Carreira, Comunidades: CEOs do Amanhã

Percepções de um jovem no setor público

Os desafios, aprendizados e perspectivas de um young leader em uma posição de liderança no executivo municipal
Diretor do departamento de planejamento, gestão e finanças da unidade de gestão de assistência e desenvolvimento social da Prefeitura de Jundiaí.

Compartilhar:

Você acha sexy trabalhar no governo? Quando te falam de serviço público, você imagina um ambiente propício à inovação? Imagina que pautas disruptivas são discutidas numa sala com decoração descolada? Imagino que a resposta seja não, certo? Então, vamos explorar juntos o que pode mudar para tornar o setor público um segmento mais atrativo para os mais jovens: as formas possíveis de fazer política e o protagonismo jovem, [os conflitos geracionais e os critérios de contratação](https://www.revistahsm.com.br/post/geracao-covid-e-a-juventude-potencia), e o intraempreendedorismo e as oportunidades de mudança cultural.

De início, devemos lembrar que vivemos em um regime democrático, em que, segundo a origem do termo – do grego *demokratía*, que é composta por *demos* (povo) e *kratos* (poder) –, o poder emana do povo, que escolhe, por meio do voto, seus representantes a nível federal, estadual e municipal, tanto para o legislativo quanto para o executivo.

E nós com isso? Visto o contexto brasileiro, com os escândalos de corrupção deflagrados nas últimas décadas e forte associação realizada entre o governo e a política partidária, estigmatizada com o que chamamos da “velha política” – de esquemas escusos, trocas de favores e interesses particulares sendo tratados no âmbito público e, mais grave, acima do interesse público –, além da desestimulante sensação de impunidade, é compreensível ver o jovem cada vez menos interessado em fazer parte deste “jogo”.

A partir das manifestações de junho de 2013, movimentos surgiram e reaproximaram o jovem da discussão pública, caso da [Vetor Brasil](https://vetorbrasil.org/quem-somos/), organização do terceiro setor que já colocou mais de 500 trainees em mais de 120 órgãos públicos, em 40 governos pelo Brasil, e iniciativas como o [Politize!](https://www.politize.com.br/quem-somos/), de educação política, além de movimentos suprapartidários como o [RenovaBR](https://renovabr.org/quem-somos/) e o [Acredito](https://www.estudarfora.org.br/movimento-acredito-renovar-politica/), que visam formação de novas lideranças para concorrer a cargos eletivos.

## Escuta ativa da comunidade
Para além dos direitos de votar e ser votado que nos garante o regime democrático, dos mecanismos burocráticos descritos na Constituição Federal e das organizações da sociedade civil com finalidade específica, é de vital importância para o gestor público, sobretudo no âmbito municipal, estar com alinhado às lideranças comunitárias, principalmente, por um princípio de equidade, daquelas localidades onde a presença do Estado – ou a ausência dele – se converte num fator acentuador de desigualdades.

Na nossa rotina do trabalho estão previstas, portanto, com certa frequência, ações de escuta da comunidade por meio de alguns de seus principais representantes, protagonistas nos seus territórios, e de fomento dessas redes sociais temáticas.

## Quem trabalha no setor público
O [setor público tem mecanismos tidos como tabus](https://www.revistahsm.com.br/post/uma-gestao-inovadora-e-publica), como reportado por Sílvio Anaz, onde a estabilidade no emprego e os cargos de confiança são dois aspectos muito criticados. Se de um lado “a estabilidade no emprego é fundamental para a boa gestão pública”, ao mesmo tempo ela “não pode significar a impossibilidade de demitir maus funcionários, e isso está previsto na lei brasileira, só não é muito utilizado”, como contou Fernando Burgos, coordenador do centro de Estudos em Administração Pública e Governo da Fundação Getúlio Vargas.

Os sistemas de avaliação de desempenho estão vinculados à progressão salarial dos servidores e isso faz sentido, mas apenas se houver concomitantemente uma cultura de feedback e de atualização e aperfeiçoamento pessoal e profissional entre os servidores de carreira, com Planos de Desenvolvimento Individual sendo elaborados seriamente.

Com relação aos cargos em comissão (os “cargos de confiança”), os mais prestigiados do governo podem ser fator importante a corroborar com a associação dos jovens – e do eleitor, de maneira geral – entre governo e política, partindo da percepção de que já há uma certa desconfiança e descrença na classe, devido à corrupção e indicações aos cargos sem critérios claros, [técnicos e comportamentais](https://www.revistahsm.com.br/post/comportamento-experiencia-digital-e-tecnologias-no-futuro-da-sala-de-aula), para o preenchimento dos mesmos.

Caio Marini, professor da Fundação Dom Cabral, concorda que é justo e recomendável que o governante leve pessoas de sua confiança para posições-chave na administração pública. “O problema está na qualificação e na quantidade desses profissionais”, diz, defendendo também que a quantidade de cargos de confiança está superdimensionada e que é necessário estabelecer critérios de competência para ocupá-los.

## Poder público, gerações e cultura
Os [conflitos geracionais](https://www.revistahsm.com.br/post/uma-geracao-comprometida) estão presentes em qualquer ambiente de trabalho. Num ambiente onde a grande maioria das entradas de funcionários leva em consideração o desempenho em uma avaliação generalista e técnica, e cuja via praticamente exclusiva de saída é a aposentadoria por tempo de serviço; onde a melhoria contínua dos processos ou autodesenvolvimento não são estimulados, as rivalidades entre novos servidores e servidores mais antigos ficam acirradas, podendo comprometer a qualidade do serviço.

Num ambiente com essas características, executar uma [transformação digital no Estado](https://www.revistahsm.com.br/post/a-transformacao-digital-no-estado), melhorando a qualidade dos serviços à população, tornando-os mais eficientes, eficazes e efetivos, e tornando o governo mais inclusivo e mais transparente, é um desafio ainda mais complexo do que nas empresas privadas.

As dificuldades intergeracionais não estão limitadas ao Brasil. Em [texto do Apolitical](https://apolitical.co/en/solution_article/government-is-getting-old?utm_campaign=Weekly%20Briefing%20%E2%80%93%20Platform&utm_medium=email&_hsmi=114321821&_hsenc=p2ANqtz-_6aBckfplgEWPa2KYceDvfSu6AhZ8xZOu57r8fVFv8sZ4ntr47AgO6jJ1jg0UwYh06j8smqxtJJzTEPnfA4N0ZbqhGx4uBB6V6P3MKm5rcfmWTkP8&utm_content=113897927&utm_source=hs_email), uma jovem de 28 anos narra suas dificuldades no governo norte-americano, em que apenas 7% dos servidores têm menos de 30 anos e que também apresenta morosidade de processos, insatisfação com salários e baixo estímulo à formação continuada. O mesmo artigo menciona ainda uma pesquisa que diz que servidores mais antigos são menos produtivos e mais lentos no aprendizado de novas habilidades. Cerca de 45% dos servidores têm mais de 50 anos e cresceram antes mesmo do advento da internet.

## Por que, então, o serviço público?
O artigo do Apolitical cita quatro fatores que podem trazer o jovem para o serviço público nos Estados Unidos, mas que podem ser extrapolados à realidade tupiniquim:

__1. Tornar o governo excitante de novo:__ Para o consultor Jack Markiewicz, o serviço público por lá é tido como burocrático e antiquado, e os jovens querem um [trabalho com propósito](https://www.revistahsm.com.br/post/a-reinvencao-do-empreendedorismo-a-partir-do-proposito). “Precisamos dar destaque às pessoas – pessoas que podem contar aos outros o que fazem em seu trabalho, como se sentem e como estão dando uma contribuição. É assim que você torna um trabalho marcante”, disse Jodi Starkman, diretor executivo de recursos humanos.

__2. Construir um funil de jovens interessados:__ No Reino Unido, há o *Civil Service Fast Stream*, um programa de desenvolvimento competitivo que seleciona talentos para o governo. Menos de 5% dos candidatos são recomendados, o que torna o programa muito prestigioso. Na nossa realidade, essa proposta se adequaria ao formato atual de contratação dos cargos comissionados.

__3. Criar uma cultura solidária:__ o artigo traz pesquisa em que os jovens afirmam querer [trabalhar com autonomia](https://www.revistahsm.com.br/post/experiencia-do-colaborador-autonomia-e-inteligencia-de-dados) e tolerância ao risco, com espaço para aprender. A cultura, portanto, pode ser mais importante que o pagamento quando se trata de reter talentos. Substituir a competição e o jogo de vaidades por uma cultura colaborativa é um movimento que deve acontecer “de dentro para fora”, com a entrada gradual de novas gerações.

__4. Reformular as práticas de gestão e afastar a mentalidade de “trabalho para a vida”:__ Uma troca no sistema de contratação é proposta, com os jovens menos inclinados a passar muitos anos num mesmo cargo. No Canadá, o programa *Free Agents* permite que um seleto grupo de servidores públicos altamente qualificados passe de um departamento a outro, escolhendo projetos segundo seus talentos e interesses. Já os gerentes de contratação têm acesso a um grupo de funcionários públicos previamente avaliado e pronto para trabalhar.

Para um jovem, as expectativas no setor público têm de estar atreladas a um propósito forte e à oportunidade. O fator estabilidade também pode pesar, mas não há uma definição de plano de carreira ou garantia de mobilidade horizontal. Nesse sentido a fala da Letícia Piccolotto, da Brazil Lab, no [Brazil-UK Tech Summit](https://www.youtube.com/watch?v=lbNMi0gKDAw&ab_channel=UKinBrazil) (participação dela começa em 1h25 de evento), traz um pouco de esperança, no sentido de que já foram feitos avanços nos últimos anos nos modelos possíveis de compras públicas, por exemplo, nos motivam a crer que o cenário pode mudar e, assim, estimular outros jovens a ingressarem no serviço público.

A criação de uma cultura passa pelo convencimento das demais lideranças e mora aí uma grande oportunidade de intraempreender, tanto ao emular oportunidades de mobilidade lateral dentro do meu time, promover participação em projetos de diferentes naturezas, garantir um ambiente colaborativo e de tolerância ao erro, quanto ao estimular a novas ferramentas que irão conferir maior qualidade do serviço e produtividade, além de promover a capacitação permanente e reconhecer internamente os servidores que mais se destacam.

Todos os desafios se potencializam quando levado em conta o cenário de atuação num serviço essencial durante uma pandemia e o fato de que praticamente todo o meu time é mais velho que eu. Há também os desafios de estruturar uma [cultura de teletrabalho](https://www.revistahsm.com.br/post/compliance-no-home-office) e ao mesmo tempo controlar as entregas do time, sem cair nas armadilhas do microgerenciamento, ainda assim continuar estimulando a cooperação. Neste contexto, cabe estar atento para evitar a visão simplista e ingênua de que apenas o uso de tecnologia ou a inserção de novas ferramentas vai resolver todos os problemas, uma vez que o foco tem de ser em mudar a cultura do local.

Um grande aliado nesse processo é o trabalho em rede. Redes de apoio internas com outros jovens servidores, redes de apoio externas com servidores de outras localidades, conexões profissionais de fora do serviço público. Usar das conexões estabelecidas com stakeholders, do poder público, iniciativa privada ou sociedade civil, para viabilizar a elaboração e execução das políticas públicas, foi o que aprendi com meu gestor, grande incentivador e mentor profissional, além de um amigo pessoal, Roberto Araújo, falecido vítima da Covid-19, a quem dedico a produção desse texto.

E para você, leitor, que argumentos te convenceriam a trabalhar no primeiro setor?

Compartilhar:

Artigos relacionados

Por que equipes entendem a estratégia e ainda assim não executam?

Muitas organizações possuem metas claras, planejamento estruturado e prioridades bem definidas, mas continuam enfrentando dificuldades para transformar estratégia em resultado. O problema raramente está na falta de entendimento. Está na capacidade de mobilizar pessoas, construir segurança psicológica e criar uma cultura em que colaboradores se sintam parte da solução, e não apenas destinatários das decisões.

Geopolítica da transição: o país precisa transformar potencial em influência

A disputa geopolítica entre Estados Unidos e China, a transição energética e a corrida pela inteligência artificial estão redefinindo o equilíbrio global de poder. Nesse cenário, o Brasil reúne uma combinação rara de recursos estratégicos – energia limpa, minerais críticos e capacidade produtiva – que pode transformar sua posição internacional.

Três hipóteses para redesenhar o primeiro degrau da carreira

A IA não está eliminando apenas empregos. Está eliminando a experiência. Se os profissionais juniores deixam de executar as atividades que historicamente os preparavam para desafios mais complexos, surge um problema silencioso para empresas e para o mercado de trabalho: onde serão desenvolvidos os talentos que ocuparão as posições de liderança e especialização nos próximos anos?

O mito da prioridade “pra ontem” (e como não enlouquecer sua equipe)

A crença de que tudo é urgente pode até transmitir sensação de velocidade, mas frequentemente produz o efeito oposto: queda de qualidade, esgotamento das equipes e perda de produtividade. Mais do que acelerar a execução, liderar exige coragem para definir prioridades, estabelecer limites e fazer escolhas conscientes sobre onde concentrar energia e recursos.

Quando o BIM vira uma ilha: a lição do New York Times para a engenharia

Depois de anos de investimentos em modelagem, capacitação e padronização, muitas empresas de engenharia enfrentam um novo desafio: fazer com que o BIM (Building Information Management) deixe de ser uma competência operacional e passe a influenciar a gestão, a integração entre áreas e a geração de valor para a organização.

Liderança, Estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
20 de setembro de 2026 14H00
Muitas organizações possuem metas claras, planejamento estruturado e prioridades bem definidas, mas continuam enfrentando dificuldades para transformar estratégia em resultado. O problema raramente está na falta de entendimento. Está na capacidade de mobilizar pessoas, construir segurança psicológica e criar uma cultura em que colaboradores se sintam parte da solução, e não apenas destinatários das decisões.

Valéria Siqueira - Fundadora da Let’s Level

5 minutos min de leitura
Geopolítica
20 de setembro de 2026 08H00
A disputa geopolítica entre Estados Unidos e China, a transição energética e a corrida pela inteligência artificial estão redefinindo o equilíbrio global de poder. Nesse cenário, o Brasil reúne uma combinação rara de recursos estratégicos - energia limpa, minerais críticos e capacidade produtiva - que pode transformar sua posição internacional.

Márcio Coimbra - CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
19 de setembro de 2026 14H00
A IA não está eliminando apenas empregos. Está eliminando a experiência. Se os profissionais juniores deixam de executar as atividades que historicamente os preparavam para desafios mais complexos, surge um problema silencioso para empresas e para o mercado de trabalho: onde serão desenvolvidos os talentos que ocuparão as posições de liderança e especialização nos próximos anos?

Matheus Fonseca - Fundador da Leapy

7 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Tecnologia & inteligencia artificial
19 de setembro de 2026 08H00
Profissionais de alto impacto já conseguem pesquisar, analisar, testar hipóteses e executar entregas com um nível de autonomia impensável há poucos anos. O problema é que muitas organizações ainda operam com estruturas, processos e planos de carreira desenhados para limitar exatamente esse potencial.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

8 minutos min de leitura
Liderança
18 de setembro de 2026 14H00
A crença de que tudo é urgente pode até transmitir sensação de velocidade, mas frequentemente produz o efeito oposto: queda de qualidade, esgotamento das equipes e perda de produtividade. Mais do que acelerar a execução, liderar exige coragem para definir prioridades, estabelecer limites e fazer escolhas conscientes sobre onde concentrar energia e recursos.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento

2 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
18 de setembro de 2026 08H00
Depois de anos de investimentos em modelagem, capacitação e padronização, muitas empresas de engenharia enfrentam um novo desafio: fazer com que o BIM (Building Information Management) deixe de ser uma competência operacional e passe a influenciar a gestão, a integração entre áreas e a geração de valor para a organização.

Marcus Granadeiro - Membro do RICS - Royal Institution of Chartered Surveyors (MRICS) e sócio-diretor do Construtivo

3 minutos min de leitura
Vendas, Liderança
17 de setembro de 2026 15H00
Toda equipe de vendas convive com metas. O problema começa quando a pressão pelo resultado transforma forecast em interrogatório, cobrança em ansiedade e gestão em controle excessivo. A autora traz uma reflexão sobre como líderes podem influenciar a performance sem comprometer a confiança e a qualidade das decisões comerciais.

Carol Manciola - CEO da Conectas e autora dos best sellers #BORA BATER META, Coragem e mais alguns Cês da Vida e do recém-lançado Vendas Movem o Mundo.

7 minutos min de leitura
Marketing
17 de setembro de 2026 13H00
As principais lições para quem está entrando no mundo das buscas generativas e quer entender como marcas passam a ser encontradas, citadas e recomendadas pelas IAs

Clayton Melo - Jornalista, estrategista de inovação, GEO PR, storytelling estratégico e comunicador de futuros. Tem MBA em Marketing pela FGV, Master em Foresight e Design de Futuros pela ESPM e formação em Leadership for the AI Age (MIT Professional Education) e Multimedia Storytelling pela University of the Arts London. É diretor de IA, Foresight e Inovação da GBR.

Direito, Regulação & Compliance
17 de setembro de 2026 08H00
Quando uma grande empresa entra em recuperação judicial, os impactos não ficam restritos ao seu balanço. Fornecedores deixam de receber, investimentos são adiados, empregos ficam ameaçados e a atividade econômica perde força, criando um efeito dominó que alcança empresas e consumidores em todo o país.

João Alberto Graça - Advogado, consultor em Direito Tributário, Societário e Governança Corporativa, membro do Conselho de Contribuintes e Recursos Fiscais do Estado do Paraná

5 minutos min de leitura
Liderança
16 de setembro de 2026 18H00
Ao observar a comunicação constante de um pequeno grupo de galinhas-d’angola, o autor encontrou uma metáfora surpreendente para um dos maiores desafios dos líderes: perceber, interpretar e responder aos sinais que as pessoas emitem antes que o silêncio, a desmotivação ou a ruptura se tornem irreversíveis.

Carlos Eduardo de Barros - Fundador e CEO da Cogntion & Business Consultoria, conselheiro de empresas e consultor em estratégia, governança e liderança

12 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução