Marketing e vendas

Personalização das jornadas de consumo como guia do mercado de seguros

Entenda como ações de customer experience trazem transparência, agilidade e simplicidade na relação entre empresas, corretores e clientes; orientações podem servir para outros segmentos, indo além do mercado de seguros
É diretora de transformação da Liberty Seguros Brasil.

Compartilhar:

As mudanças de comportamento dos consumidores, somadas à ascensão da tecnologia, levaram empresas de diversos segmentos a monitorarem mais de perto os padrões de buscas e interesses das pessoas. Em um segundo momento, esses mesmos fatores influenciaram empresários a implementarem soluções personalizadas e digitais para melhorar a [experiência dos públicos estratégicos](https://www.revistahsm.com.br/post/nao-e-apenas-cringe-impactos-das-geracoes-nas-estrategias-de-cx “Customer experiência de acordo com a geração”) com as marcas e atender às necessidades que se transformam constantemente.

Por meio das análises de dados disponíveis sobre os consumidores, ficou mais fácil mapear os novos critérios de decisão de compra de diferentes perfis de clientes – desde as preferências de produtos, formatos de atendimento e possíveis dores que podem ser sanadas, a fim de oferecer uma jornada positiva de consumo.

Segundo o relatório The State of CX Maturity 2021, divulgado pela Zendesk, Inc, em parceria com o Enterprise Strategy Group (ESG), as empresas latino-americanas que continuaram [investindo em experiência do cliente (CX)](https://www.revistahsm.com.br/post/framework—jornada-do-cliente “Jornada de experiência do consumidor “) ao longo do último ano são 6,5 vezes mais propensas a maximizar a resiliência durante a pandemia, e possuem três vezes mais chance de aumentar a base de clientes ano a ano.

Esse cenário de transformação é visível também no setor de seguros, no qual clientes e corretores demandam cada vez mais por soluções personalizadas para as suas necessidades e momentos de vida. Por isso, empresas atuando no mercado devem trabalhar para [garantir experiências customizadas de acordo com a necessidade de cada pessoa](https://www.revistahsm.com.br/post/investimento-em-customer-experience-diferencia-pmes “Investimento em CX”), por meio de produtos e serviços adequados para diferentes perfis de clientes ou recomendações para parceiros de venda.

## CX no mercado de seguros

E o que fazer para acompanhar esse movimento? Primeiro, acredito que as seguradoras precisam adquirir uma mentalidade de personalização e incorporar o comprometimento com o que os consumidores buscam. As empresas focadas em oferecer produtos e serviços customizados chamarão cada vez mais a atenção dos clientes. E essa é uma tendência presente não só no mercado de seguros, mas em diversos outros.

Outro pilar indispensável é o investimento em soluções que atendam às necessidades dessas pessoas, principalmente no ambiente digital – que há anos registra uma adoção cada vez mais acelerada. As seguradoras precisam [incorporar a inovação digital da melhor maneira possível para oferecer experiências de qualidade](https://mitsloanreview.com.br/post/nao-existe-customer-experience-sem-dados “Dados no Customer Experiencer (CX)”) e com propósito a todos os seus públicos.
Para ilustrar, reuni alguns pontos que considero significativos para a experiência dos consumidores e corretores atuando no mercado segurador:

### Digitalização e simplicidade encantam

Em uma pesquisa da Ipsos sobre tendências emergentes, 90% dos participantes declararam que estão ativamente procurando maneiras de simplificar suas vidas e 80% das pessoas afirmaram estar em busca de conveniência, e que pagariam por produtos e serviços que lhe economizem tempo.
Por isso, em um setor tão importante como o de seguros, que cuida de aspectos essenciais da vida das pessoas, como a própria vida, saúde, residência, patrimônios e automóveis, a experiência na compra e utilização dos produtos e serviços tem que ser personalizada, de forma a encantar e fidelizar os clientes.

Para atingir esse objetivo, as companhias precisam estabelecer padrões de excelência no atendimento, principalmente para os estágios iniciais da jornada, e que preferivelmente sejam no formato digital. Um passo fundamental para garantir essa personalização é capacitar a equipe para um atendimento que se adeque às necessidades únicas do consumidor.

### Rapidez como oportunidade

A eficiência e a facilidade no atendimento das demandas também são características primordiais para oferecer uma boa experiência para clientes e corretores. Claro, existem momentos específicos nos quais os públicos deverão ser atendidos minuciosamente, e outros em que a prioridade é o tempo – e as seguradoras devem saber diferenciar esses casos.

Por conta do ritmo acelerado que o mundo vem tomando, é natural que as pessoas exijam uma maior velocidade na solução de problemas, e isso pode ser visto como uma oportunidade. Considerando a pesquisa do Think With Google com foco em dispositivos móveis, nos últimos dois anos houve um aumento de 200% em buscas de expressões como “aberto + agora + perto de mim”, e de 400% na procura por “24 horas + SAC”, o que dá uma mostra da rapidez que os consumidores têm buscado.

Para atender essa nova demanda, as empresas podem incorporar a impaciência dos consumidores positivamente, oferecendo soluções fáceis e personalizadas para cada perfil, que amenizem a correria do dia a dia e se encaixem nas rotinas das pessoas.

### Apoio ao corretor para oferecer uma boa experiência

Nos últimos anos, tem se adaptado constantemente ao cenário em que se encontram, o que deverá se manter para os próximos anos para que continuem oferecendo atendimentos customizados aos consumidores. E, para ajudá-los nessa missão, as seguradoras devem oferecer um atendimento individualizado para os corretores também, disponibilizando recomendações, treinamentos e soluções personalizadas para cada carteira.

Sites dedicados aos parceiros são boas opções para manter esse contato constante, e já são muito utilizados no mercado. Esses portais têm que passar por atualizações com frequência, para que a relação entre as companhias e os corretores seja tão acessível e transparente quanto a com os consumidores.

Atualmente, 62% dos cidadãos brasileiros que fazem compras digitais utilizam apenas o aparelho celular, de acordo com levantamento da MindMiners em parceria com o Google. Diante disso, disponibilizar aplicativos e outros serviços digitais também pode render bons frutos para os negócios dos corretores, que poderão ofertar uma ampla gama de soluções mobile para atender às necessidades específicas de cada cliente – desde aplicativos com informações sobre as apólices, opções de acionar a assistência e reportar sinistros.

*Gostou do artigo escrito pela Daniela Bouissou? Saiba mais sobre estratégias de customer experiencie e jornadas de consumo assinando gratuitamente [nossas newsletters](https://www.revistahsm.com.br/newsletter “Newsletter da HSM”) e ouvindo um podcast especial sobre [construção de carreira e liderança em CX](https://www.revistahsm.com.br/podcasts/pe-na-estrada-com-o-cliente-05-construcao-de-carreira-e-lideranca-em-cx “Carreira e liderança em CX – Experiência do Cliente”) na sua plataforma de streaming favorita.*

Compartilhar:

Artigos relacionados

Na era da AI, o melhor talento pode ser o maior risco

Este artigo propõe analisar como a combinação entre pressão por velocidade, talento autónomo e uso não estruturado de AI pode deslocar a execução para fora dos sistemas formais- introduzindo riscos que não são imediatamente visíveis nos indicadores tradicionais.

Por que os melhores líderes não lutam para vencer

Este é o primeiro artigo da nova coluna “Liderança & Aikidô” e neste texto inaugural, Kei Izawa mostra por que os líderes mais eficazes deixam de operar pela lógica do confronto e passam a construir vantagem estratégica por meio da harmonia, da não resistência, da gestão de conflitos e de decisões sem ego em ambientes de alta complexidade.

De UX para AX: como a era dos agentes autônomos redefine o design, os negócios e o papel humano

Com a ascensão dos agentes de IA, nos deparamos com uma profunda mudança no papel do designer, de executor para curador, estrategista e catalisador de experiências complexas. A discussão de UX evolui para o território do AX (Agent Experience), onde o foco deixa de ser somente a interação humano-máquina em interfaces e passa a considerar como agentes autônomos agem, decidem e colaboram com pessoas em sistemas inteligentes

O álibi perfeito: a IA não demitiu ninguém

Quando “estamos investindo em inteligência artificial” virou a forma mais elegante de não explicar por que o planejamento de headcount falhou. E o que acontece quando os dados mostram que as empresas demitem por uma eficiência que, para 95% delas, ainda não existe.

Da reflexão à praxis organizacional: O potencial do design relacional

Entre intenção e espontaneidade, a comunicação organizacional revela camadas inconscientes que moldam vínculos, culturas e resultados. Este artigo propõe o Design Relacional como ponte entre teoria profunda e prática concreta para construir ambientes de trabalho mais seguros, autênticos e sustentáveis.

Tecnologia & inteligencia artificial, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
14 de abril de 2026 18H00
Este artigo propõe analisar como a combinação entre pressão por velocidade, talento autónomo e uso não estruturado de AI pode deslocar a execução para fora dos sistemas formais- introduzindo riscos que não são imediatamente visíveis nos indicadores tradicionais.

Marta Ferreira

4 minutos min de leitura
Liderança
14 de abril de 2026 14H00
Este é o primeiro artigo da nova coluna "Liderança & Aikidô" e neste texto inaugural, Kei Izawa mostra por que os líderes mais eficazes deixam de operar pela lógica do confronto e passam a construir vantagem estratégica por meio da harmonia, da não resistência, da gestão de conflitos e de decisões sem ego em ambientes de alta complexidade.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

7 minutos min de leitura
User Experience, UX, Inovação & estratégia
14 de abril de 2026 07H00
Com a ascensão dos agentes de IA, nos deparamos com uma profunda mudança no papel do designer, de executor para curador, estrategista e catalisador de experiências complexas. A discussão de UX evolui para o território do AX (Agent Experience), onde o foco deixa de ser somente a interação humano-máquina em interfaces e passa a considerar como agentes autônomos agem, decidem e colaboram com pessoas em sistemas inteligentes

Victor Ximenes - Senior Design Manager do CESAR

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
13 de abril de 2026 14H00
A aceleração da destruição criativa deixou de ser um conceito abstrato e passou a atravessar o cotidiano profissional, exigindo menos apego à estabilidade e mais capacidade de adaptação, recombinação e reinvenção contínua.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
13 de abril de 2026 07H00
Quando "estamos investindo em inteligência artificial" virou a forma mais elegante de não explicar por que o planejamento de headcount falhou. E o que acontece quando os dados mostram que as empresas demitem por uma eficiência que, para 95% delas, ainda não existe.

Atila Persici Filho - COO da Bolder

11 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
12 de abril de 2026 14H00
Entre intenção e espontaneidade, a comunicação organizacional revela camadas inconscientes que moldam vínculos, culturas e resultados. Este artigo propõe o Design Relacional como ponte entre teoria profunda e prática concreta para construir ambientes de trabalho mais seguros, autênticos e sustentáveis.

Daniela Cais - TEDx Speake e Designer de Relações Profissionais

9 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
12 de abril de 2026 09H00
Na montanha, aprender a reconhecer os próprios limites não é opcional - é questão de sobrevivência. No ambiente corporativo deveria ser parecido. Identificar sinais precoces de sobrecarga, entender como reagimos sob pressão e criar espaços seguros de diálogo são medidas preventivas muito eficazes.

Aretha Duarte - Primeira mulher negra latino-americana a escalar o Everest

5 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Tecnologia & inteligencia artificial
11 de abril de 2026 13H00
A adoção de novas tecnologias está avançando mais rápido do que a capacidade das lideranças de repensar o trabalho. Este artigo mostra que a IA promete ganho de performance, mas expõe lideranças que já operam no limite.

Felipe Calbucci - CEO Latam da TotalPass

4 minutos min de leitura
Liderança
11 de abril de 2026 08H00
Quando a empresa cresce, o modelo mental do fundador precisa crescer junto - ou vira obstáculo. Este artigo demonstra que criar uma empresa exige um tipo de liderança. Escalá‑la exige outro.

Gustavo Mota - CEO do Lance

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de abril de 2026 15H00
Enquanto o Brasil envelhece, muitas empresas seguem desenhando experiências para um usuário que já não existe. Este artigo mostra que quando a tecnologia exige adaptação do usuário, ela deixa de servir e passa a excluir.

Vitor Perez - Co-fundador da Kyvo

6 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...