Empreendedorismo
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O conteúdo vive um processo migratório: você já fez suas malas?

Pela primeira vez, o LinkedIn ultrapassa o Google e já é o segundo principal canal das empresas brasileiras. E o seu negócio, está pronto para essa nova era da comunicação?
Uma das 50 principais criadoras de conteúdo de marca pessoal no LinkedIn no Brasil, Bruna tem 15 anos de experiência em Comunicação Digital e é responsável por desenvolver a estratégia de executivos de grandes empresas, founders e conselheiros.

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Texto

“- Arrume as malas, vamos viajar.

– Para onde?

– Para um lugar onde você vai poder ser você mesmo, se relacionar com outras pessoas e fazer um marketing tão legal que nem parece marketing. Topa?

-Agora mesmo!”

Se você é do time que centraliza as estratégias de Marketing de Conteúdo em blogs corporativos com foco em SEO, não vou te julgar. Você – ainda – não está atrasado. Mas o alerta é válido: o jogo está mudando, e mais rápido do que prevíamos.

No cerne dessa mudança, está ela: a famigerada Inteligência Artificial, mexendo no comportamento de busca das pessoas e, pela primeira vez até então, ameaçando desbancar o reinado do Google.

E com tanta tecnologia – incluindo conteúdos de marca gerados por IA – adivinha o que as pessoas estão buscando? Comunicação Humanizada.

Assim como o segmento da saúde passou por uma onda de humanização e essa moda pegou, o mesmo está acontecendo no marketing.

Os consumidores simplesmente não querem mais ouvir o que uma marca fala. Agora, eles querem saber o que pensam as pessoas por trás daquele CNPJ.

O LinkedIn e a nova era da reputação

Falo sobre isso com C-Levels e Founders há pelo menos 3 anos, quando decidi apostar todas as minhas fichas no LinkedIn. Foram muitos nãos pelo caminho, mas sorte a minha e de quem resolveu dar um voto de confiança para a nossa querida rede azulzinha – que não é passarinho, mas segue voando cada vez mais alto.

E não é que a previsão se concretizou?

O relatório “Tendências de Marketing 2025” da Conversion aponta que o LinkedIn ultrapassou o Google e já é o segundo principal canal das empresas, com 81,2% de preferência, superando os 79,7% do gigante das buscas.

Esta migração de conteúdo é impulsionada não apenas pela mudança de plataformas, mas também pelo modo como interagimos com a informação. Em 2024, o LinkedIn prometeu um crescimento notável e conseguiu cumprir essa promessa, em grande parte por conta dos influenciadores corporativos.

Estes profissionais transformaram-se em verdadeiros impulsionadores de conexões, moldando o LinkedIn em um espaço onde as interações pessoais ganham mais valor do que as corporativas.

O movimento reflete uma tendência onde founders, gestores e colaboradores se tornam influenciadores, capazes de gerar oportunidades significativas de negócios.

E aí temos outro fato: para quem apostou que o marketing de conteúdo ia morrer, a verdade é que ele se transformou, mas segue como uma das principais prioridades das empresas para 2025: aproximadamente 45,8% das empresas planejam destinar mais recursos a essa estratégia, refletindo uma expansão do conteúdo tradicional, como blogs e artigos em buscadores, para plataformas de redes sociais que favorecem a autenticidade e a interação.

Entretanto, um desafio significativo para muitas empresas é o engajamento das comunidades, com 30,4% delas enfrentando dificuldades nesta área. A construção de marcas fortes e autênticas que fomentam comunidades engajadas é cada vez mais essencial, e é aí que estratégias como Founder-Led Growth e Thought Leadership entram em cena, tendo o LinkedIn como principal canal para sua execução.

Como ser relevante no LinkedIn em 2025?

Se você leu até aqui, imagino que esteja resgatando sua senha do LinkedIn para tirar as teias de aranha do perfil. Acertei?

Você não está sozinho nessa! Enquanto, no ano passado, 41,9% das empresas planejavam investir no LinkedIn, em 2025, esse número já chega aos 48,6%.

Porém, mais importante do que a presença, é a estratégia por trás dela. E aqui estão 3 dicas para aproveitar esta onda.

1 – Entenda o algoritmo

Para a sorte – e a sanidade mental dos profissionais – o jogo do LinkedIn é bem diferente do Instagram e TikTok. Por enquanto, o algoritmo lá ainda é mais amigo que inimigo. 

Então, dá para crescer organicamente sem apelar para dancinhas – mas corre, porque essa oferta é por tempo limitado.

2 – Desenvolva um plano personalizado

Não vale replicar o conteúdo de outras plataformas, nem usar o espaço para falar só da sua empresa. Você e sua equipe vão precisar dosar conteúdo profissional com toques pessoais.

A boa notícia é que dá para fazer isso sem virar blogueirinho, o que aumenta a adesão do board e gera menos resistência das gerações anteriores à Z.

3 – Aposte em Founder-Led Growth

Encorajar líderes e fundadores a se envolverem diretamente no LinkedIn pode aumentar a autenticidade e a conexão com o público, contribuindo para aquela meta ousada de negócio, além de impactar em outro desafio urgente das empresas: atração e retenção de talentos.

O processo de migração já começou. Eu, que já tinha recolhido meus pertences e arrumado a casa, estava só esperando os convidados chegarem. Você vem também?

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