Uncategorized

Planos one-to-one para gerenciar criativos

Uma análise de como deve ser a política de gestão de pessoas orientada a profissionais criativos – mais estratégica
Fabiana Schaeffer é sócia-diretora da Netza, eleita pelo GPTW como a melhor agência de comunicação para trabalhar no Brasil (no levantamento de 2017) e melhor empresa para trabalhar em São Paulo (2018).

Compartilhar:

A velocidade das mudanças no mercado atual e o fato de o tempo de resposta precisar ser cada vez mais curto exigem que as agências de comunicação adequem-se a novos formatos de trabalho, com um olhar atento aos novos perfis geracionais e a revisão dos formatos de contratação, os modelos de trabalho e as próprias convicções dos “criativos”. 

Lá na agência, estamos potencializando o ambiente criativo com inteligência cenográfica e produção de conteúdo, como costumamos dizer, a fim de melhorar o diálogo entre gestores e equipes. Nossa liderança principal, que já é formada por millenials, recebe treinamentos e orientações que os preparam para lidar com times ainda mais jovens e com pessoas que têm outros mindsets. São times menores, por um lado, porém seu desafio é maior à medida que os membros de cada time são mais qualificados do que no passado. 

Com que iniciativas potencializamos o ambiente criativo? 
———————————————————

Em primeiro lugar, as contratações vão além da escolha de competências; buscamos diversidade de culturas, credos, gêneros e orientações, além de garantir a valorização das mulheres e o empoderamento feminino, representatividade étnica etc. A formação das equipes chegou num patamar bastante complexo nos tempos atuais e trabalhá-la respeitando essa complexidade é um avanço social bastante importante para o mercado profissional como um todo. É um desafio extrair o melhor dessa diversidade. 

Esse mix de perfis faz com que as empresas tenham caminhos mais complexos e de implementação mais demorada – de médio e longo prazos.  Nossa liderança traça junto com cada profissional as metas – e os planos para alcançá-las são “one-to-one”, ou seja, tratados de forma única considerando a formação, posição no time, capacidade técnica, deficiências e potencialidades. 

O plano de carreira é um pilar desse novo RH para criativos. As agências de comunicação a priori não têm a cultura da implantação de planos de carreira ou metodologias de promoções e incentivo. Esse mercado sempre foi muito amador, sem regras nesse sentido. Mas é possível criar metodologias de gestão de pessoas em que os líderes conseguem acompanhar a performance dos indivíduos criativos em diferentes posições dentro das agências e quantificar resultados. Então, com metas claras e propósitos alinhados, é possível traçar planos de carreiras que não são mais lineares como no passado – inclusive, porque não é essa a expectativa das novas gerações de profissionais. Eles querem reconhecimento com autonomia, empoderamento e liberdade, e não simplesmente um “cargo” no cartão de visitas. 

A importância da qualidade de vida
———————————-

A qualidade de vida das pessoas é essencialmente importante no novo RH para criativos. É sabido que no ambiente de agências ser workaholic, não ter horário, emendar dias trabalhando, estar disponível 24×7 é default. Esses comportamentos são inaceitáveis no mercado 2.0, no entanto, e, assim, o que se espera hoje para esse capital humano é um baixo turnover, maior integração e a sensação de respeito contínuo pelas vidas das pessoas e suas carreiras. 

Um estímulo particularmente relevante é o da formação técnica dos profissionais: o refresh é de extrema importância e, por isso, oferecer ferramentas e meios para as pessoas estarem sempre evoluindo em suas funções ou apostando em outras possibilidades dentro das agências.

Propósito
———

Não poderia terminar este artigo sem falar em propósito. Todo o time orientado por um um único propósito é o que faz com que o processo colaborativo se torne orgânico, porque faz todo o sentido um profissional apoiar o crescimento do outro para atingir seu objetivo. Estas têm sido nossas regras na Netza. Nos dias de hoje, é preciso entender que criatividade e estratégia andam juntas. Este é o RH do futuro para uma empresa criativa que busca o inovador todos os dias e deve começar a ser praticado agora.

Compartilhar:

Artigos relacionados

O que significa educar quando as máquinas também aprendem?

Ao revisitar os 30 anos do CESAR, este artigo mostra por que, em um mundo cada vez mais automatizado, a vantagem competitiva não estará apenas na tecnologia, mas na capacidade de formar pessoas que saibam interpretar, conectar e dar sentido ao conhecimento.

As pessoas vão permanecer mais tempo, sua empresa está pronta?

Com o avanço da longevidade e a transformação demográfica, este artigo mostra por que o futuro das empresas depende menos de estratégias de atração e mais da capacidade de liderar diferentes ciclos de vida, repensando saúde, carreira e gestão de pessoas.

A decisão mais difícil do roadmap de IA não é técnica

Dados, modelo e experiência competem pelo mesmo backlog, e cada frente pode apresentar uma justificativa tecnicamente correta para receber o próximo investimento. Decidir entre elas, exige uma maturidade que poucos times de produto desenvolveram, e uma clareza estratégica que poucas empresas conseguem articular.

Inovação & estratégia
26 de junho de 2026 14H00
Ao revisitar os 30 anos do CESAR, este artigo mostra por que, em um mundo cada vez mais automatizado, a vantagem competitiva não estará apenas na tecnologia, mas na capacidade de formar pessoas que saibam interpretar, conectar e dar sentido ao conhecimento.

Janaina Calazans - Gerente de Ensino Superior da CESAR School

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Lifelong learning, Tecnologia & inteligencia artificial
26 de junho de 2026 08H00
Este artigo revela por que o verdadeiro desafio da IA não é adoção, mas uso intencional, capaz de ampliar o pensamento, e não substituí-lo.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

6 minutos min de leitura
Estratégia, Gestão de recursos
25 de junho de 2026 15H00
A teoria dos jogos expõe o erro estrutural por trás do modelo reativo que consome bilhões sem gerar resultados proporcionais. Este artigo mostra que não falta dinheiro na saúde, falta estratégia para usar.

Dr. Jorge Luiz Andrade - Anestesiologista e vice-presidente da Unimed Nova Iguaçu

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
25 de junho de 2026 08H00
Com o avanço da longevidade e a transformação demográfica, este artigo mostra por que o futuro das empresas depende menos de estratégias de atração e mais da capacidade de liderar diferentes ciclos de vida, repensando saúde, carreira e gestão de pessoas.

Felipe Calbucci - CEO Latam da TotalPass

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
24 de junho de 2026 15H00
Dados, modelo e experiência competem pelo mesmo backlog, e cada frente pode apresentar uma justificativa tecnicamente correta para receber o próximo investimento. Decidir entre elas, exige uma maturidade que poucos times de produto desenvolveram, e uma clareza estratégica que poucas empresas conseguem articular.

Wilian Luis Domingues - CIO da Tempo, professor de MBA na USP/ESALQ e FIAP, palestrante e especialista em Inteligência Artificial, Transformação Digital e Produtos Digitais

9 minutos min de leitura
Liderança
24 de junho de 2026 08H00
Este artigo propõe um deslocamento essencial: mais do que acumular informação, a liderança precisa desenvolver discernimento - a capacidade de interpretar com clareza quando a pressão empurra para decisões automáticas.

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

5 minutos min de leitura
Marketing & growth, Estratégia, Liderança
23 de junho de 2026 14H00
Uma meta mal definida não impulsiona, trava. Este artigo revela como metas mal calibradas podem desconectar equipes e comprometer resultados, mostrando que o verdadeiro desafio da liderança está em equilibrar ambição e viabilidade para sustentar desempenho ao longo do tempo.

Denise Joaquim Marques -Consultora de negócios especializada em Vendas e Marketing

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Liderança
23 de junho de 2026 08H00
Em organizações que cobram inovação, mas penalizam o erro, este artigo revela um paradoxo central: sem espaço para frustração e aprendizado, equipes deixam de evoluir, e a transformação que se busca nunca acontece de fato.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
22 de junho de 2026 15H00
Talvez o maior erro da inovação seja tentar adivinhar o futuro, em vez de entender o que já está diante de nós.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
22 de junho de 2026 09H00
Este artigo mostra como o avanço da IA e da computação em nuvem está redesenhando a eficiência operacional, e por que uma nova geração de gestão de custos se tornou estratégica.

Paulo Laurentys - Chief Commercial Officer (CCO) da A3Data

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão