#TBT

Os segredos dos mais produtivos continuam iguais?

Em 2015, apresentamos produtividade como função do autoconhecimento. Hoje, isso se acentuou
Adriana Salles Gomes é diretora-editorial de HSM Management.

Compartilhar:

Uns ficam mais produtivos quando dormem mais; outros, quando escutam música em fones de ouvido nas ruas. Pessoas produtivas estabelecem rotinas e formas muito peculiares de se energizar e de produzir. Você já estabeleceu seu modelo?
Assim começava um texto publicado em 2015 por esta revista. Convidava à personalização e à flexibilidade das rotinas de trabalho cinco anos antes de a pandemia forçar esse tema na agenda. O artigo combinava os hábitos de diferentes pessoas produtivas com uma análise de Rubens Pimentel, especialista em coaching e treinamento para gestão do tempo.

## O que dizíamos em 2015
Pimentel fazia uma sugestão inicial: “olhe seu cotidiano primeiro de maneira macro e comece por estabelecer intervenções gerais nele; só depois você irá em direção aos detalhes”. E adicionava que colocar um mínimo de disciplina e organização no dia a dia, priorizando o que era simples e fáceis, funcionaria como uma fagulha inicial.

Como mínimo de disciplina, Pimentel dava alguns exemplos:
1. Preparar o dia seguinte ao final do dia de trabalho anterior por escrito.
2. Definir a primeira atividade do dia.
3. Determinar a rotina de breves paradas e momentos de alimentação.
4. Fazer uma escolha sobre como lidar com fontes de distração – por exemplo, e-mails e redes sociais.
5. Descobrir em que local a produtividade é maior.
6. Listar os bons e os maus hábitos e priorizar os primeiros.
7. Escolher uma filosofia pessoal para guiar as escolhas dali para a frente. (Por exemplo, “templates” para lidar com interrupções – e-mails, reuniões etc.)

Pimentel fazia uma promessa e um alerta. Retomar algum controle sobre o tempo reduziria a ansiedade de pronto e, assim, aumentaria a produção, mas relaxar era (e é) obrigação.

Bobbi Brown, a fundadora e líder da Bobbi Brown Cosmetics (marca que é hoje muito forte no TikTok) era um dos perfis descritos:
__Hora de acordar: 6h.__ “Tenho dois cachorros que são meu despertador.”
__1º ato da manhã:__ “Tomo dois copos de água e um café espresso duplo”.
__Registros:__ “Uso o app Notes, que vem com o iPhone, para tudo”.
__Filosofia:__ “Paixão, saúde, equipe”.
__Mensagens:__ “Tento responder na hora, mas curto. ‘Meu Deus!’, ou ‘Fantástico!’, ou ‘Sem chance!’”.
__O que faz em 15 minutos livres:__ “Vou às compras. Não tenho estilista para eventos – visto-me sozinha. Isso me dá um pouco de liberdade”.
__Último ato:__ “Desligo a TV!”.
__Hora de ir para a cama:__ 22h30.

## O que dizemos hoje
Além de a flexibilidade no trabalho e os momentos de home office terem virado paradigma em muitos contextos desde a covid-19, em 2020, as ferramentas tecnológicas explodiram nesses oito anos em variedade e potência. A discussão sobre saúde mental também se ampliou fortemente.

Essa nova conjuntura permite acentuar a personalização da produtividade, e três pontos chamam particularmente a atenção:
• Exercício físico e boa alimentação ganharam mais importância.
• Momentos de aprendizado, idem.
• Convívio e diversão com família e amigos, idem.

Ah! Os segredos compartilhados por Rubens Pimentel continuam iguais.

Artigo publicado na HSM Management nº 158.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Cultura organizacional, ESG
14 de janeiro de 2026
Cumprir cotas não é inclusão: a nova pesquisa "Radar da Inclusão" revela barreiras invisíveis que bloqueiam carreiras e expõe a urgência de transformar diversidade em acessibilidade, protagonismo e segurança psicológica.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional
13 de janeiro de 2026
Remuneração variável não é um benefício extra: é um contrato psicológico que define confiança, engajamento e cultura. Quando mal estruturada, custa caro - e não apenas no caixa

Ivan Cruz - Cofundador da Mereo

5 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Estratégia
12 de janeiro de 2026
Empresas que tratam sucessão como evento, e não como processo, vivem em campanha eleitoral permanente: discursos inflados, pouca estrutura e dependência de salvadores. Em 2026, sua organização vai escolher maturidade ou improviso?

Renato Bagnolesi - CEO da FESA Group

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
9 de janeiro de 2026
Alta performance contínua é uma ilusão corporativa que custa caro: transforma excelência em exaustão e engajamento em sobrecarga. Está na hora de parar de romantizar quem nunca para.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
8 de janeiro de 2026
Diversidade não é jogo de aparências nem disputa por cargos. Empresas que transformam discurso em prática - com inclusão real e estruturas consistentes - não apenas crescem mais, crescem melhor

Giovanna Gregori Pinto - Executiva de RH e fundadora da People Leap

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de janeiro de 2026
E se o maior risco estratégico para 2026 não for uma decisão errada - mas uma boa decisão tomada com base em uma visão de mundo desatualizada?

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB – Global Connections

8 minutos min de leitura
Estratégia, ESG
6 de janeiro de 2025
Com a reforma tributária e um cenário econômico mais rigoroso, 2026 será um divisor de águas para PMEs: decisões de preço deixam de ser operacionais e passam a definir a sobrevivência do negócio.

Alexandre Costa - Gerente de Pricing e Inteligência de Mercado

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
5 de janeiro de 2026
Inovar não é sinônimo de começar do zero. A lente da exaptação revela como ideias e recursos existentes podem ser reaproveitados para gerar soluções transformadoras - da biologia às organizações contemporâneas.

Manoel Pimentel - Chief Scientific Officer na The Cynefin Co. Brazil

8 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Cultura organizacional, Tecnologia & inteligencia artificial
2 de janeiro de 2026
Em 2026, não será a IA nem a velocidade que definirão as empresas líderes - será a inteligência coletiva. Marcas que ignorarem o poder das comunidades femininas e colaborativas ficarão para trás em um mundo que exige empatia, propósito e inovação humanizada

Ana Fontes - Fundadora da Rede Mulher Empreendedora e do Instituto RME. Vice-Presidente do Conselho do Pacto Global da ONU Brasil e Membro do Conselho da Presidência da República - CDESS.

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de janeiro de 2026
O anos de 2026 não será sobre respostas prontas, mas sobre líderes capazes de ler sinais antes do consenso. Sensibilidade estratégica, colaboração intergeracional e habilidades pós-IA serão os verdadeiros diferenciais para quem deseja permanecer relevante.

Glaucia Guarcello - CEO da HSM, Singularity Brazil e Learning Village

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança