Contagem regressiva

Otimismo, apesar de tudo

O economista e filósofo Eduardo Giannetti, um dos intelectuais mais importantes do Brasil, segue apostando na força e na originalidade da cultura brasileira – ainda que, neste momento, saltem aos olhos o sofrimento trazido pela pandemia e algumas de nossas características menos apreciáveis. Nesta entrevista a HSM Management, ele reafirma que precisamos enfrentar questões seculares, como a desigualdade, analisa os efeitos da pandemia sobre o País e fala sobre a “crise da ecologia psíquica” que vivemos

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### 10 – A pandemia tem sido vista como um divisor de águas: haverá um antes e depois do novo coronavírus. Está correta essa percepção?

É difícil dizer. Nós passamos por uma epidemia ainda mais trágica pelo número de mortes, que foi a gripe espanhola há um século. As estimativas giram em torno de 50 milhões de mortos. Olhando em retrospecto, não dá para dizer que o mundo se tornou outro. Aliás, nem mesmo as duas guerras mundiais – que foram traumas de uma proporção extraordinária e, nesse caso, provocados diretamente por ação humana – começaram um novo mundo.
Eu tenho três certezas em relação ao mundo pós-pandemia. A primeira: será um mundo mais endividado, tanto no setor público como no privado. O tamanho do experimento de política fiscal e monetária nos Estados Unidos não tem precedente na história econômica. A OECD está prevendo dívidas médias acima de 130% do PIB para os países de alta renda, o que supera o que vimos na Segunda Guerra Mundial.
A segunda certeza: será um mundo menos globalizado. Aquela hiperglobalização que assistimos no período que precede a crise financeira de 2008 já vinha sendo atenuada. A interdependência que se criou ganhou uma visibilidade muito grande na pandemia. Esse processo tende a arrefecer. A pandemia revelou o excesso de dependência em relação a poucos fornecedores, ou mesmo um só.
A terceira certeza é o aumento do trabalho remoto e da digitalização da atividade econômica. Aprendemos muito sobre as possibilidades de uso de ferramentas digitais para evitar deslocamentos desnecessários e uso questionável de espaços físicos. A digitalização era um filme em câmera lenta, e a pandemia apertou o fast forward.

### E o que dizer das incertezas?

A primeira diz respeito à própria pandemia. Estamos em uma corrida entre as vacinas, de um lado, e as mutações do vírus, de outro, que agora têm um espaço fabuloso num país como a Índia para testar novas variantes. Os números são muito positivos quando se olha para o que ocorreu com a incidência de casos e mortes nos países mais avançados na vacinação. Mas é cedo para cantar vitória.
A segunda incerteza é o que acontece com as economias quando vai sendo suspenso todo o suporte fiscal e monetário que se impôs. É como um doente na UTI que está começando a convalescença. É preciso desligar os aparelhos, diminuir a medicação, mas como ele reage? Os economistas mais cautelosos preferem admitir que não sabemos.
Outra dúvida é sobre o efeito do trauma na nossa psicologia. Será que vamos ficar terrivelmente avessos ao risco? Ou veremos o contrário? Vários exemplos históricos mostram que, passada a adversidade, vem o desaforo: as pessoas querem aproveitar a vida e redescobrir prazeres. Um exemplo brasileiro foi a saída da gripe espanhola. O carnaval se configurou como uma festa de exuberante expressão erótica, afetiva e de alegria exatamente no Carnaval da Gripe. Talvez ocorra algo semelhante, mas pode ser que venha primeiro uma fase de aversão ao risco. São dois vetores que medem forças e que talvez não se excluam.

### Que outras lições já aprendemos com a pandemia?

Sempre que há uma grande calamidade, torna-se muito presente a importância de poder centralizado e de regras de convivência bem internalizadas nos cidadãos. As culturas que têm isso mais forte, como as asiáticas, estão respondendo de uma forma muito mais efetiva do que onde impera o individualismo exacerbado. Olhe o caso do Vietnã. São 95 milhões de habitantes e um total acumulado de 35 mortos até abril deste ano. Recentemente foi divulgada a história de um comissário de bordo da Vietnam Airlines que havia voltado do Japão. O rapaz de 29 anos violou o confinamento obrigatório de 20 dias para fazer uma prova da universidade. Por azar, ele estava com covid-19. Rapidamente, conseguiram rastrear seus contatos: ele havia contaminado três pessoas de um total de 46 com quem havia se encontrado. Foi condenado a dois anos de reclusão. Em tempos normais, essa supressão do indivíduo não parece um bom caminho, mas em tempos de emergência coletiva dá resultado.
O padrão ocidental, muito exacerbado nas Américas, é do individualismo. E, no caso brasileiro, um individualismo selvagem em que o povão vai ao pancadão e a elite, aos cassinos. Num momento como o atual, que exige muita disciplina e um poder esclarecido, o Brasil sofre desproporcionalmente. Eu espero que consigamos amadurecer para cuidar de certas características da nossa formação que nos tornam muito frágeis, como a desigualdade. Ela é ética e socialmente condenável em qualquer circunstância. Precisamos enfrentar questões seculares que prejudicam a nossa existência como nação e como um projeto de realização humana.

### A agenda do desenvolvimento sustentável sai fortalecida ou enfraquecida com a pandemia?

A pandemia é parte do contexto de crise na relação entre a humanidade e o mundo natural. É altamente provável que a origem tenha sido um encolhimento dos habitats naturais de espécies que são portadoras de centenas ou milhares de vírus. A mudança climática, como o presidente americano Joe Biden tem corretamente insistido, não pode ser resolvida por um único país. Se não houver um acordo entre EUA, China e União Europeia, há pouco o que o resto do mundo possa fazer. Estou otimista, pois acho que a derrota de Donald Trump afastou a maior ameaça ao enfrentamento dessas questões.

### Considerando as mudanças pelas quais estamos passando, quais devem ser as prioridades das empresas?

A pandemia traz uma reconfiguração da atividade econômica. Empresas que já vinham mal das pernas não resistiram à travessia. Há um processo muito forte de consolidação. E também uma reconfiguração em termos de mix de setores. Alguns inevitavelmente vão encolher, como a aviação. No varejo e nas finanças, a digitalização mudou o jogo. No entretenimento, as TVs abertas e fechadas estão perdendo pé porque o streaming é dominante. Na área de notícias, ainda está tudo muito fluido, pois as pessoas ainda não aceitam pagar pela produção de conteúdo. Mas a pandemia não muda fundamentalmente o imperativo imposto pela economia de mercado: fazer com eficiência algo a ser consumido pelos clientes. Inovação será parte da resposta.
No caso do Brasil, vamos ter que repensar a nossa relação comercial com o mundo, aumentando a exportabilidade do PIB. Vamos ter de importar mais também. Porque se não importarmos insumos, tecnologia e bens de capital, não vamos ter a competitividade necessária para aumentar a exportabilidade do PIB. É uma via de mão dupla.
O economista Edmar Bacha mostrou como nos últimos 70 anos só 12 países venceram a chamada “armadilha da renda média”. Todos eles se integraram ao fluxo mundial de comércio. Alguns, como os Tigres Asiáticos e Israel, fizeram isso vendendo manufaturados. Outros, como os países da periferia do sul da Europa, vendendo serviços, turismo e capturando os recursos de trabalhadores que foram para outros países. E, por fim, houve países que exportaram commodities, como Austrália, Nova Zelândia, Noruega e Chile.

### E qual seria a opção correta para o Brasil?

Podemos ter as três coisas: vender manufaturados, serviços e commodities. Mas temos de mudar a lógica econômica. As multinacionais vieram para cá em uma lógica de substituição de importações. O contrato implícito era o investimento em troca de um mercado cativo. O contrato agora terá de ser: as empresas poderão importar insumos, processá-los, agregar valor, atender o mercado interno, mas exportar para o mundo competitivamente também. É uma lógica diferente. O Brasil é 3% do PIB mundial, e a nossa exportação é 1% do total. Então temos espaço. A busca de mais diversidade de fornecedores pode tornar o Brasil relevante em alguns segmentos específicos para os quais tenhamos vantagem.

### Em sua palestra na HSM Expo de 2017, o senhor apresentou uma visão otimista acerca das possibilidades de o Brasil apresentar uma alternativa ao modo americano e europeu de viver. A pandemia abalou sua fé em nossa trajetória?

Digo com muita convicção que ela permanece viva, embora traços da nossa psicologia social e da nossa formação histórica nos prejudiquem em um momento de emergência coletiva e de calamidade. Ninguém cresce, seja na vida pessoal ou na coletiva, sem passar por momentos de adversidade. O que nos mobiliza recursos e forças é exatamente a necessidade de superá-los. Eu espero que a pandemia tenha o dom de suscitar um processo de amadurecimento e de resposta construtiva.
As características belas da cultura brasileira, a nossa disposição a viver o momento, o doce sentimento da existência, uma afabilidade das relações pessoais, são coisas a serem cultivadas, preservadas e valorizadas. Mas sabemos que enveredamos para o individualismo selvagem do salve-se quem puder, que é parte do mesmo conjunto, e isso causa agora danos irreparáveis. Mas sigo totalmente confiante. Já vi o País cair no precipício e voltar inúmeras vezes. As nações e as sociedades têm forças regenerativas, assim como a natureza em grande medida, que são muito surpreendentes. Não há razão para o Brasil não conseguir superar esse trauma de maneira construtiva, preservando os traços que o definem.

### E do ponto de vista do indivíduo? Alguma recomendação para conseguir atravessar bem esse momento?

É um momento propício para repensar projetos e valores. Será que a vida reflete o que eu acredito que traga realização para a existência humana? Pessoas que viram a morte de perto frequentemente mudam profundamente o seu modo de ser e agir. O que ficará de mim depois que eu não estiver? A minha família, a minha contribuição para a sociedade, alguma coisa boa que eu deixei e que viva na memória dos homens e das mulheres. Como diz o poeta inglês Philip Larkin: “O que sobrevive de nós é o amor”. O momento atual talvez possa reacender a perspectiva de que a nossa vida transcorre, em grande medida, sob o efeito de falsos valores que não representam aquilo que imaginamos como o nosso ideal.

### Haverá disposição para essa reflexão? Parece haver um esgotamento das pessoas diante da pandemia.

O problema da saúde mental é um tema que eu já havia tratado no meu livro Trópicos utópicos. Não era ainda na perspectiva da pandemia, mas eu percebia como uma situação que vinha se agravando no mundo civilizado. É o que notou o economista inglês Angus Deaton em seu livro Mortes por desespero. Ele mostrou nos Estados Unidos algo sem precedentes no mundo moderno desde o Iluminismo: a queda da expectativa de vida ao nascer. Não porque aumentou a mortalidade infantil, mas porque aumentou muito a mortalidade de americanos de meia-idade, especialmente brancos. É uma categoria que está sendo chamada de mortes por desespero, que é o abuso de opioides, o suicídio e doenças hepáticas. Há uma crise da ecologia psíquica, que talvez seja a contrapartida interna da crise da ecologia do mundo natural. E isso vai se tornar muito central agora.

### Seu livro mais recente, O anel de Giges, discute a relação entre ética e felicidade a partir de uma fábula, descrita por Platão, em que um camponês encontra um anel que lhe dá o poder da invisibilidade. Isso lhe permitia agir impunemente sempre que desejasse. A história me fez pensar nos desafios ambientais que vivemos e questionar se os líderes empresariais teriam agido, ao longo das décadas, como se tivessem o anel de Giges no dedo. Essa ideia faz sentido?

Não dá para generalizar. Mas é um bom exercício para cada líder imaginar-se na posse do anel de Giges. Com sinceridade. Isso pode contribuir para o autoconhecimento e para o reconhecimento de fraquezas, que é um primeiro passo para a mudança. Eu fiquei ruminando esse assunto por mais de 30 anos. E fui questionando muita gente sobre como cada um reagiria. Muita gente me dizia que não mudaria um milímetro no comportamento se pudesse agir de forma invisível. Alguns ficavam até ofendidos quando eu propunha que fizessem o experimento mental por si. Mas conheço muitas dessas pessoas, e eu sei que fazem um monte de coisas escondidas. Então me parece que elas se defendem daquilo que se passa na sua interioridade e não admitem para si mesmas.
O próprio ciclo de vida tem um papel muito forte na resposta da possibilidade do anel. Eu cometeria enormidades se me caísse um anel desses quando eu tinha 20 e poucos anos. Hoje um pouco menos. É interessante porque o anel te dá uma grande liberdade nos relacionamentos humanos, econômicos, afetivos e profissionais, mas não elimina a finitude e as fraquezas que a natureza impõe à nossa existência.
Mesmo tendo o anel, a pessoa continua mortal, sujeita às mazelas e às doenças que acometem a todos. Se ela tomar heroína, o efeito danoso será igualzinho tendo ou não o anel. Então o mundo da physis, para usar o termo grego, continua impondo restrições. O que desaparece são as restrições da nomos, as convenções, as leis, a condenação moral. Mas a physis continua operante. É preciso fazer escolhas no tempo de qualquer jeito, e você terá de lidar com a sua finitude. E, se fizer bobagem, o custo e os juros virão do mesmo jeito. E tudo isso foi pensado há 2.400 anos!

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