Uncategorized

Pets e saúde mental nas empresas

CEO da Motoboy.com

Compartilhar:

O tema em torno da saúde mental e como agir em prol dela, sobretudo no ambiente de trabalho, tem prevalecido midiaticamente, em veículos segmentados de negócio e gestão de pessoas. Especialmente no Brasil, país onde **a cada dez brasileiros, nove possuem algum tipo de ansiedade.**

E a estatística é ainda mais assustadora: dessa parcela, **quase a metade – 47% – possui algum nível de depressão**, de acordo com pesquisa divulgada pelo International Stress Management Association. Além de impactar negativamente a vida privada dessas pessoas, também abala as estruturas profissionais e dos negócios. Em 2018, o Ministério da Previdência Social havia divulgado que indivíduos com algum tipo de estresse ficavam até 100 dias longe do trabalho para buscarem tratamento. 

Seja ansiedade, depressão, estresse ou síndromes como [burnout](https://revistahsm.com.br/post/o-esgotamento-mental-causado-pela-busca-desenfreada-pelo-sucesso), o fato é que as pessoas estão com algum tipo de problema que as afeta. Cientes disso, muitos gestores têm se preocupado em pensar em estratégias para ajudar colaboradores a enfrentar esses desafios. E a simples presença de pets nas empresas tem sido um dos recursos utilizados para deixar o ambiente menos pesado e mais alegre, além de auxiliar nas pausas tão necessárias que os colaboradores podem e devem fazer. 

O bem que os pets fazem no ambiente de trabalho
———————————————–

Não é só o grau de fofura que ajuda: está cientificamente comprovado que a presença e permanência de cachorros, gatos ou outro tipo de animal estimula as pessoas a se sentirem bem. 

Em um [estudo](https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30025233) conduzido por especialistas da Clínica Médico-Psiquiátrica da Ordem, em Portugal, com a participação de 80 pacientes com distúrbio depressivo, 33 deles tiveram melhora significativa ao ter contato com pets, associado ao tratamento com terapia e medicamentos sob supervisão médica. Após 12 semanas, aproximadamente um terço deles não possuía mais sinais da doença. 

Por conta de questões como essa, a presença de pets nos ambientes de trabalho vem sendo praticada há alguns anos, com direito até a data. Em 1999, a Pet Sitters International – associação norte-americana com fins profissionalizantes voltada para cuidadores de pets – criou o _Take Your Dog to Work Day_, ou Dia de levar seu cachorro para o trabalho, em tradução livre. Mas o que antes ficava restrito a um dia do ano, hoje passou a se tornar realidade em muitas empresas, principalmente nas _startups._

Na [Motoboy.com](https://www.motoboy.com/), por exemplo, um dos membros do nosso time é o Romero, um pug de quatro anos que é a alegria da equipe. Ele participa de vários momentos juntos com os colaboradores. Inclusive, percebemos que a presença dele tem proporcionado momentos de descontração, com a equipe querendo tirar fotos com ele, o abraçando e curtindo sua companhia, principalmente nos dias de maior estresse. Com certeza afeta positivamente a produtividade, ao mesmo tempo em que possibilita momentos de maior integração entre todos. 

Outra empresa que resolveu adotar um pet pra chamar de seu é a [Asaas](https://www.asaas.com/). A cadelinha Asinha chegou na empresa há pouco tempo, mas já conquistou os colaboradores. Ela recebeu o cargo de **Analista de Felicidade Jr.**, faz parte do organograma da empresa e tem até folha de pagamento. Os benefícios já foram sentidos logo nos primeiros dias da chegada da Asinha na _fintech._

Lá, os colaboradores estão mais felizes, disputam a atenção da cadelinha e ainda esperam ansiosamente para poder levá-la para casa nos fins de semana. Além de promover o bem-estar dentro da empresa, a chegada da cadelinha foi uma maneira de incentivar a adoção de animais, uma das causas da empresa. 

Para atrair e reter talentos, é preciso enxergar nos colaboradores mais que números ou funções, mas o ser humano que são. Incorporar ao dia a dia outro ser vivo, que se torna a alegria de todos, pode ser um fator para aumentar o sentimento de união em busca de um objetivo: manter o negócio no caminho certo.

Compartilhar:

Artigos relacionados

A IA aumentou a produtividade, mas quem está ganhando tempo?

Se toda hora economizada pela tecnologia é imediatamente preenchida por outra demanda, talvez o problema não esteja nas ferramentas, mas na forma como organizamos o trabalho. O artigo discute por que produtividade e bem-estar não deveriam ser objetivos opostos e como a inteligência artificial está colocando essa contradição em evidência.

A IA não está substituindo os bancos. Está mudando o trabalho dentro deles.

O que realmente importa para quem utiliza serviços financeiros é resolver uma demanda com segurança e agilidade. Em um setor cada vez mais digital, a vantagem competitiva estará menos na tecnologia em si e mais na capacidade de combinar automação e inteligência humana da forma certa em cada etapa da jornada.

A Reforma Tributária já não é um tema fiscal. É um tema de supply chain.

O artigo mostra por que a transição para o novo modelo tributário exige uma visão integrada da cadeia de suprimentos e alerta que a vantagem competitiva poderá estar menos na interpretação da legislação e mais na capacidade de adaptar processos, sistemas e operações antes que as mudanças se tornem obrigatórias.

Futebol feminino: O que mulheres aprendem quando têm espaço para competir?

A conquista histórica do São Paulo no Brasileirão Feminino vai além do esporte e convida a uma reflexão sobre como desenvolvemos competências que costumam ser associadas à liderança. O artigo explora como experiências vividas dentro e fora das organizações ajudam a construir confiança, influência, resiliência e capacidade de disputar espaços de forma saudável, preparando novas gerações para desafios que começam muito antes do primeiro cargo de liderança.

ESG, Cultura organizacional
4 de setembro de 2026 14H00
A busca por equidade de gênero não se encerra quando as mulheres conquistam um assento nas mesas de decisão. Ela continua na forma como suas ideias são recebidas, valorizadas e transformadas em influência. Ao discutir comunicação, liderança e protagonismo, o artigo mostra por que fortalecer a voz feminina é também uma estratégia para ampliar diversidade, inovação e resultados nas organizações.

Juliana Algodoal - PhD em Análise do Discurso e especialista em comunicação corporativa

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
4 de setembro de 2026 08H00
As plataformas digitais premiam velocidade, engajamento e adaptação constante. As marcas, por outro lado, dependem de consistência, memória e diferenciação para gerar valor no longo prazo. O artigo explora o conflito entre essas duas lógicas e analisa como algoritmos e inteligência artificial estão influenciando a forma como as organizações constroem relevância e identidade.

Juliana Bezerra - Líder de conteúdo na DEA Design

4 minutos min de leitura
Empreendedorismo, Direito, Regulação & Compliance
3 de setembro de 2026 18H00
A entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia inaugura um novo cenário para as redes de franquias brasileiras. Com redução gradual de tarifas, acesso mais facilitado a tecnologias e insumos, além da possibilidade de expansão para novos mercados, o franchising passa a enxergar na internacionalização uma oportunidade concreta de crescimento. Ao mesmo tempo, a chegada de concorrentes europeus exigirá das marcas nacionais mais inovação, eficiência e capacidade de adaptação para competir em um ambiente cada vez mais globalizado.

Camila Nicolau - Advogada especialista em Direito Empresarial e Contratual

4 minutos min de leitura
Empreendedorismo, Marketing & growth
3 de setembro de 2026 14H00
Dois terços das edtechs brasileiras nunca receberam investimento externo. Ainda assim, muitas já superaram a fase inicial, conquistaram clientes e validaram seus modelos de negócio. O artigo propõe uma reflexão sobre como a escassez de capital ajudou a formar startups mais resilientes e eficientes, ao mesmo tempo em que levanta uma questão estratégica para o próximo ciclo do setor: como transformar capacidade de sobrevivência em escala, internacionalização e crescimento sustentável.

Claudia Schulz - CEO da ABStartups

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
3 de setembro de 2026 08H00
O artigo mostra por que a pergunta mais importante já não é qual solução de IA adotar, mas quem está definindo os limites, os objetivos e as regras de uso dessa tecnologia dentro da organização.

Erick Rezende - Diretor de Delivery na Cognitivo AI

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, ESG
2 de setembro de 2026 14H00
À medida que a população envelhece, cresce a necessidade de repensar o papel da experiência nas organizações e na sociedade. Tomando o comportamento do eleitor 70+ como ponto de partida, o artigo questiona o que faz alguém continuar contribuindo quando já não é obrigado a fazê-lo e por que essa pode ser uma das perguntas mais importantes para empresas que desejam se preparar para a era da longevidade.

Fran Winandy - CEO da Acalântis Services

6 minutos min de leitura
User Experience, UX, Marketing & growth
2 de setembro de 2026 08H00
O artigo mostra por que a Connected TV se tornou uma peça central na economia da atenção. Em um cenário de audiências fragmentadas, a combinação entre conteúdo de alta qualidade, segmentação baseada em dados e métricas avançadas transforma a televisão conectada em um dos ambientes mais estratégicos para marcas que buscam equilibrar alcance, relevância e performance.

Bruno Almeida - CEO da US Media

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
1º de setembro de 2026 15H00
Em momentos de retração econômica, cortar custos costuma ser uma resposta imediata. O problema é que algumas das perdas mais importantes não aparecem nas planilhas. Conhecimento acumulado, confiança, experiência e capacidade de inovação formam um patrimônio invisível que pode levar anos para ser reconstruído.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de setembro de 2026 08H00
O artigo utiliza a clássica fábula dos três porquinhos para mostrar por que organizações que apostam apenas em estruturas robustas, sem capacidade de adaptação, podem se tornar mais vulneráveis justamente quando o ambiente exige flexibilidade e aprendizado contínuo.

Thierry Cintra Marcondes - Conselheiro, Influenciador e Professor

10 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
31 de agosto de 2026 20H00
Plataformas de saúde, apoio emocional e programas de qualidade de vida nunca foram tão comuns nas organizações. Ainda assim, muitos colaboradores afirmam não ter tempo para utilizá-los. O artigo propõe uma reflexão sobre a distância entre acesso e uso efetivo, mostrando por que a próxima evolução do bem-estar corporativo depende menos de novos benefícios e mais de mudanças na cultura, na liderança e na gestão do tempo.

Felipe Calbucci - CEO Latam TotalPass

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução