Liderança
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Paradoxos da liderança

Ao promover autonomia e resultados, líderes se fortalecem, reduzindo estresse e superando o paternalismo para desenvolver equipes mais alinhadas, realizadas e eficazes.
Rubens Pimentel é CEO da Trajeto Desenvolvimento Empresarial e já treinou mais de 32 mil executivos e profissionais.

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Atualmente, a liderança nas empresas enfrenta uma pressão significativa, e as razões para isso são evidentes nas interações com líderes durante nossas sessões de coaching, consultorias e treinamentos. As principais preocupações giram em torno das dificuldades em gerar resultados, promover um bom relacionamento entre os membros da equipe, aumentar a satisfação com a empresa e, consequentemente, garantir a felicidade no ambiente de trabalho.

É comum observar que profissionais formados em áreas técnicas, como engenharia, muitas vezes não recebem a preparação necessária para lidar com questões relacionadas ao bem-estar e à motivação das pessoas. Além disso, persiste em nossa cultura a ideia de que, para que alguém execute uma tarefa, necessita de um “pai” que o supervise, oriente e assuma a responsabilidade. Essa mentalidade paternalista cria um paradoxo que gera estresse e sobrecarga de responsabilidades nos líderes, tornando sua atuação insustentável.

A solução, paradoxalmente, é: para cuidar das pessoas de sua equipe, esqueça o paternalismo e cuidados excessivos nos relacionamentos. Embora possa parecer contraditório, líderes bem-sucedidos têm se concentrado em alcançar resultados, apoiar o desenvolvimento da equipe e na qualidade das decisões tomadas por cada membro. O desempenho desses líderes frequentemente supera o de aqueles que tentam atuar como “psicólogos corporativos”. As equipes sob sua liderança relatam maior alinhamento com os objetivos da empresa, uma conexão mais forte com o líder e, consequentemente, maior satisfação.

Este paradoxo revela que, ao não adotar uma abordagem paternalista, os líderes conseguem promover um ambiente mais positivo, o que resulta em uma redução do estresse e de justificativas e reclamações.

Recomendo a todos os líderes que adotem uma visão de suas áreas e profissionais como unidades autônomas de tomada de decisão. A partir dessa perspectiva, monitore a qualidade das decisões, oferecendo apoio com sua experiência para aprimorar a eficácia da equipe.

Você pode se questionar sobre a execução das atividades. Se esta não estiver dentro dos padrões desejados, a recomendação é clara: implemente treinamentos e ações de capacitação.

Para iniciar, mapeie suas áreas e colaboradores em termos de necessidades e capacidades de tomada de decisões, além de identificar as competências de cada um. Isso proporcionará um panorama poderoso da capacidade de realização do time. Assim como um maestro, você, como líder, deve “afinar” sua equipe para que todos toquem a mesma melodia com excelência.

Pense nisso com carinho.

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