Gestão de Pessoas, Liderança, Times e Cultura
4 min de leitura

O engajamento surge das trocas

É preciso eliminar a distância entre o que os colaboradores querem e o que vivenciam na empresa.
CMO da Algar, Ana Flávia Martins tem mais de 30 anos de experiência em marketing e negócios, com foco em business, estratégia empresarial, franquias e mercados B2B, B2B2C e B2C. É formada em Comunicação Social, com especializações em Marketing, além de MBA em Gestão e Empreendedorismo e Negócios Varejo. Atualmente, lidera a estratégia de mercado da companhia, contribuindo diretamente para a performance comercial e os resultados do negócio

Compartilhar:

Manter o engajamento dos profissionais tem tirado o sono de muitos RHs. A Pesquisa HR innovation, realizada pela Ahgora by Totvs, mostra que para 65,5% dos entrevistados esse é o maior desafio da área de desenvolvimento humano e organizacional – um pesadelo que passou a assombrar mais gestores em relação a 2023, quando o percentual era 33,8%. O problema não é novo. Entender o que ajuda os colaboradores a serem mais produtivos e engajados é atemporal, mas ganha contornos e complexidades novas em meio a tantas mudanças no ambiente corporativo e, em especial, na nova relação (e ressignificação) das pessoas com o trabalho, fato acelerou e se tonificou após a pandemia de covid-19. Uma alternativa possível para alcançar um comprometimento maior dos colaboradores é eliminar as lacunas entre o que os funcionários dizem ser mais importante e o que de fato estão vivenciando no trabalho.

Sim, falar de engajamento é falar da experiência do colaborador. É falar em como garantir que um colaborador tenha suporte para desenvolver suas habilidades e contribuir para o sucesso de sua equipe, de uma área e da empresa – em um ambiente psicologicamente seguro e saudável. Uma ótima experiência incentiva os funcionários a darem o melhor de si, além de tornar a companhia mais atraente para os melhores talentos, sendo também um fator que está na base de qualquer organização bem-sucedida e que contribui para resultados positivos em momentos calmos ou cheio de transformações como o que vivemos.

Empoderar as pessoas

Com base em décadas de pesquisas sobre engajamento, o Gallup aponta dois dados que se não são preocupantes ao menos merecem muita atenção para não tirar mais o sono dos líderes: apenas 23% dos funcionários no mundo se enquadram na categoria “engajados”; e os gerentes ou líderes de equipe sozinhos são responsáveis por 70% da variação no engajamento de um time. Não por acaso, sempre ouvimos que, em geral, as pessoas não se demitem da empresa, mas de seus chefes…

Nesse ponto é crucial entender que o engajamento não é apenas uma questão de RH, mas de todos – em especial das principais lideranças da empresa. Em meu dia a dia na B2B Match, sempre procuro dar autonomia às áreas para que todos saibam o quê, como e porquê fazer o que fazem de forma colaborativa.

Nessa jornada, também dou meu exemplo para os demais gestores sobre a importância de estarem próximos das pessoas. O objetivo, quando estou com elas, é realmente conhecê-las. Indo além, na medida do possível e do permitido, da atuação delas na organização. Busco saber, por exemplo, do que gostam de fazer nas horas de folga, o que precisam para o trabalho fluir melhor e para ter mais qualidade no home office, e no equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

Esse é um dos caminhos mais eficazes para preencher aquela lacuna entre o que as pessoas querem e o que encontram na companhia. Costumo dizer na B2B Match que somos uma empresa que escuta muito o colaborador. Em muitas organizações, esse tipo de ação ainda é um desafio a ser vencido. Vemos muitas pessoas com medo de se posicionar, de falar, de dar uma ideia e sofrer com algum tipo de represália na sequência. Isso mina qualquer confiança e, a reboque, o engajamento. Em nossa empresa queremos que todos contribuam e, por isso, busco sempre empoderar as pessoas para que se sintam, de verdade, parte da organização.


Nesse sentido, é fundamental entender que não estão ali apenas como funcionários que vão receber um salário no fim do mês e, sim, para construir uma empresa de sucesso, para chegar aos resultados juntos, para gerar impactos positivos em todos os nossos públicos. E só vamos conseguir isso quando todos estiverem alinhados com o propósito da empresa, fator fundamental para o engajamento. Isso porque comprometer-se com algo passa por valores e visão de futuro.

Abraçar as mudanças

O momento é propício para dar ao tema engajamento o real valor que ele merece, saindo de ações esporádicas ou pontuais para apenas agradar as pessoas em véspera de pesquisas de clima. É importante envolver e inspirar os funcionários, compartilhando a visão de futuro da empresa e o papel de cada um nesse futuro.

Quando as pessoas se sentem animadas, motivadas, engajadas e inseridas nesse novo amanhã, têm muito mais probabilidade de abraçar as mudanças. Já as companhias terão maiores índices de comprometimento, com mais força para enfrentar as turbulências e os principais líderes poderão ter noites de sono um pouco mais calmas.

Compartilhar:

CMO da Algar, Ana Flávia Martins tem mais de 30 anos de experiência em marketing e negócios, com foco em business, estratégia empresarial, franquias e mercados B2B, B2B2C e B2C. É formada em Comunicação Social, com especializações em Marketing, além de MBA em Gestão e Empreendedorismo e Negócios Varejo. Atualmente, lidera a estratégia de mercado da companhia, contribuindo diretamente para a performance comercial e os resultados do negócio

Artigos relacionados

Se o evento é sobre cultura, por que a decisão ainda é sobre logística?

À medida que os eventos se consolidam como ferramentas de cultura, engajamento e construção de relacionamentos, a escolha dos destinos deixa de ser uma decisão operacional. Este artigo explora como experiências, conexões humanas e identidade local estão redefinindo o papel dos encontros corporativos e transformando cidades em plataformas de desenvolvimento econômico e cultural.

A inteligência artificial está acelerando a educação. Mas para onde?

Ferramentas de IA já produzem textos, avaliações, vídeos e conteúdos em segundos. Mas a transformação mais importante talvez não esteja na velocidade da produção, e sim na capacidade de redesenhar experiências de aprendizagem que desenvolvam pensamento crítico, prática, feedback e autonomia humana.

O que desorganiza o dia, desorganiza a mente

A sensação constante de apagar incêndios não é apenas um problema de produtividade. Este artigo mostra por que organização, gestão da agenda e definição de limites são competências essenciais para preservar desempenho, reduzir o esgotamento e recuperar o controle sobre a própria rotina profissional.

Inovação & estratégia
19 de julho de 2026 14H00
WhatsApp, redes sociais, chats e inteligência artificial mudaram a forma como as empresas se relacionam com seus clientes. O desafio agora não é apenas responder mais rápido, mas transformar cada interação em uma oportunidade de fortalecer confiança, reputação e valor de marca.

Edson Alves - CEO da Ikatec

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
19 de julho de 2026 08H00
Pensamento estratégico, julgamento humano, curadoria de ferramentas digitais, desaprendizagem contínua e construção de significado despontam como as competências que diferenciarão profissionais em uma era em que inteligência e execução estão cada vez mais distribuídas entre pessoas e máquinas.

Denis Caldeira - CEO da Caldeira Growth e autor de "Cresça ou Desapareça"

8 minutos min de leitura
Empreendedorismo, Cultura organizacional, User Experience, UX
18 de julho de 2026 14H00
À medida que os eventos se consolidam como ferramentas de cultura, engajamento e construção de relacionamentos, a escolha dos destinos deixa de ser uma decisão operacional. Este artigo explora como experiências, conexões humanas e identidade local estão redefinindo o papel dos encontros corporativos e transformando cidades em plataformas de desenvolvimento econômico e cultural.

Aziz Camali Constantino - Idealizador e cofundador do Oxigênio Ilhabela

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
18 de julho de 2026 07H00
Enquanto a maioria das empresas não pode se dar ao luxo de substituir sistemas críticos da noite para o dia, startups vêm assumindo um papel estratégico na construção de uma transformação tecnológica mais rápida, modular e segura.

Philippe Rosa - Diretor de Inovação e Novos Negócios da TQI e líder do TQI Ventures

3 minutos min de leitura
Lifelong learning, Tecnologia & inteligencia artificial
17 de julho de 2026 13H00
Ferramentas de IA já produzem textos, avaliações, vídeos e conteúdos em segundos. Mas a transformação mais importante talvez não esteja na velocidade da produção, e sim na capacidade de redesenhar experiências de aprendizagem que desenvolvam pensamento crítico, prática, feedback e autonomia humana.

Daniel Luzzi - Fundador e CEO da Cognita Learning Lab

4 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
17 de julho de 2026 08H00
A sensação constante de apagar incêndios não é apenas um problema de produtividade. Este artigo mostra por que organização, gestão da agenda e definição de limites são competências essenciais para preservar desempenho, reduzir o esgotamento e recuperar o controle sobre a própria rotina profissional.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento

2 minutos min de leitura
Marketing & growth, Estratégia
16 de julho de 2026 14H00
Copa do Mundo, Olimpíadas, Super Bowl ou Black Friday: toda vez que a atenção coletiva se concentra em um grande evento, o mercado de mídia muda de comportamento. Entender esse movimento pode ser a diferença entre capturar demanda reprimida ou pagar, mais uma vez, o preço do improviso.

Rafael Mayrink - Empresário, sócio do Neil Patel e CEO da NP Digital Brasil

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
16 de julho de 2026 08H00
Robôs humanoides deixaram de ser protótipo e entraram em produção comercial em série. Enquanto conselhos ainda debatem a IA generativa, a automação física avança sem esperar. O atraso não aparece no balanço, mas se acumula como dívida de reação.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner, Embaixador e membro do Senior Advisory Board do Instituto Capitalismo Consciente Brasil. Embaixador e Membro da Comissão ESG da Board Academy BR.

10 minutos min de leitura
Empreendedorismo
15 de julho de 2026 15H00
Construído sobre a área que durante décadas abrigou a fábrica e a recreativa da Tigre, o Cidade das Águas nasceu de uma pergunta pouco comum ao mercado imobiliário: antes de erguer torres, que tipo de bairro vale a pena construir?

Sandra Regina da Silva - Jornalista especializada em gestão, inovação e negócios

12 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Marketing & growth, User Experience, UX
15 de julho de 2026 08H00
Enquanto a IA assume processos, diagnósticos e tarefas repetitivas, cresce a importância de competências exclusivamente humanas. O desafio das lideranças não é automatizar mais, mas decidir onde a presença humana gera valor que nenhuma tecnologia consegue reproduzir plenamente.

Ana Flavia Martins - CMO da Algar

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo