Transformação Digital, Gestão de pessoas

O crescimento das HRTechs impulsiona a economia brasileira

HRTechs surgem para agilizar processos e oferecer variedade de benefícios, porém, desafios como imersão digital persistem. Investir em colaboradores traz diferenciais competitivos e reduz turnover, apontando para um futuro promissor no setor de benefícios corporativos no Brasil
Charles Schweitzer é CEO da Tanto.

Compartilhar:

Com os avanços tecnológicos, as pautas de ESG (do inglês, Ambiental, Social e Governança) estão sendo o foco das empresas, principalmente em benefícios que são oferecidos para a promoção do bem-estar dos colaboradores. Além disso, o social vem ganhando força, por conta das desigualdades sociais no Brasil.

Segundo um estudo recente realizado pela Data Makers em parceria com a Liga Ventures, maior rede de inovação aberta da América Latina, sobre Líderes de Negócios, para 94% dos executivos brasileiros entrevistados, as práticas de ESG são extremamente importantes para o futuro das empresas.

Já em relação aos benefícios, para 85% o investimento em sustentabilidade afeta positivamente a imagem da marca, enquanto segundo 65% dos líderes isso se relaciona diretamente com a reputação corporativa, já para outros 59% há uma melhora na gestão da empresa, enquanto outros 35% afirmaram haver maior retenção de talentos.

Atentas a esse movimento, as HRTechs, conhecidas como as startups de recursos humanos, surgem com força no mercado para agilizar processos antes burocráticos, morosos e mais caros. Há diversas modalidades nesse segmento, que vão além da gestão de processos internos e recrutamento e seleção como muitos já conhecem.

O setor tem investido também em plataformas digitais que oferecem benefícios que abrangem diversos públicos, entre eles as mulheres, pais de pet ( animais de estimação), para quem é fitness, assim como os tradicionais vale-alimentação e refeição, dentre outros.

Porém, muito embora as tecnologias estejam se expandindo no mundo corporativo, há ainda grandes desafios, entre eles, uma imersão no digital, porque requer uma mudança de cultura nas empresas que não nasceram nessa era e precisam estar preparadas para lidar com um ambiente de constante mudança. É um trabalho a ser feito em um médio e longo prazo, com resultados muito positivos.

Hoje, as companhias que buscam pelas soluções das HRTechs só têm a ganhar em diferenciais competitivos, porque os benefícios para a saúde e o bem-estar dos colaboradores impactam diretamente na produtividade e como consequência, reduzem os índices de rotatividade, mais conhecido como turnover.

Ou seja, as pessoas tendem a permanecer por um período maior nas empresas, o que também afeta na melhora da marca empregadora e redução de custos com contratações e demissões que podem ser evitadas. A partir dessa visão de fora para dentro as empresas conseguem se destacar em meio ao mercado cada vez mais concorrido.

Mesmo com tantos desafios, a meu ver, acredito que o futuro do segmento de benefícios corporativos no Brasil seja promissor, porque ao investir nos colaboradores, as empresas contribuem para o empoderamento e o bem-estar deles, além de impulsionar o desenvolvimento econômico e social no país, porque conseguem reter grandes talentos que crescem junto às corporações. Todos saem ganhando.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Menos chat, mais gente

Entre respostas perfeitas e textos polidos demais, corre o risco de desaparecer aquilo que nos torna únicos: nossa capacidade de errar, sentir, duvidar – e pensar por conta própria

A revolução que a tecnologia não consegue fazer por você

Em meio à aceleração da inteligência artificial e à emergência da era agentica, este artigo propõe uma reflexão pouco usual: as transformações mais complexas da IA não são tecnológicas, mas humanas. A partir de uma perspectiva pessoal e prática, o texto explora como auto conhecimento, percepção, medo, intenção, hábitos, ritmo, desapego e adaptação tornam-se variáveis centrais em um mundo de agentes e automação cognitiva. Mais do que discutir ferramentas, a narrativa investiga as tensões invisíveis que moldam decisões, identidades e modelos mentais, defendendo que a verdadeira revolução em curso acontece na consciência humana e não apenas na tecnologia.

Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
5 de março de 2026
Entre respostas perfeitas e textos polidos demais, corre o risco de desaparecer aquilo que nos torna únicos: nossa capacidade de errar, sentir, duvidar - e pensar por conta própria

Bruna Lopes de Barros

2 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
4 de março de 2026 12h00
Com todos acessando as mesmas ferramentas para polir narrativas, o que os diferencia? Segundo pesquisa feita com gestores brasileiros, autoconhecimento, expressão e autoria

Patricia Gibin - Consultora e coach

19 minutos min de leitura
Liderança, Tecnologia & inteligencia artificial
4 de março de 2026 06H00
As agendas do ATD26 e SHRM26 deixam claro: o ano começou exigindo líderes capazes de decidir com IA, sustentar cultura e entregar performance em sistemas cada vez mais complexos. Liderança virou infraestrutura de execução - e está em ritmo acelerado.

Allessandra Canuto - Especialista em Inteligência Emocional e Saúde Mental

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
3 de março de 2026 15h00
O verdadeiro poder está em aprender a editar o que a tecnologia ousa criar. Em outras palavras, a era da IA generativa derruba o mito da máquina infalível e te convida para dialogar com artistas imprevisíveis.

Sylvio Leal - Head de Marketing Latam da Sinch

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
3 de março de 2026 08h00
Quando o ego negocia no seu lugar, até decisões inteligentes produzem resultados medíocres. Este artigo aborda a negociação sob a ótica da teoria dos jogos, identidade decisória e arquitetura de incentivos - não apenas como técnica, mas como variável estrutural na construção de valor organizacional.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB – Global Connections

6 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Cultura organizacional, Liderança
2 de março de 2026
Em meio à aceleração da inteligência artificial e à emergência da era agentica, este artigo propõe uma reflexão pouco usual: as transformações mais complexas da IA não são tecnológicas, mas humanas. A partir de uma perspectiva pessoal e prática, o texto explora como auto conhecimento, percepção, medo, intenção, hábitos, ritmo, desapego e adaptação tornam-se variáveis centrais em um mundo de agentes e automação cognitiva. Mais do que discutir ferramentas, a narrativa investiga as tensões invisíveis que moldam decisões, identidades e modelos mentais, defendendo que a verdadeira revolução em curso acontece na consciência humana e não apenas na tecnologia.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

12 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
1º de março de 2026
A crise não está apenas no excesso de trabalho, mas no peso emocional que distorce decisões e fragiliza equipes.

Valéria Siqueira - Fundadora da Let’s Level

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
28 de fevereiro de 2026
Em 2026 o diferencial no uso da IA não será de quem criar mais agentes ou automatizar mais tarefas, mas em quem souber construir sistemas capazes de pensar, aprender e decidir melhor no seu contexto organizacional.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
27 de fevereiro de 2026
Sem modelo operativo claro, sua IA é só enfeite - e suas reuniões, só barulho.

Manoel Pimentel - Chief Scientific Officer na The Cynefin Co. Brazil

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
26 de fevereiro de 2026
Diante dos desafios crescentes da mobilidade, conectar corporações, startups, parceiros e especialistas em um ambiente colaborativo pode ser o caminho para acelerar soluções, transformar ideias em projetos concretos e impulsionar a inovação nesse setor.

Juliana Burza - Gerente de Novos Negócios & Produtos de Inovação no Learning Village

4 minutos min de leitura