Uncategorized

Novo shopping center: consumidores trocam o conhecido pelo novo em compras no Instagram

CMO da Vidmob

Compartilhar:

Há alguns meses, comprei, no Instagram, um par de sandálias anabela de uma marca da qual nunca havia ouvido falar. Surpreendi-me com a atitude, já que desde 2017 sou fiel a uma marca de sapatos que me proporciona uma vida livre de dores nos pés. 

Depois de passar por duas cirurgias, procurei em toda parte por um sapato elegante, que também oferecesse conforto duradouro. Depois que encontrei meu par perfeito, comprei em seis cores diferentes.

Quando cliquei no anúncio do feed para adquirir o produto fora da minha zona de conforto, me questionei. Eu não sabia se os sapatos teriam tamanho adequado, se os materiais eram de alta qualidade ou se a marca era bem vista. Não tinha ideia de onde a empresa estava localizada ou se eles ofereciam devoluções gratuitas. **No entanto, fiquei encantada com o anúncio.** Era bonito, colorido e dizia exatamente o que eu precisava ouvir: “ultra confortável, elegante e perfeito para qualquer ocasião”.

Não pude deixar de me perguntar: será que outras pessoas compram por impulso de marcas desconhecidas? No dia seguinte, entrevistei um grupo de colegas e quase todas as pessoas na sala admitiram já ter adquirido algo de uma nova marca, mas ninguém conseguiu me explicar claramente o porquê, além de dizer que “o anúncio parecia bom”.

O que incentiva as compras por impulso?
—————————————

Eu e meus colegas de pesquisa decidimos explorar este fenômeno. Conduzimos uma pesquisa com 1.000 adultos nos EUA entre 16 e 45 anos. Fizemos a eles uma série de perguntas sobre comportamento no Instagram e ações tomadas nos shoppable ads [anúncios que oferecem venda direta de produtos]. [Os resultados foram fascinantes](https://www.vidmob.com/resource/what-instagram-shoppers-are-eyeing-and-buying/).

Mais de um terço dos pesquisados compraram algo de um anúncio do Instagram no ano passado e, dentre esses, 75% escolheram uma marca desconhecida. Entre as mulheres, a tendência foi ainda mais acentuada – 81% compraram um produto ou serviço de uma marca que não conheciam. O principal motivo foi o preço, mas “a aparência do anúncio” foi um dos principais impulsionadores, especialmente entre os homens.

O levantamento confirmou os comentários feitos pelo diretor de marketing global do Google, Joshua Spanier, durante o Google Marketing Live. Ele revelou que [70% do desempenho da campanha publicitária é atribuível à qualidade do criativo.](https://www.vidmob.com/2019/06/24/creative-intelligence-dv360/) 

As marcas sofrem com os algoritmos para otimizar a alocação e a segmentação orçamentária, mas a busca por criativos qualificados deve ser a maior preocupação, pois tem o maior potencial de afetar o ROI. 

O design do anúncio pode impulsionar ou fracassar uma campanha, o que significa que os profissionais de marketing precisam ter mais domínio sobre o que e como eles criam. Já não é possível ter sucesso superando a concorrência, é necessário criar peças superiores.

Quando cada segundo conta, todos os frames são importantes
———————————————————-

Em meio a uma economia aquecida, temos três segundos ou menos para convencer alguém a prestar atenção, se importar, acreditar no que vê e tomar alguma atitude. É muito a realizar em um piscar de olhos. Confira abaixo três maneiras de aproveitar ao máximo cada momento de exposição do anúncio.

### Todo elemento criativo deve servir a um propósito

Descobrimos que os menores detalhes – a direção do olhar de uma pessoa, a colocação de um logotipo, o brilho de uma cor – podem ter um impacto profundo no desempenho do anúncio. Compreender o grau em que cada atributo visual reflete em seu público-alvo é essencial para aprimorar a criação. Isso pode ser feito com uma solução de tecnologia que identifica todos os detalhes visuais e pontua sua capacidade de gerar resultados de campanha.

### Adote uma mentalidade ágil

O criativo é subjetivo e as respostas dos consumidores são imprevisíveis. Portanto, a única maneira de obter anúncios de alto desempenho é testando, aprendendo e aprimorando continuamente. As melhores práticas “tabeladas”, que valem para todos, são uma falácia. O que funciona melhor para um anúncio de marca de vestuário de luxo no Instagram Stories durante a Fashion Week é muito diferente do que funciona melhor para um feed de marca de automóvel no final de dezembro. Você precisa aprender as melhores práticas para a sua marca – por plataforma, formato de anúncio, público-alvo e objetivo de campanha.

### O contexto é importante

Se você deseja que seus anúncios impactem emocionalmente, conte com humanos talentosos, com um conhecimento profundo do ambiente em que o anúncio será inserido (que está em constante fluxo). Anúncios que parecem anúncios geralmente são ignorados. Muitas das marcas emergentes de comércio eletrônico entendem isso e estão ganhando participação de mercado com criações inteligentes que se misturam ao feed social e refletem a sensibilidade do espectador. Eles geralmente se parecem com postagens editoriais e não são registrados imediatamente como marketing. Isso é especialmente importante para os consumidores mais jovens, que ignoram as publicações patrocinadas. 

Futuro social do varejo
———————–

Entramos em uma nova era para fazer compras. Instagram e Snapchat estão prestes a se tornar os shoppings do futuro. Em março, o Instagram lançou sua versão beta do checkout nativo, eliminando a necessidade de os compradores deixarem o aplicativo para concluirem uma compra. O Snapchat tem um programa semelhante, também na versão beta fechada, que permite que os usuários deslizem para cima para adquirirem mercadorias.

O Instagram começou recentemente a testar um novo recurso que permite aos clientes definirem alertas para serem notificados sobre o lançamento de novos produtos. Há algumas semanas, a plataforma também anunciou um recurso experimental de realidade aumentada para fazer com que a compra de cosméticos e roupas da moda simulasse uma experiência de IRL  – **uma combinação de câmeras e análises em tempo real que cria um ambiente de compras ao vivo infundido com IA.** A versão beta inclui vários parceiros como MAC, Nars, Warby Parker e Ray Ban.

As oportunidades de participar de programas beta geralmente vão para os principais compradores em mídias. 

A vantagem é real, mas as marcas emergentes estão lutando fortemente com **anúncios bem criados**. A sabedoria convencional sugeriria que, em um mundo em que a pessoa comum fazem o scroll de cerca de 91 metros de conteúdo por dia, **um logotipo reconhecível e um profundo relacionamento com a marca sempre vencem.** Mas o que estamos vendo é que anúncios bem projetados estão se tornando um grande equalizador.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Menos chat, mais gente

Entre respostas perfeitas e textos polidos demais, corre o risco de desaparecer aquilo que nos torna únicos: nossa capacidade de errar, sentir, duvidar – e pensar por conta própria

ESG, Estratégia
9 de março de 2026
Crescimento não recompensa discurso; recompensa previsibilidade. É por isso que governança virou mecanismo financeiro, não vitrine institucional

Darcio Zarpellon - Diretor Financeiro (CFO) e membro certificado do Conselho de Administração (CCA-IBGC | CFO-BR IBEF)

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
8 de março de 2026
Falta de diagnóstico, de planos de carreira, de feedbacks estruturados e programas individualizados comprometem a permanência dos profissionais mais estratégicos nas organizações brasileiras

Maria Paula Paschoaletti - Sócia da EXEC

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
7 de março de 2026
Por que sistemas parecem funcionar… até o cliente realmente precisar deles

Marta Ferreira - Cofundadora e presidente da Spread Portugal

4 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
6 de março de 2026 06H00
A maior feira de varejo do mundo confirmou: não faltam soluções digitais, falta maturidade humana para integrá‑las.

Michele Hacke - Palestrante TEDx, Professora de Liderança Multigeracional

6 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
5 de março de 2026
Entre respostas perfeitas e textos polidos demais, corre o risco de desaparecer aquilo que nos torna únicos: nossa capacidade de errar, sentir, duvidar - e pensar por conta própria

Bruna Lopes de Barros

2 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
4 de março de 2026 12h00
Com todos acessando as mesmas ferramentas para polir narrativas, o que os diferencia? Segundo pesquisa feita com gestores brasileiros, autoconhecimento, expressão e autoria

Patricia Gibin - Consultora e coach

19 minutos min de leitura
Liderança, Tecnologia & inteligencia artificial
4 de março de 2026 06H00
As agendas do ATD26 e SHRM26 deixam claro: o ano começou exigindo líderes capazes de decidir com IA, sustentar cultura e entregar performance em sistemas cada vez mais complexos. Liderança virou infraestrutura de execução - e está em ritmo acelerado.

Allessandra Canuto - Especialista em Inteligência Emocional e Saúde Mental

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
3 de março de 2026 15h00
O verdadeiro poder está em aprender a editar o que a tecnologia ousa criar. Em outras palavras, a era da IA generativa derruba o mito da máquina infalível e te convida para dialogar com artistas imprevisíveis.

Sylvio Leal - Head de Marketing Latam da Sinch

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
3 de março de 2026 08h00
Quando o ego negocia no seu lugar, até decisões inteligentes produzem resultados medíocres. Este artigo aborda a negociação sob a ótica da teoria dos jogos, identidade decisória e arquitetura de incentivos - não apenas como técnica, mas como variável estrutural na construção de valor organizacional.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB – Global Connections

6 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Cultura organizacional, Liderança
2 de março de 2026
Em meio à aceleração da inteligência artificial e à emergência da era agentica, este artigo propõe uma reflexão pouco usual: as transformações mais complexas da IA não são tecnológicas, mas humanas. A partir de uma perspectiva pessoal e prática, o texto explora como auto conhecimento, percepção, medo, intenção, hábitos, ritmo, desapego e adaptação tornam-se variáveis centrais em um mundo de agentes e automação cognitiva. Mais do que discutir ferramentas, a narrativa investiga as tensões invisíveis que moldam decisões, identidades e modelos mentais, defendendo que a verdadeira revolução em curso acontece na consciência humana e não apenas na tecnologia.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

12 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...