Uncategorized

O esgotamento mental causado pela busca desenfreada pelo sucesso

Área de conteúdo da HSM

Compartilhar:

Dados apontam que os Millennials se sentem mais pressionados do que as outras gerações a serem bem-sucedidos e 67% deles afirmam que sentem uma pressão “extrema” para que tenham sucesso na carreira. 

Mas a busca desenfreada para alcançar o êxito em sua profissão é uma preocupação da maioria das pessoas, independente de cargo ou geração. Você pode estar trilhando um caminho para conseguir uma promoção ou enfrentando desafios para que seu negócio dê bons resultados, mas uma coisa é certa: sempre existirá uma pressão sobre você dizendo que precisa fazer mais!

Isso sem contar com a cultura organizacional de muitas empresas – que está caindo em desuso, mas ainda existe – que associa longas jornadas de trabalho e outras práticas tóxicas ao sucesso. Trabalhar o dobro pode até te garantir bons resultados, mas pode também custar sua saúde mental. Será que vale a pena pagar esse preço?

### O esgotamento que pode acabar com sua saúde mental

A saúde mental tem sido um dos temas mais debatidos nos últimos tempos. O assunto é tema de notícias e até roda de conversas entre amigos que buscam alternativas para manter a mente sã e salva.

Não é à toa que muitas empresas estejam investindo em mindfulness e algumas têm até colocado psicólogos à disposição de seus funcionários para que eles tenham um momento de terapia durante o expediente.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (**OMS**), o Brasil é líder mundial em transtornos de ansiedade e ocupa o quinto lugar em taxas de depressão. As causas podem ser provocadas por vários fatores, entretanto, estudos apontam que um deles pode ser associado ao esgotamento e ao estresse gerados em um ambiente de trabalho tóxico, que também é conhecido como Síndrome de _Burnout._

### Ressignificar o sucesso promove a saúde e o bem-estar

No Brasil, cerca de 32% dos profissionais sofrem com estresse e esgotamento nas organizações. Em 2017, a Previdência Social apontou que os transtornos mentais ficaram entre as 10 principais causas de afastamento do trabalho (cerca de 43,3 mil) e transtornos ansiosos também apareceram na lista, na 15ª posição.

A busca pelo sucesso – seja para alcançá-lo ou mantê-lo – pode fazer com que você deixe sua saúde de lado e acabe sofrendo alguns desses transtornos. Arianna Huffington, fundadora do The Huffington Post, CEO da Thrive Global e autora de 15 livros, alcançou o sucesso na sua carreira e se viu vítima dele.

Ela, que foi eleita pela Revista Time como uma das 100 mulheres mais influentes do mundo, afirma que a cultura de que devemos trabalhar demais para progredir tornou-se um problema global e hoje luta para mudar esse mindset dentro das empresas, mostrando que o **bem-estar de seus funcionários pode ser a maior vantagem competitiva do futuro.**

“Agora temos muitas evidências, e muitos dados, que mostram que quando estamos esgotados, não tomamos as melhores decisões. Não operamos do lado mais sábio de nós mesmos e muitos líderes estão começando a perceber isso”, afirmou _Huffington_ em entrevista.

Em 2007, Arianna teve um colapso causado pela exaustão, quando desmaiou em sua própria mesa e acordou sobre uma poça de sangue e com a maçã do rosto quebrada. Após passar por essa experiência traumática, resolveu escrever dois livros, Thrive e The Sleep Revolution, baseados em pesquisas científicas, a jornalista usa a ciência de dados para provar seu ponto de vista.

“75% dos custos e problemas de saúde são causados por doenças relacionadas ao estresse e que poderiam ser evitadas. Isso é enorme se você olhar para o fato de que a maioria das empresas têm custos crescentes com saúde. É por isso que é importante medir o impacto que estão tendo”, aponta Huffington.

Ela ainda afirma que _“quando cuidamos de nós mesmos, somos mais eficazes, somos mais criativos e temos mais sucesso em uma definição ampla da palavra”_. Talvez o grande desafio para as próximas gerações seja a construção de uma nova cultura que tire o foco dessa luta desesperada cujo objetivo é o alcance de dinheiro e poder. Assim ressignificando a definição do sucesso para algo que traga prosperidade, propósito, bem-estar e saúde.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Parte IV – Futuros em prompts: como disputar e construir realidade

Este é o quarto texto da série “Como promptar a realidade” e aprofunda como futuros disputam processamento antes de existir como evidência – mostrando por que narrativas constroem organizações, reescrevem culturas ou colapsam democracias, e como reconhecer (ou escolher) o prompt que está rodando agora.

A era do “AI theater”: estamos fingindo transformação?

Nem toda empresa que fala de IA está, de fato, se transformando. Este artigo expõe o risco do AI theater – quando a inteligência artificial vira espetáculo – e mostra por que a vantagem competitiva está menos no discurso e mais nas mudanças invisíveis de estratégia, governança e decisão.

Parte III – APIs sociotécnicas versus malwares mentais… e como recuperar a soberania imaginal

Este é o terceiro texto da série “Como promptar a realidade”. Até aqui, as duas primeiras partes mapearam o mecanismo: como contextos são instalados, como narrativas disputam processamento e como ficções ganham densidade de real. A partir daqui, a pergunta muda: o que fazer com esse conhecimento? Como reconhecer quando você está sendo instalado – e como instalar, conscientemente, o prompt que você escolhe?

O esporte que você ama mudou – e isso é uma ótima notícia

Do vestiário aos dados, o esporte entrou em uma nova era. Este artigo mostra como tecnologia, ciência e informação estão redefinindo decisões, performance, engajamento de torcedores e modelos de receita – sem substituir a emoção que faz o jogo ser o que é

Parte II – Hyperstition: a tecitura ficcional da realidade

Este é o segundo artigo da série “Como promptar a realidade” e investiga como ficções, ao entrarem em loops de feedback, deixam de descrever o mundo para disputar ontologia – reorganizando mercados, política, tecnologia e comportamento antes mesmo de qualquer evidência.

Tecnologia & inteligencia artificial
18 de abril de 2026 09H00
Este é o quarto texto da série "Como promptar a realidade" e aprofunda como futuros disputam processamento antes de existir como evidência - mostrando por que narrativas constroem organizações, reescrevem culturas ou colapsam democracias, e como reconhecer (ou escolher) o prompt que está rodando agora.

Chico Araújo - Diretor Executivo do Instituto Inteligência Artificial de Verdade (IAV), cofundador do The Long Game Futures. e Global Expert da Singularity University.

27 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
17 de abril de 2026 15H00
Nem toda empresa que fala de IA está, de fato, se transformando. Este artigo expõe o risco do AI theater - quando a inteligência artificial vira espetáculo - e mostra por que a vantagem competitiva está menos no discurso e mais nas mudanças invisíveis de estratégia, governança e decisão.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Foresight
17 de abril de 2026 09H00
Este é o terceiro texto da série "Como promptar a realidade". Até aqui, as duas primeiras partes mapearam o mecanismo: como contextos são instalados, como narrativas disputam processamento e como ficções ganham densidade de real. A partir daqui, a pergunta muda: o que fazer com esse conhecimento? Como reconhecer quando você está sendo instalado - e como instalar, conscientemente, o prompt que você escolhe?

Chico Araújo - Diretor Executivo do Instituto Inteligência Artificial de Verdade (IAV), cofundador do The Long Game Futures. e Global Expert da Singularity University.

11 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
16 de abril de 2026 14H00
Do vestiário aos dados, o esporte entrou em uma nova era. Este artigo mostra como tecnologia, ciência e informação estão redefinindo decisões, performance, engajamento de torcedores e modelos de receita - sem substituir a emoção que faz o jogo ser o que é

Marcos Ráyol - CTO do Lance!

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Foresight
16 de abril de 2026 09H00
Este é o segundo artigo da série "Como promptar a realidade" e investiga como ficções, ao entrarem em loops de feedback, deixam de descrever o mundo para disputar ontologia - reorganizando mercados, política, tecnologia e comportamento antes mesmo de qualquer evidência.

Chico Araújo - Diretor Executivo do Instituto Inteligência Artificial de Verdade (IAV), cofundador do The Long Game Futures. e Global Expert da Singularity University

13 minutos min de leitura
Liderança
15 de abril de 2026 17H00
Se liderar ainda é, para você, dar respostas e controlar processos, este artigo não é confortável. Liderança criativa começa quando o líder troca certezas por perguntas e controle por confiança.

Clarissa Almeida - Head de RH da Yank Solutions

2 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Foresight, Tecnologia & inteligencia artificial
15 de abril de 2026 08H00
Este é o primeiro artigo de uma série em quatro partes que propõe uma microtese sobre futuros que disputam processamento - e investiga o papel insuspeito de memes, programação preditiva, hyperstition, cura de traumas, strategic foresight e soberania imaginal no ciclo de inovação que já começou.

Chico Araújo - Diretor Executivo do Instituto Inteligência Artificial de Verdade (IAV), cofundador do The Long Game Futures. e Global Expert da Singularity University

23 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
14 de abril de 2026 18H00
Este artigo propõe analisar como a combinação entre pressão por velocidade, talento autónomo e uso não estruturado de AI pode deslocar a execução para fora dos sistemas formais- introduzindo riscos que não são imediatamente visíveis nos indicadores tradicionais.

Marta Ferreira

4 minutos min de leitura
Liderança
14 de abril de 2026 14H00
Este é o primeiro artigo da nova coluna "Liderança & Aikidô" e neste texto inaugural, Kei Izawa mostra por que os líderes mais eficazes deixam de operar pela lógica do confronto e passam a construir vantagem estratégica por meio da harmonia, da não resistência, da gestão de conflitos e de decisões sem ego em ambientes de alta complexidade.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

7 minutos min de leitura
User Experience, UX, Inovação & estratégia
14 de abril de 2026 07H00
Com a ascensão dos agentes de IA, nos deparamos com uma profunda mudança no papel do designer, de executor para curador, estrategista e catalisador de experiências complexas. A discussão de UX evolui para o território do AX (Agent Experience), onde o foco deixa de ser somente a interação humano-máquina em interfaces e passa a considerar como agentes autônomos agem, decidem e colaboram com pessoas em sistemas inteligentes

Victor Ximenes - Senior Design Manager do CESAR

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...