Carreira

Networking: muito além da busca por emprego e da oportunidade de carreira

Os profissionais mais experientes já sabem que o networking consiste em construir relacionamentos autênticos, compartilhar conhecimentos e experiências, e criar uma rede de apoio mútuo, mas, no início da carreira, é preciso saber que deve-se explorar o seu verdadeiro poder
Sabina Augras e Laura Fuks são sócias fundadoras da Cmov, edtech na área de carreira e empregabilidade.

Compartilhar:

No início da carreira o networking é frequentemente associado à busca por emprego e oportunidades de carreira. No entanto, é crucial desmistificar essa percepção e compreender que o verdadeiro poder do networking vai além da simples procura por uma colocação profissional.

Na realidade, quando utilizamos o networking como uma abordagem exclusiva para pedir emprego, corremos o risco de afastar as pessoas e perder as valiosas oportunidades de conexões genuínas e colaborações significativas. É necessário desvendar essa visão limitada e explorar o verdadeiro potencial do networking, que consiste em construir relacionamentos autênticos, compartilhar conhecimentos e experiências, e criar uma rede de apoio mútuo oferecendo oportunidades para o crescimento pessoal e profissional a longo prazo.

## Construção de relacionamentos autênticos
No início da carreira, a construção de relacionamentos autênticos é fundamental. Ao se conectar com colegas de trabalho, mentores, professores e outros profissionais da sua área de atuação, você tem a oportunidade de conhecer suas experiências, aprender com suas trajetórias, estabelecer conexões genuínas e validar seu caminho de carreira. Esses relacionamentos podem se tornar uma rede de apoio valiosa ao longo da sua trajetória de carreira.

## Identificação de oportunidades aprendizado e de desenvolvimento
Ao construir uma rede de contatos, você aumenta suas chances de identificar oportunidades de desenvolvimento. Por meio de conexões com pessoas que já estão mais experientes na carreira, você pode descobrir programas de mentoria, estágios, bolsas de estudo e outras iniciativas que ajudam a impulsionar seu crescimento profissional. Essas oportunidades de desenvolvimento podem ser fundamentais para adquirir experiência prática e expandir suas competências.

## Colaborações e parcerias estratégicas
Outro benefício do networking é a possibilidade de estabelecer colaborações e parcerias estratégicas. Ao conhecer profissionais com interesses complementares aos seus, você pode identificar oportunidades para trabalhar em conjunto, seja em projetos temporários, iniciativas empreendedoras ou até mesmo no desenvolvimento de novas ideias. Essas parcerias podem trazer resultados significativos e impulsionar sua carreira de maneiras que você nunca imaginou.

## Aumentar sua visibilidade para o mercado de trabalho
Investir em networking pode expandir sua visibilidade e criar oportunidades futuras. Quanto mais você estabelece relacionamentos autênticos e constrói uma reputação sólida, mais ainda se torna mais visível para possíveis empregadores, parceiros de negócios e profissionais influentes da sua área. Essa visibilidade pode abrir portas para oportunidades de emprego, projetos interessantes e colaborações estratégicas ao longo do tempo.

Ao utilizar o networking como uma mera ferramenta de busca de empregos, corremos o risco de afastar as pessoas e perder oportunidades. Quando nos aproximamos de outros profissionais com o único objetivo de obter benefícios imediatos, como uma indicação de emprego, demonstramos uma abordagem superficial e interesseira. Essa abordagem pode desgastar relacionamentos potenciais e afetar negativamente nossa reputação no mercado de trabalho.

Por outro lado, ao adotar uma postura genuína de construção de conexões significativas, baseadas em interesses comuns, troca de conhecimentos e apoio mútuo, abrimos caminhos para parcerias duradouras, mentoria e oportunidades de carreira que vão muito além de um simples emprego. É através do cultivo de relacionamentos autênticos e do investimento na construção de uma rede sólida que abrimos portas para um crescimento profissional consistente e sustentável.

Lembre-se de que o verdadeiro poder do networking está em estabelecer conexões significativas e duradouras, contribuindo para um ambiente profissional mais colaborativo e enriquecedor para todos os envolvidos.

Compartilhar:

Sabina Augras e Laura Fuks são sócias fundadoras da Cmov, edtech na área de carreira e empregabilidade.

Artigos relacionados

A natureza da liderança: o que os patos, as formigas e as árvores podem nos ensinar?

A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza?

Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

RoT ou HoT: a métrica que vai separar os projetos de IA que geram valor dos que apenas consomem orçamento

Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

As empresas não estão tendo resultados com IA. E a culpa é toda delas! 

Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Nem todo problema precisa de inteligência artificial

A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Villain Era: a oportunidade das marcas para escutar quem cansa de agradar

Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Liderança
11 de agosto de 2026 18H00
A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza? Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

Carlos Eduardo de Barros - Executivo, conselheiro de empresas e consultor em estratégia, governança e liderança.

16 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 14H00
Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

Leonardo Tristão - CEO da Performa_IT

22 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 08H00
Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Marcel Nobre - CEO da BetaLab, Professor, Pesquisador e Keynote Speaker de inovação e novas tecnologias

14 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de agosto de 2026 08H00
Este artigo explora por que empatia, hospitalidade, escuta e construção de vínculos podem se tornar os ativos mais valiosos da próxima década.

Dr. Henrique Moura - Chefe da Fonoaudiologia do BP Paulista e BP Mirante. Além de atuar como Professor da Pós Graduação e do Mestrado do Hospital Israelita Albert Einstein

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de agosto de 2026 08H00
A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Marcelo Paiva - Diretor de Operações da Formel D

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
9 de agosto de 2026 14h00
Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Estela Brunhara - Sócia e Diretora de Consumer Behavior & Estratégia da FutureBrand São Paulo

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Liderança
9 de agosto de 2026 08H00
Ao recorrer a pensadores como Foucault, Hannah Arendt e Kant, o artigo mostra por que cultura, ética, reflexão crítica e capacidade de julgamento continuam sendo ativos indispensáveis para líderes e organizações que desejam tomar melhores decisões em um mundo cada vez mais automatizado.

Denilson Shikako - CEO e fundador da Fábrica de Criatividade

3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance, Inovação & estratégia
8 de agosto de 2026 14H00
Depois de testemunhar a digitalização dos processos judiciais e a transformação tecnológica da profissão jurídica, o autor reflete sobre a próxima grande mudança da advocacia. O artigo argumenta que a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta de ampliação das capacidades humanas, e não como substituta das competências que tornam o trabalho jurídico verdadeiramente valioso.

Flávio Pinheiro Neto - Sócio-fundador do escritório Flávio Pinheiro Neto Advogados

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
8 de agosto de 2026 08H00
A tecnologia já tornou possível identificar padrões, prever comportamentos e agir antes que problemas aconteçam. O desafio agora não é tecnológico, mas cultural: desenvolver lideranças capazes de tomar decisões baseadas em probabilidades e reorganizar a gestão em torno do que está prestes a acontecer, e não apenas do que já aconteceu.

Wilian Luis Domingues - CIO da Tempo

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
7 de agosto de 2026 14H00
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar uma infraestrutura capaz de reorganizar decisões, processos e modelos de trabalho. Em um cenário marcado pelo avanço dos agentes inteligentes, o desafio das lideranças já não é implementar tecnologia, mas redesenhar a forma como humanos e máquinas colaboram para gerar valor.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo