Uncategorized

O que os jovens esperam da sua marca empregadora na pandemia?

O momento de complexidade que está posto coloca em evidência a responsabilidade de todos nós frente aos desafios atuais, seja como indivíduo ou como organização
Produtor de conteúdo e facilitador especialista em desenvolvimento de pessoas e diversidade.

Compartilhar:

Nas empresas, a área de recursos humanos absorve uma [relevância tão grande quanto a área financeira teve durante a Grande Recessão](https://www.economist.com/business/2020/03/24/the-coronavirus-crisis-thrusts-corporate-hr-chiefs-into-the-spotlight) no final dos anos 2000. 

Com tanto destaque, ações positivas são potencializadas. Mas os erros também. Em outras palavras, é um momento “boom or bust” para sua aquisição de talentos, afinal, ninguém quer ficar marcado como a empresa que foi mesquinha ou desumana na crise. 

E essa é uma tarefa especialmente difícil para as novas gerações, que são tão engajadas nas causas sociais e exigentes com a ética das empresas.

Então fica a pergunta: como trabalhar sua marca empregadora para esse público?

O que as marcas, em geral, devem buscar
—————————————

O material “[TIP Insights – A Marca Faz](http://www.anacouto.com.br/download-a-marca-faz/)”, iniciativa da Ana Couto e Laje lançado no mês de abril, dá dicas de como as marcas, em geral, devem se posicionar nesse momento:

1. Comunicação agressiva de vendas agora, hardsell, nem pensar. Isso pode machucar muito a reputação da sua empresa. O momento é de colocar seu propósito em prática e entender como pode resolver os problemas reais que o contexto exige.

2. Destaque para o coletivo. Propor soluções, operar coletivamente e melhorar o mundo. É esse senso de comunidade, com proposição de ideias, que vai resolver. Construir valor engajando o ecossistema.

3. Criatividade compartilhada. Que subverta formatos e estéticas, que educa, esclareça, inspira e provoca transformações positivas. E quanto mais virtuais, tudo o que fizermos deverá ser proporcionalmente mais afetuoso, sensível e divertido para nos conectarmos com as pessoas.

4. Triplo A: agilidade, autonomia, alinhamento. Mais do que nunca precisamos gerir e dar conta de times e negócios que precisam atuar de forma autônoma e rápida. O momento é de construir e colocar à prova as relações de confiança que se tem com cada um. Barreiras de mercado devem ser quebradas em prol do bem comum.

Doar dinheiro é bom. Mas lutar é melhor ainda.
———————————————-

Diversas instituições estão mostrando um lado humano, solidário e empático que, em conjunto com a sua cultura e suas promessas de valor como empregadora, têm um enorme potencial de atração e retenção de talentos na era pós-pandemia:

![](https://revista-hsm-public.s3.amazonaws.com/uploads/aff861f7-a91a-4421-95e7-7a6dd938c6c7.png)Crédito: Imagem extraída do relatório “Práticas emergentes dos negócios em resposta à crise da Covid-19”, correalizado em Abril/2020 entre ICCB, Humanizadas e Universidade de São Paulo.

Até a data da publicação deste texto, o total das doações das maiores empresas brasileiras [soma R$ 4,8 bilhões de reais](https://www.monitordasdoacoes.org.br/). É uma quantia muito relevante, e que mostra o comprometimento com a causa. Isso é muito bom!

E vai ao encontro dos relatos da última [The Truth: Empatia em momentos de crise](https://materiais.eureca.me/thetruthcovid), pesquisa publicada no dia 2 de abril pela Eureca com mais de 3000 jovens brasileiros. Uma resposta representativa para a questão “O que você espera das empresas e do mercado para te apoiar a passar por essa crise?” foi:

“Que tenham como prioridade a saúde e segurança dos colaboradores e da sociedade civil de modo coletivo. Flexibilidade, responsabilidade e apoio nas tratativas de projetos em andamento para aqueles que estão empregados, assim como manutenção de etapas online de processos seletivos e atualização dos formatos conforme necessário para não cancelar aqueles previstos e que não serão afetados a longo prazo.”

Porém alguns jovens vão além:

“Consciência de que somos interdependentes. Muitas empresas estão contribuindo com os lados mais propensos a grandes impactos como pequenas e médias empresas, trabalhadores autônomos e pessoas com recursos limitados. Não vivemos sozinhos no mundo e tampouco enfrentaremos as crises sozinhos.”

Tal como vem sendo padrão nos estudos sobre a geração Z – [McKinsey](https://www.mckinsey.com/industries/consumer-packaged-goods/our-insights/true-gen-generation-z-and-its-implications-for-companies#) e [OC&C](https://www.occstrategy.com/usa/our-insights/insight/id/3448/a-generation-without-borders) dão bons exemplos – muitos jovens esperam coerência ética das grandes empresas com todos os seus stakeholders. Mais ainda, esperam que elas assumam protagonismo das causas que defendem.

Portanto na pandemia, um momento em que a saúde de todos está em risco, existe uma oportunidade de encantar o jovem com ações que contribuam diretamente com algum stakeholder afetado pela crise. Empresas como Natura e O Boticário, por exemplo, mudaram suas linhas de produção para produzir e doar milhões de litros de álcool em gel para hospitais públicos. 

Ou seja, mostre o que a sua empresa pode fazer e compartilhe também suas vulnerabilidades. Além de construir uma aproximação emocional poderosa com seus possíveis jovens talentos, isso pode refletir em um menor tempo de fechamento das suas vagas nos seus futuros picos de contratação. 

É hora de mostrar que somos todos humanos, e que estamos juntos nessa luta.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Do ego ao fluxo: A jornada interior de um líder

Ao revisitar o colapso e a reinvenção da Japan Airlines, este artigo revela, à luz dos princípios do Aikido, que a verdadeira transformação organizacional não começa na estratégia, mas na superação do ego – quando liderança, propósito e consciência coletiva entram em fluxo.

Previsibilidade não é sorte: é engenharia comercial

Em um cenário de mercado mais seletivo e volátil, este artigo mostra por que resultados consistentes não dependem de talento individual, mas da capacidade da liderança comercial de estruturar processos, diagnosticar com precisão e transformar vendas em uma operação científica.

Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
14 de junho de 2026 15H00
Mais do que falta de talento ou tecnologia, este artigo revela o verdadeiro risco das organizações modernas: pessoas que deixam de dizer o que pensam. Este artigo demonstra como isso compromete decisões, inovação e resultados sem que ninguém perceba.

Valter Bahia Filho – Autor e consultor educacional

6 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Estratégia
14 de junho de 2026 08H00
Ao revisitar o colapso e a reinvenção da Japan Airlines, este artigo revela, à luz dos princípios do Aikido, que a verdadeira transformação organizacional não começa na estratégia, mas na superação do ego - quando liderança, propósito e consciência coletiva entram em fluxo.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

10 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Bem-estar & saúde
13 de junho de 2026 15H00
Inspirado por um colapso histórico no esporte, este artigo revela um dos riscos mais silenciosos das organizações: equipes talentosas deixam de performar quando a confiança desaparece - e a liderança não cria um ambiente onde as pessoas se sintam seguras para falar, participar e contribuir de verdade.

Dr. Cristiano Nabuco - Reitor da Artmed School of Psychology (APSY)

6 minutos min de leitura
Marketing & growth
13 de junho de 2026 08H00
Em um cenário de mercado mais seletivo e volátil, este artigo mostra por que resultados consistentes não dependem de talento individual, mas da capacidade da liderança comercial de estruturar processos, diagnosticar com precisão e transformar vendas em uma operação científica.

Natalia Coca - Fundadora da FunFlow, estrategista de vendas e palestrante

7 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança
12 de junho de 2026 14H00
Entre piscinas, quadras e salas de conselho, este artigo mostra por que a performance sustentável não nasce do excesso de esforço, mas da capacidade de alinhar foco, descanso, decisão e leitura de contexto na liderança.

Thierry Marcondes

0 min de leitura
Inovação & estratégia, Marketing & growth
12 de junho de 2026 09H00
O preço do aparelho é só o começo - o custo real aparece no uso. Este artigo revela como custos ocultos e recorrentes redefinem a lógica de consumo de smartphones e impulsionam novos modelos de uso.

Stephanie Peart - Head da Leapfone

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
11 de junho de 2026 16H00
O futuro do trabalho não está nos cargos. Este artigo revela por que a competitividade das empresas passa a depender menos do organograma e mais da capacidade de mapear, desenvolver e combinar competências.

Felipe Ribeiro - Cofundador da Evermonte Executive & Board Search

3 minutos min de leitura
Marketing & growth, Inovação & estratégia
11 de junho de 2026 09H00
Em meio à queda de alcance e às mudanças constantes dos algoritmos, este artigo propõe um ajuste de rota: mais do que tentar “jogar o jogo” das plataformas, a verdadeira conexão, e relevância, ainda nasce da capacidade de ser humano, autêntico e presente nas interações.

Viviane Mansi - Conselheira de empresas, mentora e professora

2 minutos min de leitura
Lifelong learning
10 de junho de 2026 17H00
Pior do que não saber é achar que já sabe. Este artigo expõe um risco silencioso nas organizações: não é a falta de conhecimento que mais compromete decisões, mas a combinação perigosa entre entendimento superficial e confiança excessiva.

Jorge Inafuco - Consultor e Palestrante da HSM, Sociólogo, Professor de MBAs, Conselheiro e Mentor

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de junho de 2026 08H00
Dentro dos bilhões investidos em IA existe uma única aposta: a de que a inteligência vai deixar de ser escassa. Se ela se confirmar, não vai apenas cortar os seus custos. Vai dissolver os fossos competitivos sobre os quais as partes mais lucrativas da sua empresa foram construídas, muitas vezes sem ninguém perceber.

Átila Persici Filho - COO da Bolder, Professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e Conselheiro de Inovação

8 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão