Gestão de Pessoas

Não esqueça das pessoas na agenda ESG! (elas são prioridade)

Já é de conhecimento geral no mundo corporativo que o ESG tem como foco o ambiental, o social e a governança. Mas o ativo é a gestão de pessoas e deve ter a atenção das organizações
Lisandra Brasil é especialista em ESG do escritório Xavier Advogados.

Compartilhar:

Quando o tema é ESG, costuma-se voltar o olhar para questões de gestão e administração das agendas das organizações. Porém, há um pilar que deve ser prioritário antes de dar atenção a qualquer outro: o das pessoas. Cada vez mais, as empresas estão conscientes da importância desse aspecto para um bom relacionamento com empregados, fornecedores e outros parceiros estratégicos. São as pessoas que definirão desde quem irá executar as tarefas necessárias para manter o local sustentável até como, quando e onde as mesmas voltarão esforços para fazer o que é preciso ser feito.

Se vê, com frequência, organizações levantando a bandeira ESG perante o mercado, mas com problemas de gestão de pessoas, com funcionários insatisfeitos em ambientes tóxicos de trabalho. É fundamental que a empresa olhe para si e analise a sua cultura organizacional. Ao se preocuparem com questões como cuidados com a saúde e segurança no ambiente de trabalho e direitos humanos, as empresas mitigam não só riscos operacionais, mas também reputacionais. Esse contexto só reforça a necessidade de a organização olhar para o ambiente externo, para que possa focar esforços estratégicos no ambiente interno.

É preciso muito mais que realizar ações com os funcionários que, muitas vezes, nem fizeram parte da construção daquela iniciativa. É necessário uma mudança de pensamento em relação à gestão, da porta para dentro. Desenvolver iniciativas estratégicas que realmente impactem nas pessoas que constroem aquela organização. Olhar de forma sensível não apenas para o trabalhador que está ali, mas para a pessoa como um todo, suas habilidades, dificuldades e questões pessoais. Engana-se quem ainda acredita que os problemas pessoais não são de interesse da empresa, uma vez que esses mesmos problemas podem acarretar em questões futuras, como falta de engajamento, faltas excessivas, criação de descontentamentos coletivos que podem gerar situações críticas como greves de trabalho, questionamentos sindicais e outros que impactam a reputação e o resultado da instituição.

Hoje, as empresas que adotam práticas ESG têm uma vantagem competitiva na atração e retenção de talentos, isso porque não são as empresas que escolhem os profissionais, mas, sim, os profissionais que cada vez mais procuram organizações que compartilham seus valores sociais e ambientais. Cuidar das pessoas dentro de uma organização é garantir que a sua reputação seja construída de fora para dentro, considerando que os consumidores se concentram cada vez mais no desempenho de sustentabilidade das empresas ao tomar decisões.

Ser ESG começa muito antes do ambiental, social e governança. É uma jornada que exige olhar para o mais profundo da organização e ir muito além daquilo que se quer mostrar para o mercado.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Confiança demais, conhecimento de menos

Pior do que não saber é achar que já sabe. Este artigo expõe um risco silencioso nas organizações: não é a falta de conhecimento que mais compromete decisões, mas a combinação perigosa entre entendimento superficial e confiança excessiva.

Quando a inteligência fica barata, o seu modelo de negócio entra em risco

Dentro dos bilhões investidos em IA existe uma única aposta: a de que a inteligência vai deixar de ser escassa. Se ela se confirmar, não vai apenas cortar os seus custos. Vai dissolver os fossos competitivos sobre os quais as partes mais lucrativas da sua empresa foram construídas, muitas vezes sem ninguém perceber.

Quando o feed não sustenta a reputação

Em um mundo onde a presença digital se estende para além das redes sociais, este artigo mostra que a reputação de um líder não é construída pelo que ele publica, mas pela coerência entre discurso, comportamento e cada interação do dia a dia.

O mercado não paga esforço

Este artigo provoca uma reflexão central: não é o quanto se trabalha que sustenta uma carreira, mas a capacidade de transformar trabalho em valor e impacto real.

Lifelong learning
10 de junho de 2026 17H00
Pior do que não saber é achar que já sabe. Este artigo expõe um risco silencioso nas organizações: não é a falta de conhecimento que mais compromete decisões, mas a combinação perigosa entre entendimento superficial e confiança excessiva.

Jorge Inafuco - Consultor e Palestrante da HSM, Sociólogo, Professor de MBAs, Conselheiro e Mentor

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de junho de 2026 08H00
Dentro dos bilhões investidos em IA existe uma única aposta: a de que a inteligência vai deixar de ser escassa. Se ela se confirmar, não vai apenas cortar os seus custos. Vai dissolver os fossos competitivos sobre os quais as partes mais lucrativas da sua empresa foram construídas, muitas vezes sem ninguém perceber.

Átila Persici Filho - COO da Bolder, Professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e Conselheiro de Inovação

8 minutos min de leitura
Marketing
9 de junho de 2026 18H00
Em um mundo onde a presença digital se estende para além das redes sociais, este artigo mostra que a reputação de um líder não é construída pelo que ele publica, mas pela coerência entre discurso, comportamento e cada interação do dia a dia.

Bruna Lopes de Barros

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Cultura organizacional
9 de junho de 2026 09H00
Nunca tivemos tanto acesso à informação. E, paradoxalmente, nunca foi tão difícil saber o que está realmente acontecendo.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB-Global Connections

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
8 de junho de 2026 16H00
Este artigo mostra por que a inteligência artificial está deslocando o centro da competitividade das empresas, da tecnologia para a qualidade do pensamento organizacional.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

7 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Estratégia
8 de junho de 2026 09H00
Este artigo provoca uma reflexão central: não é o quanto se trabalha que sustenta uma carreira, mas a capacidade de transformar trabalho em valor e impacto real.

Roberto Vilela - Consultor empresarial, estrategista de negócios, escritor e palestrante

2 minutos min de leitura
Liderança, Tecnologia & inteligencia artificial
7 de junho de 2026 13H00
Se líderes continuam aprendendo, por que continuam não evoluindo? A resposta pode estar na forma como treinamos - e no que deixamos de medir.

Alexandre Santille - Fundador e Sócio da teya

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de junho de 2026 08H00
Este artigo mostra como falhas operacionais e desintegração de sistemas ainda geram perdas bilionárias - e por que a inteligência artificial pode transformar a eficiência em vantagem estratégica no setor elétrico.

Gilson Paulillo - Diretor comercial da Pagar

2 minutos min de leitura
Carreira, Cultura organizacional, Gestão de pessoas
A longevidade deixou de ser apenas um dado demográfico para se tornar questão de governança

Fran Winandy

0 min de leitura
Estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
6 de junho de 2026 13H00
Quando bem interpretados, os sinais do comportamento das equipes deixam de ser rotina e passam a revelar o que realmente sustenta performance, engajamento e resultado.

Natalia Ubilla - Diretora de RH no iFood Pago e iFood Benefícios

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão