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Nós entramos em 2020!

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O leitor sabia que, quando foi lançada, em 1997, HSM Management tinha uma seção voltada a cenários de futuro chamada “Agenda 2020”? Nossos queridos assinantes desde o número 1, como o sr. Ataíde, de Manaus, devem lembrar-se disso.

O objetivo era convidar os gestores a exercitar permanentemente o pensamento de longo prazo. Agora, chegamos a 2020 de fato e a revista inteira fala de futuro – ao mesmo tempo que fala de presente. A ambidestria temporal passou a ser default, ao menos nas fileiras de gestão mais avançadas. Essa conversa inicial sobre futuro, presente e o tempo não é small talk. Ela é importante por ser início de ano e também porque os dias, horas e minutos são a verdadeira matéria-prima da edição que você tem em mãos. Pela primeira vez em 22 anos de existência, HSM Management dedica-se a cobrir um único tema: a produtividade. E este se encontra diretamente relacionado com o tempo.

Diga: o que lhe vem à cabeça ao ler a palavra “produtividade”? A mim vem tempo – uma estimativa de output por dia, por semana, por mês. Num nível macro, meu pensamento logo voa para o ano produtivo do trabalhador brasileiro, e me lembro com tristeza de que ele equivale a meros 25% do ano norte-americano.

Começo minhas recomendações de leitura nesta edição, portanto, pela reflexão filosófica sobre o tempo publicada na página 18. Com ela, eu me dei conta de que não importa de quantas ferramentas de time management nós nos cerquemos, se não nos aprofundarmos no significado do tempo para nossas vidas, nada vai se resolver. Temos de lidar com os dois tempos – interno e externo – e com a intemporalidade.

Em seguida, sugiro ler e reler o Dossiê MPP – Máxima Produtividade Pessoal. No final do dia, outros acrônimos famosos da gestão, como MVP e PTM, não significarão nada se não houver MPP – esse foi uma invenção nossa. A meu ver, o Dossiê nos dá dois presentes. Primeiro, organiza práticas que podem nos inspirar em quatro áreas – um método para ser produtivo; a comunicação que vira uma aliada ou inimiga nisso; as barreiras e armadilhas que precisam ser contornadas; e o flow – ah, o flow –, que é o estado de máxima produtividade, e que queremos prolongar. Segundo, o Dossiê propõe que cada um de nós utilize esse conteúdo como benchmarking, sim, mas crie seu próprio MPP, adicionando autoconhecimento à receita. Complementando o Dossiê, um terceiro destaque desta revista temática é o especial de role models. Nele, pessoas dos mais diferentes perfis foram entrevistadas sobre seus hábitos, algo intimamente conectado com produtividade.

HSM Management também traz duas matérias sobre o tipo de líder capaz de tornar as pessoas mais produtivas. Descobrimos que a abordagem mais produtiva tem tudo a ver com liderança exponencial – tema que trabalhamos bastante na Singularity University – e com liderança coevolutiva – teoria que vem de estudos feitos na Unicamp. Contra-intuitivamente, talvez, o líder voltado ao futuro e à evolução é mais fortemente associado à produtividade.

Nas próximas páginas, ainda há outras gratas surpresas, mas quero usar o pouco espaço que me resta aqui para fazer meus votos de ano-novo a você. Que seja “tudo azul” em seu 2020, como são esta página e a cor do ano eleita pela Pantone. E que você pense fora da caixa, como no jogo da velha que ilustra nossa capa, para reinventar sua produtividade. Feliz 2020!

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