Estratégia e Execução

Os 4 fatores da liderança extraodinária

A strategy+business desmistifica o que deve pesar na contratação de executivos c-level

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Os times da NFL, a famosa liga profissional de futebol americano dos EUA, têm padrões rígidos para recrutar seus jogadores entre os jovens vindos das universidades. Todo ano, no chamado “draft”, eles selecionam os novatos com base em um conjunto de habilidades atléticas que, em sua visão, prediziriam a performance. Mas isso fez com que Tom Brady, um dos maiores quarterbacks da história, fosse escolhido só na sexta rodada do draft – ele não atendia aos micropadrões.   

Na strategy+business, David Reimer, CEO da consultoria Merrick & Co, e o colega Adam Bryant afirmam que headhunters e empresas cometem os mesmos erros dos times da NFL ao escolher os líderes C-level. De 2008 a 2018, eles realizaram uma pesquisa com mais de 2,5 mil líderes de empresas que faturam acima de US$ 100 milhões anuais ( 70% delas, acima de US$ 5 bilhões) e descobriram que apenas quatro “X factors” fazem a liderança extraordinária.  

**1) Ser capaz de simplificar e “operacionalizar” a complexidade.**

O atual ritmo de transformação do mundo dos negócios obriga os gestores a enfrentar novas e complexas questões, o que requer capacidade de lidar com a incerteza e a agilidade para aprender. 

Os líderes extraordinários, porém, vão além. Eles se apropriam da complexidade ao criar narrativas simples e operacionais, que podem ser prontamente entendidas e incorporadas pela equipe. Desse modo conferem clareza ao problema a ser superado e abrem caminho para a construção de um plano de ação simples e factível. 

**2) Ser capaz de orientar a ambição para toda a organização.**

As pessoas tendem a pensar e agir dentro de silos. Para fazer a empresa ser um todo, é preciso conseguir superar duas características humanas: o tribalismo e a sensação de segurança provenientes do fato de se operar dentro dos limites do que já se conhece bem. O líder excepcional leva as pessoas a operar além de seu silo.  

**3) Saber atuar em uma equipe que não se lidera.**

Saber atuar bem em equipe, mesmo quando não se está na liderança, pode ser muito desafiador para a grande maioria dos gestores. Os executivos mais efetivos, porém, enfatizam a importância da liderança, tanto individual como coletiva, acima de tudo como o meio de se alcançar os objetivos estratégicos, focando sua própria contribuição na perspectiva estratégica, mais do que em ações táticas. Em outas palavras, compreendem adequadamente o que significa o trabalho em equipe.

**4) Saber desenvolver lideranças.**

Alguns gestores enxergam as pessoas como ativos que o ajudarão a avançar na própria carreira. Outros percebem o potencial de seus colaboradores e assumem a responsabilidade de contribuir para seu desenvolvimento. Esses são os grandes, que recrutam pessoas com pontos de vista diversos, promovem candidatos “não tradicionais” e apoiam quem pensa diferente – o único modo de vencer neste mundo complexo.

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