Uncategorized

O poder da fidelização do cliente: saiba como usá-la a favor da sua empresa

General Manager da Collinson

Compartilhar:

**(*) Por Henrique Donnabella, General Manager da Collinson no Brasil**

Manter clientes fiéis a uma marca ou produto é uma tarefa difícil, enfrentada diariamente pelas empresas. Quando o assunto é vendas, oferecer benefícios que cativam o seu consumidor é tão importante quanto planejar ações para a captação de novos clientes. Segundo a ABEMF (Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização), entre o terceiro trimestre de 2017 e o de 2018 houve um aumento de mais de 15% nos cadastros de programas de fidelidade no Brasil, demonstrando que a fidelização do cliente vem crescendo no Brasil. 

Mas o que é a fidelização do cliente e como ela impacta os negócios? 
———————————————————————

A fidelização do cliente gira em torno de oferecer benefícios, recompensas e/ou serviços personalizados ao consumidor para que ele utilize um serviço ou compre determinado produto com a mesma marca mais de uma vez. 

Aumento das vendas, retenção de clientes, informações chave sobre consumidores, entre outros benefícios são outras maneiras de como a fidelização do cliente impacta os negócios. O investimento em fazer os consumidores já fidelizados voltarem a comprar é menor do que o custo de atrair um novo cliente, e, outra vantagem da fidelização do cliente é a transmissão dos ideais da empresa pelos consumidores fiéis que acabam atuando como atração de novos clientes.

Entenda seus clientes e personalize
———————————–

Em um mercado extremamente competitivo, é difícil para as marcas conquistarem o engajamento do consumidor – e ainda mais difícil conquistar a fidelidade do cliente. Para inovar, as marcas precisam tratar seus clientes como indivíduos, reconhecendo claramente as nuances específicas de quais ofertas e recompensas são disponibilizadas e por quais canais de comunicação os clientes serão mais envolvidos.

Sem personalização, as marcas correm o risco de perder o interesse de seus clientes. De fato, muitos consumidores acabam ignorando a maioria das comunicações das marcas porque não são relevantes ou personalizadas.

Por fim, entender quem é o cliente, quais são suas preferências e como seu comportamento pode ser influenciado deve ser o ponto de partida. Usar os dados para manter-se ciente do que está levando os clientes a comprar e precisamente como eles gostam disso, ajuda as marcas a planejarem suas ações e manterem uma base de clientes leais e felizes.

Use dados ao máximo
——————-

Os dados do cliente são essenciais para cultivar relacionamentos de longo prazo com o cliente. Ter mecanismos eficazes para coletar e analisar um conjunto avançado de dados do cliente é o grande diferencial para as marcas. E garantir que os insights estão sendo usados para criar interações significativas e incentivar clientes atuais e novos, por meio de ofertas especiais e recomendações personalizadas é fundamental.

Assegurar que os dados do cliente estejam no centro das decisões dos programas de fidelidade é essencial para proporcionar interações mais significativas em cada estágio da jornada do cliente, conduzindo, em última análise, a uma base de clientes mais dedicada. Os clientes estão depositando confiança nas empresas e compartilhando suas informações, de modo que ela sirva bem as marcas para usá-las efetivamente, a fim de construir um relacionamento mais forte e duradouro.

Otimize o uso da tecnologia
—————————

No futuro, haverá muito mais maneiras de interagir com os clientes e melhorar a comunicação entre eles e as marcas – do reconhecimento facial/voz ao blockchain.

Por isso, é fácil cair na armadilha de acreditar que apenas a tecnologia fará toda a diferença para os programas de fidelidade, mas, ao menos que as marcas tenham a capacidade de maximizar estrategicamente os dados captados dos clientes para entender seus comportamentos e preferências, é improvável que a tecnologia mantenha a fidelidade dos compradores.

Aumentar o orçamento para tecnologias de fidelidade é um passo positivo, deve ser feito com cuidado e atenção aos dados do cliente, caso contrário, as marcas podem encontrar-se lançando atualizações chamativas para programas que os clientes não entendem ou não querem.

Inovação incentiva a fidelização
——————————–

Lançar ou relançar um programa de fidelidade é uma grande tarefa. As empresas devem procurar outras maneiras de conquistar a fidelidade do cliente que não se baseiem apenas em grandes descontos, o que geralmente encoraja uma mentalidade de “pegue e solte”. 

Os relacionamentos com programas de fidelidade podem ser aproveitados para incentivar compras em que o cliente ganhe algo que os fará retornar, em vez de apenas receber algo com valor mais baixo e não voltar à loja. Pense em pontos em dobro para os membros sobre produtos que eles adoram – preenchendo a lacuna entre personalização e recompensa.

Entenda que o valor é mais do que apenas preço
———————————————-

Um erro comum em um mercado altamente competitivo é assumir que o preço é o único fator para as decisões de compra. O valor é tipicamente medido através do custo e da experiência geral. Ao obter uma compreensão mais profunda de seu cliente, o que eles valorizam e, em seguida, identificar as oportunidades “valiosas” com melhor relação custo-benefício, as marcas podem atender melhor as necessidades dos clientes e melhorar os relacionamentos a longo prazo. 

As marcas devem entender que a experiência é uma consideração vital. Mas é uma escala móvel para cada cliente. É o uso inteligente de dados que ajudará você a identificar e entregar essas preferências individuais e um fator determinante para saber se sua marca oferece uma experiência que mantém seus clientes envolvidos e voltando para mais.

Embora preços competitivos e ofertas irresistíveis possam atrair novos clientes, as marcas podem fazer mais para desenvolver relacionamentos duradouros com os clientes durante e após uma venda para motivar a repetição personalizada. Se os clientes se identificam como parte da cultura e da base de clientes da marca é possível obter uma conexão mais personalizada com eles.

Compartilhar:

Artigos relacionados

A escassez de talentos pode estar no processo seletivo

Um teste aparentemente simples, aplicado em uma fábrica japonesa, revela por que algumas organizações encontram talentos onde outras enxergam apenas falta de experiência. O artigo oferece uma perspectiva provocativa sobre a escassez de talentos e sobre como empresas podem identificar capacidades que currículos nem sempre conseguem revelar.

O melhor profissional do time pode estar na lista de desligamento

Nem sempre as pessoas que mais contribuem para os resultados são aquelas que aparecem melhor nos indicadores individuais. Em muitas organizações, existe um trabalho invisível que conecta equipes, transfere conhecimento, reduz conflitos e faz o restante do sistema funcionar. O artigo propõe uma reflexão sobre os limites dos modelos tradicionais de avaliação de desempenho e alerta para um risco pouco percebido: demitir quem sustenta as relações e a colaboração de um time pode custar muito mais do que qualquer planilha é capaz de mostrar.

Por que alguém ensinaria a IA a fazer o próprio trabalho?

Por trás de cada iniciativa de inteligência artificial existe uma negociação raramente explicitada. Compartilhar conhecimento, revisar respostas, adaptar processos e sustentar a transição exige tempo, esforço e exposição. Antes de atribuir a resistência à mudança a uma questão cultural, talvez seja preciso entender quais incentivos estão sendo oferecidos para que as pessoas escolham cooperar.

Ter mais robôs já não é suficiente

Durante anos, a automação corporativa esteve associada à eliminação de tarefas repetitivas e operacionais. Agora, uma nova etapa começa a ganhar espaço: a integração entre RPA, inteligência artificial, APIs e agentes autônomos para coordenar processos inteiros de ponta a ponta.

A pergunta que todo treinamento deveria responder

Treinamentos costumam ser vistos como solução para desafios de desempenho, cultura e transformação. Mas existe uma pergunta que raramente aparece nas discussões sobre desenvolvimento: o ambiente de trabalho favorece os comportamentos que a organização deseja incentivar? O artigo mostra por que o sucesso de qualquer programa depende menos do conteúdo ensinado e mais da coerência entre estratégia, liderança e mecanismos de gestão.

Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
13 de outubro de 2026 14H00
Um teste aparentemente simples, aplicado em uma fábrica japonesa, revela por que algumas organizações encontram talentos onde outras enxergam apenas falta de experiência. O artigo oferece uma perspectiva provocativa sobre a escassez de talentos e sobre como empresas podem identificar capacidades que currículos nem sempre conseguem revelar.

Marta Ferreira

7 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
13 de outubro de 2026 08H00
Nem sempre as pessoas que mais contribuem para os resultados são aquelas que aparecem melhor nos indicadores individuais. Em muitas organizações, existe um trabalho invisível que conecta equipes, transfere conhecimento, reduz conflitos e faz o restante do sistema funcionar. O artigo propõe uma reflexão sobre os limites dos modelos tradicionais de avaliação de desempenho e alerta para um risco pouco percebido: demitir quem sustenta as relações e a colaboração de um time pode custar muito mais do que qualquer planilha é capaz de mostrar.

Átila Persici Filho - Consultor de gestão estratégica, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e conselheiro de inovação

8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
12 de outubro de 2026 18H00
Por trás de cada iniciativa de inteligência artificial existe uma negociação raramente explicitada. Compartilhar conhecimento, revisar respostas, adaptar processos e sustentar a transição exige tempo, esforço e exposição. Antes de atribuir a resistência à mudança a uma questão cultural, talvez seja preciso entender quais incentivos estão sendo oferecidos para que as pessoas escolham cooperar.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

9 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
12 de outubro de 2026 14H00
Durante anos, a automação corporativa esteve associada à eliminação de tarefas repetitivas e operacionais. Agora, uma nova etapa começa a ganhar espaço: a integração entre RPA, inteligência artificial, APIs e agentes autônomos para coordenar processos inteiros de ponta a ponta.

Daniel Torres - CEO da Roboteasy

5 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
12 de outubro de 2026 08H00
or muito tempo, compliance foi visto como a última etapa antes da aprovação de um projeto. Hoje, organizações mais maduras estão adotando uma abordagem diferente: envolver a área desde o início para construir soluções viáveis, seguras e aderentes às expectativas de governança e integridade.

André Tourinho - Gerente de Integridade da Eldorado Brasil Celulose

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
11 de outubro de 2026 14H00
Treinamentos costumam ser vistos como solução para desafios de desempenho, cultura e transformação. Mas existe uma pergunta que raramente aparece nas discussões sobre desenvolvimento: o ambiente de trabalho favorece os comportamentos que a organização deseja incentivar? O artigo mostra por que o sucesso de qualquer programa depende menos do conteúdo ensinado e mais da coerência entre estratégia, liderança e mecanismos de gestão.

Lauro Xerfan Neto - Conselheiro empresarial, consultor e professor na USP EACH e na FIA LabFin Provar

10 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
11 de outubro de 2026 08H00
A saída de um pesquisador da Anthropic reacende um debate que está deixando os laboratórios e chegando às empresas: como garantir que sistemas de inteligência artificial cada vez mais autônomos continuem operando de forma previsível, segura e alinhada aos objetivos humanos?

Claudio Lucio - Pesquisador, professor e sócio-fundador da A3Data

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de outubro de 2026 14H00
Se toda hora economizada pela tecnologia é imediatamente preenchida por outra demanda, talvez o problema não esteja nas ferramentas, mas na forma como organizamos o trabalho. O artigo discute por que produtividade e bem-estar não deveriam ser objetivos opostos e como a inteligência artificial está colocando essa contradição em evidência.

Renan Caixeiro - Cofundador e CMO do Reportei

3 minutos min de leitura
User Experience, UX, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de outubro de 2026 08H00
O que realmente importa para quem utiliza serviços financeiros é resolver uma demanda com segurança e agilidade. Em um setor cada vez mais digital, a vantagem competitiva estará menos na tecnologia em si e mais na capacidade de combinar automação e inteligência humana da forma certa em cada etapa da jornada.

João Pedro Brasileiro - CEO da Innovation Latam, Professor da Fundação Dom Cabral (FDC) e da XP Educação

3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
9 de outubro de 2026 14H00
O artigo mostra por que a transição para o novo modelo tributário exige uma visão integrada da cadeia de suprimentos e alerta que a vantagem competitiva poderá estar menos na interpretação da legislação e mais na capacidade de adaptar processos, sistemas e operações antes que as mudanças se tornem obrigatórias.

Jade Lumi Satomi - Diretora de Indústria na nstech

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução