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MPP – máxima produtividade pessoal

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Muitos anos atrás, antes da era digital, as empresas maiores tinham em seus quadros “mensageiros externos”. Eram pessoas que lidavam com dinheiro fazendo serviços de banco, e carregavam documentos importantes pela cidade usando o transporte público.

Em todas as empresas, eram as secretárias que distribuíam as tarefas aos mensageiros diariamente pela manhã. Só que, em certa empresa localizada na região central de São Paulo, os mensageiros saíam, mas não cumpriam os roteiros determinados. Eles se reuniam em uma praça nas proximidades, sentavam-se no chão e todos compartilhavam com o grupo as tarefas do dia. Então, as atividades eram redistribuídas para otimizar os roteiros, de modo que tudo fosse realizado com precisão e em menos tempo. Isso era tão produtivo que, no fim do dia, os mensageiros conseguiam se reencontrar na mesma praça e jogar bola no tempo que havia sobrado, antes de voltarem à empresa.

Certo dia, um chefe dessa empresa, atrasado, os viu na praça redistribuindo as tarefas e os denunciou. Os mensageiros foram repreendidos e proibidos de remanejar os roteiros entre si e de jogar futebol no horário de trabalho, sob o risco de perderem o emprego. E buscar produtividade deixou de fazer sentido para eles.

Essa história, real, foi contada a nossa repórter Sandra Regina da Silva pela coach Iaci Rios, sócia-fundadora da IMR&Erickson Brasil, e ilustra à perfeição o que é um projeto de MPP – máxima produtividade pessoal –, como resolvemos batizá-lo neste Dossiê. E também ilustra como ele é estragado nas empresas. Os mensageiros faziam seu MPP na praça perto da empresa. E o chefe em questão, que até pode saber o que significam siglas como MVP, mínimo produto viável, e TPM, propósito transformador massivo, certamente não entendia nada de MPP. (Inclusive, o último P traz uma mensagem particularmente difícil de um certo tipo de chefe entender: um método de máxima produtividade, para funcionar, tem de ser pessoal.) 

Este Dossiê sugere as bases para um MPP, destacando o método, o papel-chave da comunicação nisso e as principais armadilhas. E celebra o “flow”, que é o estado de máxima produtividade.

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