Contagem regressiva

O poema como veículo

BJ hilberts dá uma amostra de viagem interior para a liderança criativa

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No push, no pull
No seek, no hide
Just a seamless stream
of moments, one
slipping into the next.

The present moment,
rooted in the lived and
reaching for the unfolding.
Pregnant with possibilities
not yet realized

Why lament the past
Why dream of a future
If true shelter is
only here, right now
A rock withstanding
the torrent of life

Let it be
Whatever it is
Hold it loosely
Hear it breathe
Sit unmoving
Be moved to tears
Feel in your belly,
Sense in your heart
Observe it swirl and swell
As if holding your hand in an
icy brook, not quite frozen over
while a winter sun peers
shyly through the birches
and marvels at the infinite beauty
of your inner landscape

Nem empurrar, nem puxar
Nem procurar, nem esconder
Só um fluxo contínuo
de momentos, um
escorregando para o outro.

O momento presente,
enraizado no vivido e
buscando desdobrar-se.
Prenhe de possibilidades
não realizadas ainda

Por que lamentar o passado
Por que sonhar um futuro
Se o abrigo verdadeiro
só existe aqui, agora
Uma pedra no caminho
da torrente da vida

Deixe estar
O que quer que seja
Segure com leveza
Ouça a respiração
Sente-se imóvel
Comova-se às lágrimas
Sinta em seu ventre,
Acolha em seu coração
Observe-o espiralar e crescer
Como se mantivesse sua mão em
um riacho gélido, que ainda
não congelou
enquanto um sol de inverno assoma
timidamente por entre as bétulas
e se maravilha ante a beleza infinita
de sua paisagem interior

[tradução: Lizandra M. Almeida]

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