Gestão de Pessoas, Liderança, Times e Cultura
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O engajamento surge das trocas

É preciso eliminar a distância entre o que os colaboradores querem e o que vivenciam na empresa.
CMO da Algar, Ana Flávia Martins tem mais de 30 anos de experiência em marketing e negócios, com foco em business, estratégia empresarial, franquias e mercados B2B, B2B2C e B2C. É formada em Comunicação Social, com especializações em Marketing, além de MBA em Gestão e Empreendedorismo e Negócios Varejo. Atualmente, lidera a estratégia de mercado da companhia, contribuindo diretamente para a performance comercial e os resultados do negócio

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Manter o engajamento dos profissionais tem tirado o sono de muitos RHs. A Pesquisa HR innovation, realizada pela Ahgora by Totvs, mostra que para 65,5% dos entrevistados esse é o maior desafio da área de desenvolvimento humano e organizacional – um pesadelo que passou a assombrar mais gestores em relação a 2023, quando o percentual era 33,8%. O problema não é novo. Entender o que ajuda os colaboradores a serem mais produtivos e engajados é atemporal, mas ganha contornos e complexidades novas em meio a tantas mudanças no ambiente corporativo e, em especial, na nova relação (e ressignificação) das pessoas com o trabalho, fato acelerou e se tonificou após a pandemia de covid-19. Uma alternativa possível para alcançar um comprometimento maior dos colaboradores é eliminar as lacunas entre o que os funcionários dizem ser mais importante e o que de fato estão vivenciando no trabalho.

Sim, falar de engajamento é falar da experiência do colaborador. É falar em como garantir que um colaborador tenha suporte para desenvolver suas habilidades e contribuir para o sucesso de sua equipe, de uma área e da empresa – em um ambiente psicologicamente seguro e saudável. Uma ótima experiência incentiva os funcionários a darem o melhor de si, além de tornar a companhia mais atraente para os melhores talentos, sendo também um fator que está na base de qualquer organização bem-sucedida e que contribui para resultados positivos em momentos calmos ou cheio de transformações como o que vivemos.

Empoderar as pessoas

Com base em décadas de pesquisas sobre engajamento, o Gallup aponta dois dados que se não são preocupantes ao menos merecem muita atenção para não tirar mais o sono dos líderes: apenas 23% dos funcionários no mundo se enquadram na categoria “engajados”; e os gerentes ou líderes de equipe sozinhos são responsáveis por 70% da variação no engajamento de um time. Não por acaso, sempre ouvimos que, em geral, as pessoas não se demitem da empresa, mas de seus chefes…

Nesse ponto é crucial entender que o engajamento não é apenas uma questão de RH, mas de todos – em especial das principais lideranças da empresa. Em meu dia a dia na B2B Match, sempre procuro dar autonomia às áreas para que todos saibam o quê, como e porquê fazer o que fazem de forma colaborativa.

Nessa jornada, também dou meu exemplo para os demais gestores sobre a importância de estarem próximos das pessoas. O objetivo, quando estou com elas, é realmente conhecê-las. Indo além, na medida do possível e do permitido, da atuação delas na organização. Busco saber, por exemplo, do que gostam de fazer nas horas de folga, o que precisam para o trabalho fluir melhor e para ter mais qualidade no home office, e no equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

Esse é um dos caminhos mais eficazes para preencher aquela lacuna entre o que as pessoas querem e o que encontram na companhia. Costumo dizer na B2B Match que somos uma empresa que escuta muito o colaborador. Em muitas organizações, esse tipo de ação ainda é um desafio a ser vencido. Vemos muitas pessoas com medo de se posicionar, de falar, de dar uma ideia e sofrer com algum tipo de represália na sequência. Isso mina qualquer confiança e, a reboque, o engajamento. Em nossa empresa queremos que todos contribuam e, por isso, busco sempre empoderar as pessoas para que se sintam, de verdade, parte da organização.


Nesse sentido, é fundamental entender que não estão ali apenas como funcionários que vão receber um salário no fim do mês e, sim, para construir uma empresa de sucesso, para chegar aos resultados juntos, para gerar impactos positivos em todos os nossos públicos. E só vamos conseguir isso quando todos estiverem alinhados com o propósito da empresa, fator fundamental para o engajamento. Isso porque comprometer-se com algo passa por valores e visão de futuro.

Abraçar as mudanças

O momento é propício para dar ao tema engajamento o real valor que ele merece, saindo de ações esporádicas ou pontuais para apenas agradar as pessoas em véspera de pesquisas de clima. É importante envolver e inspirar os funcionários, compartilhando a visão de futuro da empresa e o papel de cada um nesse futuro.

Quando as pessoas se sentem animadas, motivadas, engajadas e inseridas nesse novo amanhã, têm muito mais probabilidade de abraçar as mudanças. Já as companhias terão maiores índices de comprometimento, com mais força para enfrentar as turbulências e os principais líderes poderão ter noites de sono um pouco mais calmas.

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CMO da Algar, Ana Flávia Martins tem mais de 30 anos de experiência em marketing e negócios, com foco em business, estratégia empresarial, franquias e mercados B2B, B2B2C e B2C. É formada em Comunicação Social, com especializações em Marketing, além de MBA em Gestão e Empreendedorismo e Negócios Varejo. Atualmente, lidera a estratégia de mercado da companhia, contribuindo diretamente para a performance comercial e os resultados do negócio

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