Uncategorized

Mulheres avançam nas empresas familiares, diz John Davis

Em conversa com Carlos Mendonça, sócio da PwC Brasil, o especialista mundial em family business reconhece a melhoria, mas ainda reclama de diferenças significativas

Compartilhar:

> **Falta autoconfiança a ela**
>
> _Aumentar em 20% o preço dos serviços femininos é uma tática sugerida para neutralizar a autoavaliação negativa_
>
> Também as próprias mulheres subestimam sua capacidade profissional, seja em empresas familiares, seja fora delas. É o que sugere o livro The confidence code, de Katty Kay e Claire Shipman, segundo o qual elas sofrem de um desproporcional déficit de autoconfiança. isso se traduz, muitas vezes, em culpar-se por tudo o que dá errado, ser perfeccionistas e só tomar iniciativas quando 100% seguras de que o resultado será o previsto, diferentemente do que ocorre com os gestores homens. Começam a se popularizar entre as gestoras norte-americanas medidas para neutralizar a falta de autoconfiança, que, na prática, converte-se, por exemplo, em subavaliar sua remuneração. a especialista em gestão Margaret Neale, de Stanford, sugere que as mulheres sempre aumentem seu preço (seja de um job, seja de um pedido salarial) em 20%. isso compensaria a subestimativa.

Em um número crescente de países, as mulheres vêm conseguindo ter mais oportunidades dentro das famílias empresárias e das empresas familiares. Quem afirmou isso foi John Davis, autoridade mundial em empresas familiares da Harvard Business School e colunista de HsM Management, em conversa recente com Carlos Mendonça, sócio e líder de family business da PwC Brasil. 

O avanço pode ser considerado uma boa notícia em um dos redutos corporativos tidos como mais resistentes à equidade de gênero, mas, segundo as pesquisas de Davis, há ainda diferenças significativas nas oportunidades oferecidas a elas –e o Brasil é um dos países que se notabilizam por isso. “Vemos diferenças significativas nas oportunidades, nas posições e nas responsabilidades que as famílias e as empresas familiares lhes dão”, critica o expert. Para Davis, que tem mais de 30 anos de experiência em consultoria para empresas familiares em vários países, a resistência às mulheres em empresas familiares é encontrada em diferentes culturas, atestando a similaridade que existe no setor. Há mais distinções relativas a questões legais, como as leis e impostos sobre heranças, e culturas como as do Brasil e dos Estados unidos são bastante próximas até em questões delicadas, como o confronto de alguém mais velho. Outra similaridade está no fato de os pais das famílias empresárias sempre tentarem di

recionar a carreira dos filhos, seja em que país for. isso não é mais possível na visão de Davis, corroborada por Mendonça, ao menos não com resultados satisfatórios. “O melhor caminho é tornar o negócio familiar interessante para os filhos que têm as habilidades mais adequadas e deixar os demais livres para seguir suas aspirações ou se tornar empreendedores, pois, atualmente, você nunca sabe quando precisará de outra boa ideia de negócios na família.”

Compartilhar:

Artigos relacionados

O líder como jardineiro: a vantagem competitiva que cresce como um jardim

Inspirada na filosofia dos mestres jardineiros japoneses, o autor analisa a trajetória centenária da Omron e questiona um dos pilares da gestão tradicional: e se o papel do líder não fosse controlar resultados, mas cultivar o ambiente onde inovação, autonomia e crescimento acontecem naturalmente?

O prêmio do julgamento na era da inteligência abundante

Modelos de inteligência artificial estão cada vez mais baratos, disponíveis e semelhantes em desempenho. O desafio das organizações não é apenas automatizar processos, mas definir onde a decisão deve continuar sendo humana e como transformar discernimento em vantagem competitiva.

Quando a tecnologia muda, o legado permanece

Enquanto os ciclos tecnológicos se tornam cada vez mais curtos, organizações enfrentam um desafio permanente: transformar inovação em resultados concretos e que gere valor para o negócio no longo prazo.

Quanto custa perder um cliente?

Uma experiência ruim não gera apenas insatisfação. Ela aumenta custos operacionais, compromete a reputação da marca, reduz receitas futuras e pode encerrar relacionamentos construídos ao longo de anos.

Liderança
14 de setembro de 2026 08H00
Inspirada na filosofia dos mestres jardineiros japoneses, o autor analisa a trajetória centenária da Omron e questiona um dos pilares da gestão tradicional: e se o papel do líder não fosse controlar resultados, mas cultivar o ambiente onde inovação, autonomia e crescimento acontecem naturalmente?

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

11 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
13 de setembro de 2026 17H00
Modelos de inteligência artificial estão cada vez mais baratos, disponíveis e semelhantes em desempenho. O desafio das organizações não é apenas automatizar processos, mas definir onde a decisão deve continuar sendo humana e como transformar discernimento em vantagem competitiva.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner, Embaixador e membro do Senior Advisory Board do Instituto Capitalismo Consciente Brasil. Embaixador e Membro da Comissão ESG da Board Academy BR.

10 minutos min de leitura
Estratégia e Execução
13 de setembro de 2026 14h00
Os movimentos recentes de Art’G e Belmont Emeralds revelam estratégias de geração e captura de valor

Adriana Salles Gomes

0 min de leitura
Inovação & estratégia
13 de setembro de 2026 08H00
Enquanto os ciclos tecnológicos se tornam cada vez mais curtos, organizações enfrentam um desafio permanente: transformar inovação em resultados concretos e que gere valor para o negócio no longo prazo.

Andréia Rengel - CEO e sócia da AMcom

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
12 de setembro de 2026 14H00
Em um ambiente empresarial cada vez mais orientado por dados, o people analytics permite que o RH amplie sua influência nas decisões corporativas.

Gabriela Resende - Diretora de Operações de Recursos Humanos da Propay

5 minutos min de leitura
User Experience, UX
12 de setembro de 2026 09H00
Uma experiência ruim não gera apenas insatisfação. Ela aumenta custos operacionais, compromete a reputação da marca, reduz receitas futuras e pode encerrar relacionamentos construídos ao longo de anos.

Tâmara Lira - CFO da Paschoalotto

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
11 de setembro de 2026 14H00
Rotular profissionais como tóxicos pode encerrar uma conversa, mas raramente resolve o problema. Ao investigar como comportamentos se formam e se repetem nas organizações, o artigo convida líderes a substituírem julgamentos rápidos por diagnósticos mais profundos e eficazes.

Marta Ferreira

7 minutos min de leitura
Liderança, Inovação & estratégia
11 de setembro de 2026 08H00
Mais do que dominar ferramentas, o desafio da liderança passou a ser tomar decisões, engajar pessoas e construir crescimento em um ambiente de incerteza permanente.

Eduardo Raffaini - Sócio-líder de Soluções de Strategy da Deloitte

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
10 de setembro de 2026 18H00
Discordâncias fazem parte de qualquer equipe diversa, mas nem sempre encontram espaço para serem expressas. O verdadeiro risco para as organizações não está no excesso de conflitos, mas na ausência deles.

Cecília Seabra e Thaís Giuliani - Consultoras HSM e autoras do livro "O 'E' da questão

2 minutos min de leitura
Finanças, Estratégia
10 de setembro de 2026 12H00
Sua estratégia está no PowerPoint ou no orçamento? No trimestre em que o plano de 2027 ganha aprovação, uma disputa invisível acontece dentro das empresas. De um lado, a estratégia que promete transformação. Do outro, o orçamento que preserva as prioridades de sempre. Quase sempre, é a planilha que decide o vencedor.

Átila Persici Filho - CINO, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e Conselheiro de Inovação.

10 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução