Editorial

Nossas boas-vindas ao ano da graça de 2022

CEO da HSM e coCEO da SingularityU Brazil. Pós-graduado em finanças, possui MBA com extensão na China, na França e na Inglaterra. Tem mais de 12 anos de experiência no mercado financeiro. É casado com a Marcia e coleciona discos de vinil.

Compartilhar:

E, de repente, 2020 e 2021, como se fossem um ano só, estão chegando ao fim – a volta da edição presencial da HSM Expo Now, em dezembro, simboliza isso. Se, para alguns, a velocidade com que os acontecimentos se sucederam nesses meses traz essa sensação de “já?”, para outros, a vontade é de soltar um grito de “finalmente!”. Foram meses intensos, cheios de incertezas, de mudanças e de informações dissonantes que deixaram dúvidas, medos e muita ansiedade no ar, dentro e fora das organizações.

HSM Management se empenhou o tempo todo para aliviar a carga ao menos da comunidade gerencial. Conscientes das principais dores do mundo corporativo – e das pessoas que dele fazem parte –, nós oferecemos informações e orientações práticas para aprimorar a gestão e, simultaneamente, cuidar das pessoas. E é o que fazemos novamente aqui.

Thomaz Gomes, nosso gerente de conteúdo, abre a edição numa entrevista com Gary Bolles, professor da Singularity University global, com diretrizes importantes sobre o futuro do trabalho. O Dossiê mapeia as pressões que dão a sensação de caos aos nossos colaboradores: colaboração, aprendizado, empreendedorismo, accountability e remuneração. (E a tecnologia perspassando tudo, evidente.) Ajudamos a entendê-las e a lidar melhor com elas.

Uma fonte particular de estresse está sendo a volta das pessoas ao ambiente presencial. Será que vai dar certo? A revista traz uma pesquisa sobre as expectativas dos colaboradores e um guia da nova etiqueta no trabalho escrito a muitas mãos. Seja como for, quero registrar minha fé na engenhosidade e na resiliência humanas. Em março de 2020, quando fomos para casa, ninguém achava que daria certo. Deu. As pessoas se reinventaram – foram morar no interior, mudaram para outros países – , as empresas contrataram em outras cidades. Agora é o caminho inverso que levanta dúvidas – algumas empresas cresceram tanto nesse período que nem há lugar para todos no escritório. Mas, de novo, dará certo.Vamos nos adaptar mais uma vez.

A pauta ambiental não poderia ficar de fora ante a realização da COP26 em Glasgow. Como as organizações são fundamentais para que as metas líquidas zero de emissão de carbono sejam atingidas até 2050, organizamos um painel que extrapola a cobertura diária da mídia.Você terminará essa leitura convencido de que podemos, sim, construir um novo mundo sem carbono.

Isso, e outros acontecimentos, me deixam otimista com o futuro. Vejo a generosidade se expandir – a Gerando Falcões, do incrível Edu Lyra, nosso parceiro, vem recebendo um volume incrível de doações. Vejo os investimentos aumentarem, nos números recorde de IPOs e nos novos unicórnios brasileiros (já sã0 mais de 20 superando o market cap de US$ 1 bi). Vejo o direito à liberdade de expressão reconhecido no Nobel da Paz dos jornalistas Maria Ressa e Dmitry Muratov. Os desafios ainda são muitos, como os milhões de desempregados, mas a perspectiva de começarmos 2022 com mais de 75% da população vacinada me renova as esperanças. Feliz novo ciclo!

P.S.: um caderno especial traz conversas entre CEOs de pessoas e RHs de negócios, com muitos insights. Leia! E feliz ano novo!

Compartilhar:

CEO da HSM e coCEO da SingularityU Brazil. Pós-graduado em finanças, possui MBA com extensão na China, na França e na Inglaterra. Tem mais de 12 anos de experiência no mercado financeiro. É casado com a Marcia e coleciona discos de vinil.

Artigos relacionados

74% das marcas poderiam desaparecer – e ninguém sentiria falta

No ritmo do mundo, só permanece quem sabe se adaptar. Este artigo mostra por que a relevância das marcas não depende mais de presença ou investimento, mas da capacidade de interpretar o tempo, integrar diversidade e transformar propósito em ação concreta.

O Brasil na corrida farmacêutica global

Este é o segundo artigo de uma série que explora o setor farmacêutico brasileiro, suas capacidades industriais, dependências e posição na nova corrida global da saúde. Para sua elaboração, foram consideradas contribuições de Reginaldo Braga Arcuri, presidente executivo do Grupo FarmaBrasil, entidade que reúne algumas das principais fabricantes nacionais de medicamentos. Recomenda-se também a leitura do primeiro artigo da série.

Sem operação, agentes inteligentes são apenas promessas

IA sem operação é só experimento caro. Este artigo revela por que a maioria das iniciativas ainda não gera impacto real – e como o verdadeiro desafio não está na tecnologia, mas na capacidade de estruturar, governar e operar processos em escala.

Inovação & estratégia, Liderança, Tecnologia & inteligencia artificial
7 de maio de 2026 08H00
Em vez de acelerar a inovação, o excesso de opções em inteligência artificial está paralisando líderes. Este artigo mostra por que a indecisão virou risco estratégico - e apresenta um caminho prático para escolher, implementar e capturar valor antes que seja tarde.

Osvaldo Aranha - Empresário, palestrante e mentor em Inteligência Artificial, Inovação e Futuro do Trabalho

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, ESG
6 de maio de 2026 15H00
Depois de organizar clientes, operações e dados, falta às empresas organizar a si mesmas. Este artigo apresenta o One Corporate Center como a próxima fronteira competitiva.

Edson Alves - CEO da Ikatec

3 minutos min de leitura
Liderança
6 de maio de 2026 08H00
Este artigo mostra que quando cinco gerações convivem nas empresas e nas famílias, a liderança deixa de ser apenas um papel corporativo e passa a exigir coerência, empatia e presença em todos os espaços da vida.

Ale Carreiro - Empresário, Fundador e Diretor Comercial da EBEC - Empresa Brasileira de Educação Corporativa

13 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
5 de maio de 2026 14H00
Com crescimento acelerado na contratação internacional e um fluxo cada vez mais bidirecional de talentos, o Brasil deixa de ser apenas exportador de profissionais e passa a se consolidar como um hub global de inteligência artificial - conectado às principais redes de inovação do mundo.

Michelle Cascardo - Gerente de vendas para América Latina da Deel

3 minutos min de leitura
ESG, Cultura organizacional
5 de maio de 2026 08H00
Diversidade amplia repertório, mas também multiplica complexidade. Este artigo mostra por que equipes diversas só performam quando há uma arquitetura clara de decisão, comunicação e gestão de conflitos - e como a falta desse sistema transforma inclusão em ruído operacional e perda de velocidade competitiva.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB-Global Connections

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
4 de maio de 2026 15H00
Ao comparar a indústria automotiva ao mercado de smartphones, este artigo revela como a perda de diferenciação técnica acelera a comoditização e expõe um desafio central: só marcas com forte valor simbólico conseguem sustentar margens na era dos “carros‑gadget”.

Rodrigo Cerveira - Sócio e CMO da Vórtx e co-fundador do Strategy Studio

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
4 de maio de 2026 08H00
Quando a IA torna o conteúdo replicável, a influência só sobrevive onde há autenticidade, PI e governança. Este artigo discute por que o alcance virou commodity - e a narrativa, ativo estratégico.

Igor Beltrão -Diretor Artístico da Viraliza Entretenimento

3 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Gestão de Pessoas
3 de maio de 2026 12H00
Equipes não falham por falta de competência, mas por ausência de confiança. Este artigo explora como a vulnerabilidade consciente cria segurança psicológica, fortalece relações e eleva a performance.

Ivnes Lira Garrido - Educador, Mentor, Consultor Organizacional e Facilitador de Workshops

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
3 de maio de 2026 08H00
Mais do que tecnologia, a inteligência artificial exige compreensão. Este artigo mostra por que a falta de letramento em IA já representa um risco estratégico para empresas que querem continuar relevantes.

Davi Almeida - Sócio da EloGroup, Rodrigo Martineli - Executive Advisor da EloGroup e Pedro Escobar - Gerente sênior da EloGroup

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
2 de maio de 2026 13H00
Relações de poder, saúde relacional e o design das conversas que as organizações precisam ter. Este artigo parte de uma provocação simples: e se o problema não estiver em quem fala, mas em quem detém o poder de ouvir?

Daniela Cais - TEDx Speake e Designer de Relações Profissionais

8 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão