Marketing e vendas

Nem só de gestão de dados vive o marketing

Os defensores do data-driven deveriam ficar alertas quanto à potencial cegueira pelos dados; intuição e criatividade precisam ser valorizadas tanto quanto
É o empreendedor brasileiro que liderou a expansão da marca Neil Patel globalmente, transformando a operação no Brasil em um dos pilares do crescimento internacional. A NP Digital nasceu a partir de uma iniciativa de Rafael Mayrink ao se conectar com Neil Patel em 2015. Hoje, a empresa está presente em mais de 26 países, com aproximadamente mil colaboradores. Com mais de duas décadas de experiência em marketing e estratégia, Mayrink já contribuiu para o crescimento de marcas como iFood, TOTVS e OLX, ajudando grandes empresas a transformar marketing em alavanca real de negócio, com mais escala, eficiência e geração de demanda.

Compartilhar:

Hoje em dia nos vangloriamos por tomarmos decisões baseadas em dados. Isso, por si só, não é ruim. Mas fato é que estamos nos tornando excessivamente dependentes de números e gráficos no marketing. Neste mundo maluco, onde cada clique, cada visualização e cada interação são minuciosamente rastreados e interpretados, parece que já virou um dogma o fato de que essa área deve ser inteiramente data-driven.

Mas…. e se eu te dissesse que essa obsessão por dados está nos cegando para o verdadeiro coração do marketing? Muitos profissionais estão se perdendo na floresta densa da razão de gráficos e números. A ponto de sufocar sua intuição e sua criatividade.

Estamos esquecendo daquela máxima: “Nem tudo que é mensurável importa, e nem tudo que importa é mensurável”. Dispensa explicações, certo? E tem outra máxima: “Muitas vezes os dados olham para trás e não para frente”. Realmente. No tal mundo maluco onde tudo muda muito rápido, confiar demais em dados históricos pode nos deixar cegos para as inovações disruptivas que podem mudar a história do nosso negócio.

O verdadeiro insight vem quando percebemos que o marketing, em sua essência, é tanto uma arte quanto uma ciência. É sobre contar histórias, trazer emoções que só a sua marca pode evocar e criar conexões intangíveis com o seu cliente. Os dados podem até nos dizer o que aconteceu, mas não necessariamente vão nos dizer o porquê.

Eles não capturam a magia de um anúncio bem elaborado; não medem a satisfação de uma pessoa que tinha um problema e, encontrando sua marca no Google, conseguiu resolvê-lo! Você, profissional de marketing, precisa reconhecer que sua intuição, experiência e criatividade são tão valiosas quanto qualquer conjunto de dados.

Mas, se isso convence você e não necessariamente os acionistas, o que fazer? No dia que você conseguir convencer alguém apenas com argumentos intangíveis e criativos, me conte como fez, porque eu nunca consegui! Então aí é a hora de lançar mão dos dados. Busque mapear o lead e todas as ações que ele tem na jornada de compra.

Mostre para sua liderança, por exemplo, que aquele determinado lead comprou o seu produto, mas que meses antes ele consumiu muitos conteúdos que você divulgou para ele que não estavam necessariamente ligados a aspectos racionais da sua marca ou produto.

Precisamos ser lembrados: muitas vezes na vida – muitas mesmo –, quem manda é o coração e não a razão.

Compartilhar:

É o empreendedor brasileiro que liderou a expansão da marca Neil Patel globalmente, transformando a operação no Brasil em um dos pilares do crescimento internacional. A NP Digital nasceu a partir de uma iniciativa de Rafael Mayrink ao se conectar com Neil Patel em 2015. Hoje, a empresa está presente em mais de 26 países, com aproximadamente mil colaboradores. Com mais de duas décadas de experiência em marketing e estratégia, Mayrink já contribuiu para o crescimento de marcas como iFood, TOTVS e OLX, ajudando grandes empresas a transformar marketing em alavanca real de negócio, com mais escala, eficiência e geração de demanda.

Artigos relacionados

RH: como contratar para profissões que ainda estão mudando?

À medida que a inteligência artificial transforma funções, processos e competências, cresce a pressão sobre as áreas de Recursos Humanos para encontrar profissionais preparados para um cenário de constante transformação. O desafio não é apenas contratar talentos, mas desenvolver a capacidade de adaptação dentro das organizações.

Você está ai? O silêncio digital no expediente virou estratégia de produtividade

A disponibilidade constante passou a ser confundida com produtividade. Mas, enquanto profissionais são cobrados por respostas rápidas, cresce a necessidade de concentração para realizar atividades que exigem análise, criatividade, julgamento e tomada de decisão. O artigo propõe uma reflexão sobre o valor do silêncio digital no trabalho, mostrando por que organizações que desejam melhores resultados precisam aprender a proteger a atenção das pessoas, e não apenas monitorar sua presença online.

Estratégia
27 de outubro de 2026 08H00
Na teoria, cada contato acontece no momento certo e segue o fluxo previsto. Na prática, volume, prioridades e limitações operacionais exigem adaptações constantes. O desafio das empresas não é criar estratégias perfeitas, mas garantir que elas resistam às pressões do dia a dia sem perder seu propósito original.

Guilherme Busch - VP da Paschoalotto

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
26 de outubro de 2026 15H00
Quando a visibilidade se transforma em critério implícito de reconhecimento, profissionais podem passar a priorizar projetos que geram exposição em detrimento daqueles que realmente precisam ser feitos. O artigo explora como o loud working pode afetar a colaboração e a dinâmica das equipes.

João Paulo Batistella - Fundador e CEO da Eleva Technologies,

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
26 de outubro de 2026 08H00
De onde vem o termo, o que existe ao redor de um agente e por que transformar capacidade de raciocínio em trabalho confiável é uma decisão de gestão, não apenas de tecnologia.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

10 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Estratégia
25 de outubro de 2026 14H00
À medida que a inteligência artificial transforma funções, processos e competências, cresce a pressão sobre as áreas de Recursos Humanos para encontrar profissionais preparados para um cenário de constante transformação. O desafio não é apenas contratar talentos, mas desenvolver a capacidade de adaptação dentro das organizações.

Daniela Camargo - Head of People & Culture da VOLL

2 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
25 de outubro de 2026 08H00
Os efeitos das mudanças climáticas já são sentidos em diferentes regiões do planeta e tendem a se intensificar nas próximas décadas. Mais do que reagir aos desastres quando eles acontecem, o texto defende uma abordagem baseada em prevenção, planejamento e uso estratégico da tecnologia para reduzir vulnerabilidades e aumentar a capacidade de adaptação.

Álvaro Trilho - Diretor de Riscos da WTW Brasil

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Bem-estar & saúde
24 de outubro de 2026 14H00
A disponibilidade constante passou a ser confundida com produtividade. Mas, enquanto profissionais são cobrados por respostas rápidas, cresce a necessidade de concentração para realizar atividades que exigem análise, criatividade, julgamento e tomada de decisão. O artigo propõe uma reflexão sobre o valor do silêncio digital no trabalho, mostrando por que organizações que desejam melhores resultados precisam aprender a proteger a atenção das pessoas, e não apenas monitorar sua presença online.

Juliana Marinelli - Pesquisadora pHd de bem-estar digital

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
24 de outubro de 2026 08H00
Mais do que proteger ideias, a discussão convida empresas a construírem uma cultura em que o pioneirismo sirva de estímulo para novas criações, e não de atalho para replicar o trabalho de quem inovou primeiro.

Andrea Kohlrausch,- Presidente da Calçados Bibi

2 minutos min de leitura
Educação
23 de outubro de 2026 15H00
O artigo discute por que a personalização da aprendizagem exige ir além dos indicadores tradicionais e apresenta o conceito de Learner 360, uma proposta para construir uma visão mais integrada, dinâmica e significativa do aprendiz, capaz de apoiar decisões educacionais mais precisas e trajetórias de desenvolvimento verdadeiramente centradas no indivíduo.

Daniel Luzzi - Fundador e CEO da Cognita Learning Lab

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
23 de outubro de 2026 08H00
A IA vai tirar empregos ou reinventar o trabalho? A pergunta mais comum sobre inteligência artificial ainda gira em torno da substituição de empregos. O artigo propõe uma reflexão sobre o futuro das carreiras, questionando a estrutura tradicional das organizações e defendendo um modelo em que pessoas se concentram cada vez mais em criar, conectar, verificar e escalar, enquanto a IA assume grande parte das atividades operacionais.

Thierry Cintra Marcondes - Conselheiro, Influenciador e Professor

10 minutos min de leitura
Estratégia, Marketing & growth
22 de outubro de 2026 15H00
O artigo defende que a criatividade deixou de ser um recurso pontual para se tornar uma capacidade organizacional capaz de conectar tecnologia, inovação, cultura e estratégia, sustentando o crescimento contínuo e a relevância das empresas no longo prazo.

Thais Lima - Diretora da MarkUp

2 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução