoção de valor e decisões mais inteligentes.

Renata Centurión - Sócia e Diretora da Winning By Design LATAM

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução