Desenvolvimento pessoal

Onde os consultores de vendas aprendem sobre as redes sociais

O setor financeiro está bastante avançado no uso dessas ferramentas e tem muitas lições a dar – confira dez delas, fundamentais para começar.

Compartilhar:

No Brasil, vemos empresas financeiras como XP Investimentos ou Empiricus sempre presentes nas mídias sociais. Mas pesquisas feitas nos Estados Unidos destacam a presença dos profissionais: mais de 80% dos consultores financeiros daquele país costumam utilizar as mídias sociais para fazer negócios. Não só ganham novos clientes com isso como fecham contratos milionários.

Para esses consultores, tais mídias não são apenas um canal de divulgação, mas uma ferramenta de vendas de eficiência comprovada, como mostra uma edição recente da revista _Forbes_. Elas possibilitam, inclusive, aprimorar o relacionamento com as pessoas que atendem.

Para quem estiver disposto a se tornar um consultor de vendas para pessoas físicas atuando em mídias sociais e, assim, fazer novos negócios, há dez lições a aprender com os consultores financeiros, segundo a _Forbes_:

**1 Entenda a política de sua empresa relativa às mídias sociais.** A maioria das empresas já conseguiu ir além de um simples “não” em relação à possibilidade de seus colaboradores usarem as mídias sociais. Certifique-se de que você compreende as políticas de sua organização: entre em contato com o departamento de compliance para esclarecer dúvidas; converse com colegas; e participe de todos os treinamentos oferecidos, sejam presenciais, sejam online.

**2 Defina bem seu público.** Muitos consultores financeiros se especializam em segmentos – profissionais do setor de tecnologia, pequenos empresários, famílias de alta renda, entre outros. Vale a pena especializar-se e selecionar a plataforma de mídia social mais utilizada por seus potenciais clientes, de modo a se comunicar com eles pelo canal em que se sentem mais confortáveis.

**3 Defina sua marca pessoal.** É preciso fazer uma reflexão sobre quem você é verdadeiramente. Defina quais são seus talentos especiais e as áreas de expertise que podem fazer a diferença para o sucesso de seus clientes. E, muito importante, demonstre seus interesses pessoais para evidenciar seu jeito mais autêntico. Se você é ciclista e gosta de participar de competições, ou se é voluntário em alguma instituição, isso deve ser mencionado. Ao mesmo tempo, porém, é melhor evitar temas sensíveis, como política e religião, para não excluir potenciais clientes com visões diferentes da sua.

**4 Selecione uma plataforma de mídia social.** Inicialmente, selecione uma plataforma e crie uma conta de negócios apenas. O LinkedIn é a rede favorita para esse começo, na opinião de muitos consultores financeiros, mas vários também usam Twitter, Facebook, Instagram e até Snapchat. Depende, como dito anteriormente, de identificar seus clientes, atuais e potenciais, e estar onde eles estão. Uma vez que esteja familiarizado com uma plataforma, experimente as demais.

**5 Construa sua rede de contatos.** Quando seu perfil estiver definido e aprovado pela área de compliance da empresa, procure as pessoas que você conhece e convide-as a se conectar. Mensagens escritas são decisivas. Por isso, evite apenas usar o botão “conectar” ou mesmo enviar convites diretamente do seu celular. Afinal, textos cuidadosamente escritos ajudam a lembrar a outra pessoa sobre como se conheceram, como você pode fazer a diferença para ela e, talvez, mencionar as conexões em comum.

**6 Leia e aprenda.** Antes de realizar qualquer ação nas mídias sociais, passe algum tempo observando o que outros profissionais estão fazendo. Preste atenção no que você gosta e no que não gosta. Leia os posts de concorrentes, colegas e amigos. Se houver uma conexão pessoal com algum evento, como nascimento ou formatura de um fi lho, ou mesmo uma promoção, pense na possibilidade de ligar e dar os parabéns, aproveitando para se atualizar sobre a trajetória da outra pessoa. Há muitas histórias de consultores financeiros que utilizam uma combinação de mídias sociais e telefone para ganhar novos clientes.

**7 Engaje-se.** Assim que você se sentir confortável, estabeleça conversas e mostre seu valor. Lembre que as mídias sociais são vias de duas mãos: seja generoso e prestativo ao dar informações. Estando de acordo com a política interna de sua empresa, você pode adicionar comentários, dar “likes” e compartilhar os conteúdos de suas conexões.

**8 Compartilhe conteúdo útil.** Muitas firmas de serviços financeiros possuem um acervo de artigos previamente aprovados pelo compliance que podem ser compartilhados na mídias sociais. Compartilhe aqueles que combinam com sua marca pessoal, demonstram seu expertise específico e sejam do interesse de seus clientes e seguidores.

**9 Mostre seu lado pessoal.** Ao publicar seu conteúdo, lembre da regra dos 80/20. Pense em postar 80% de conteúdo de negócios e 20% de conteúdo pessoal que reflita você. Lembre: fazemos negócios com pessoas de que gostamos e com as quais compartilhamos paixões.

**10 Sem propaganda.** Por fim, não venda produtos. Ninguém gosta de ser abordado dessa forma nas redes sociais e isso também pode violar a regulamentação do setor. Quando a conversa se tornar mais voltada aos negócios, vá para canais diretos, como e-mail e telefone.

Compartilhar:

Artigos relacionados

A revolução que a tecnologia não consegue fazer por você

Em meio à aceleração da inteligência artificial e à emergência da era agentica, este artigo propõe uma reflexão pouco usual: as transformações mais complexas da IA não são tecnológicas, mas humanas. A partir de uma perspectiva pessoal e prática, o texto explora como auto conhecimento, percepção, medo, intenção, hábitos, ritmo, desapego e adaptação tornam-se variáveis centrais em um mundo de agentes e automação cognitiva. Mais do que discutir ferramentas, a narrativa investiga as tensões invisíveis que moldam decisões, identidades e modelos mentais, defendendo que a verdadeira revolução em curso acontece na consciência humana e não apenas na tecnologia.

Agentes de IA são apenas o começo

Em 2026 o diferencial no uso da IA não será de quem criar mais agentes ou automatizar mais tarefas, mas em quem souber construir sistemas capazes de pensar, aprender e decidir melhor no seu contexto organizacional.

Inovação & estratégia
3 de março de 2026
Quando o ego negocia no seu lugar, até decisões inteligentes produzem resultados medíocres. Este artigo aborda a negociação sob a ótica da teoria dos jogos, identidade decisória e arquitetura de incentivos - não apenas como técnica, mas como variável estrutural na construção de valor organizacional.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB – Global Connections

6 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Cultura organizacional, Liderança
2 de março de 2026
Em meio à aceleração da inteligência artificial e à emergência da era agentica, este artigo propõe uma reflexão pouco usual: as transformações mais complexas da IA não são tecnológicas, mas humanas. A partir de uma perspectiva pessoal e prática, o texto explora como auto conhecimento, percepção, medo, intenção, hábitos, ritmo, desapego e adaptação tornam-se variáveis centrais em um mundo de agentes e automação cognitiva. Mais do que discutir ferramentas, a narrativa investiga as tensões invisíveis que moldam decisões, identidades e modelos mentais, defendendo que a verdadeira revolução em curso acontece na consciência humana e não apenas na tecnologia.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

12 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
1º de março de 2026
A crise não está apenas no excesso de trabalho, mas no peso emocional que distorce decisões e fragiliza equipes.

Valéria Siqueira - Fundadora da Let’s Level

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
28 de fevereiro de 2026
Em 2026 o diferencial no uso da IA não será de quem criar mais agentes ou automatizar mais tarefas, mas em quem souber construir sistemas capazes de pensar, aprender e decidir melhor no seu contexto organizacional.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
27 de fevereiro de 2026
Sem modelo operativo claro, sua IA é só enfeite - e suas reuniões, só barulho.

Manoel Pimentel - Chief Scientific Officer na The Cynefin Co. Brazil

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
26 de fevereiro de 2026
Diante dos desafios crescentes da mobilidade, conectar corporações, startups, parceiros e especialistas em um ambiente colaborativo pode ser o caminho para acelerar soluções, transformar ideias em projetos concretos e impulsionar a inovação nesse setor.

Juliana Burza - Gerente de Novos Negócios & Produtos de Inovação no Learning Village

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
26 de fevereiro de 2026
No novo jogo do trabalho, talento não é ativo para reter - é inteligência para circular.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
25 de fevereiro de 2026
Enquanto o discurso corporativo vende inovação, o backoffice fiscal segue preso em planilhas - e pagando a conta

Isis Abbud - co-CEO e cofundadora da Qive

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
24 de fevereiro de 2026
Estudos recentes indicam: a IA pode fragmentar equipes - mas, usada com propósito, pode ser exatamente o que reconecta pessoas e reduz ruídos organizacionais.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

9 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
23 de fevereiro de 2026
Com bilhões em recursos não reembolsáveis na mesa, o diferencial não é ter projeto - é saber estruturá‑lo sem tropeçar no processo.

Eline Casasola - CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89

5 minutos min de leitura