Marketing e vendas

Pop-up stores e a relação entre marca e consumidor

A abertura da loja física temporária da Shein em São Paulo deu o que falar no final de 2022
Deza Abdanur é sócia-fundadora do Studio Panda e sócia da Guilt.

Compartilhar:

Pop-ups stores são lojas temporárias que atuam em espaços específicos e estão ganhando popularidade no varejo brasileiro. Em novembro, a Shein, marca chinesa famosa por vender roupas e acessórios a preços acessíveis, lançou uma pop-up em São Paulo, depois de ter passado pelo Rio de Janeiro, em março. Pelo sucesso da loja, muitas pessoas foram visitar o espaço físico, o que gerou filas quilométricas, brigas e confusões.

Algumas reportagens noticiaram que a experiência empolgou menos que o aplicativo. Poucas peças, poucos tamanhos e pouco espaço foram as maiores reclamações dos consumidores, sem contar o tempo de espera para entrar. Mas, se bem criadas e planejadas, podem gerar buzz e volume de vendas. Na maioria dos casos, podem ser ótimas opções para atrair aqueles potenciais consumidores que ainda não conhecem a marca e os produtos, como também para aquelas pessoas que não se sentem seguras com compras online. Elas também proporcionam um novo momento entre marca e consumidor, aproximando a relação e gerando negócios.

Normalmente, as pop-ups funcionam como boas estratégias para que as marcas testem a receptividade com o público e possam planejar futuras ações de mercado. Tal como a Louis Vuitton, em 2017, que inaugurou uma unidade temporária em Goiânia com elementos e cores da cultura popular brasileira. A pop-up funcionou por alguns meses e fez tanto sucesso que a empresa decidiu abrir uma loja fixa na cidade, onde atua até hoje e é sensação na região. O modelo de funcionamento ajudou a marca a entender se havia demanda naquele local e se havia fit com o público. Quando entenderam que sim, foram assertivos na abertura da nova loja permanente.

E onde o design cenográfico entra quando falamos de pop-up store? A cenografia para tipo de loja é um dos maiores pontos a serem levados em consideração na construção da loja. É o momento de transformar o conceito da marca em um espaço físico que combine com aquela região e com o público que deseja atingir. A loja temporária da Shein, por exemplo, foi pensada com cenários instagramáveis e em incentivo da compra no app. Possivelmente a superlotação tenha interferido no aproveitamento do ambiente por parte dos visitantes, mas foi possível encontrar pelas redes sociais postagens de clientes que foram até o local e fizeram posts nas redes sociais mostrando que estavam na loja, e cenários para isso não faltaram.

O espaço físico impacta na relação com o consumidor, ele pode ser muito mais impressionante, pois desperta o interesse das pessoas de longe com seu aspecto visual e ainda pode proporcionar um momento de bem-estar, em que a pessoa sente na pele todos os valores e sensações que a marca deseja transmitir. A cenografia do ambiente físico, com ajuda da arquitetura e do design, conseguem formar uma imagem positiva muito mais forte e memorável, capaz de fortalecer os laços com o público-alvo.

A proposta é que sejam abertas novas lojas físicas pop-up com vendas no Brasil no próximo ano. A Shein já revelou que gosta de testar todos os cenários, e o modelo de lojas temporárias é ideal para essa estratégia. A recente abertura mostrou os pontos a serem melhorados e ainda deixa a lição de como é poderosa a experiência física, tanto para a marca, como para o consumidor final.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Ageivism: o que acontece quando as organizações envelhecem, mas suas ideias não?

Enquanto a longevidade transforma a composição da sociedade e do mercado de trabalho, muitas organizações continuam operando com modelos de gestão construídos para uma realidade demográfica que já não existe. Este artigo discute o conceito que desafia o jovem-centrismo corporativo e convida líderes a repensarem o valor da experiência, da diversidade geracional e da longevidade nas empresas.

O luxo não vende exclusividade. Vende uma nova forma de viver.

Em um mundo onde quase tudo pode ser comprado, o verdadeiro luxo deixou de ser exclusividade e passou a ser simplicidade. Este artigo mostra por que as empresas mais valiosas da próxima década serão aquelas capazes de eliminar complexidade, reduzir decisões e transformar experiência em significado.

ROA, ROE e EBITDA estão ficando obsoletos?

O mercado aprendeu a medir estoques, fábricas e patrimônio físico. Mas como medir inteligência, dados e conhecimento? O desafio das empresas hoje não é apenas criar valor, mas desenvolver métricas capazes de reconhecê-lo.

Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, ESG
14 de julho de 2026 08H00
Enquanto a longevidade transforma a composição da sociedade e do mercado de trabalho, muitas organizações continuam operando com modelos de gestão construídos para uma realidade demográfica que já não existe. Este artigo discute o conceito que desafia o jovem-centrismo corporativo e convida líderes a repensarem o valor da experiência, da diversidade geracional e da longevidade nas empresas.

Fran Winandy - CEO da Acalântis Services, Consultora, Palestrante e Professora nas áreas de Diversidade Geracional, Etarismo e Longevidade

3 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
13 de julho de 2026 14H00
Dados mostram o avanço da solidão no ambiente de trabalho, especialmente entre profissionais remotos. O texto propõe uma reflexão sobre como relações de confiança, segurança psicológica e capacidade de convivência se tornaram ativos estratégicos para a saúde organizacional.

Daniela Cais - Designer de Relações Profissionais, TEDx Speaker, Mentora de Comunicação para Carreiras e Negócios

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
13 de julho de 2026 08H00
Durante décadas, empresas competiram por telas, cliques e atenção. Agora, à medida que agentes inteligentes passam a interpretar intenções e executar tarefas, o valor começa a migrar para outro lugar: dados, contexto e capacidade de decisão.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

7 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, User Experience, UX
12 de julho de 2026 13H00
Durante décadas, o mercado tratou a satisfação do cliente como prioridade absoluta. Este artigo questiona os limites dessa lógica e mostra como a normalização de abusos, agressões e desgastes emocionais está afetando a saúde mental dos trabalhadores e comprometendo a própria cultura das organizações.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

5 minutos min de leitura
User Experience, UX, Inovação & estratégia
12 de julho de 2026 08H00
Em um mundo onde quase tudo pode ser comprado, o verdadeiro luxo deixou de ser exclusividade e passou a ser simplicidade. Este artigo mostra por que as empresas mais valiosas da próxima década serão aquelas capazes de eliminar complexidade, reduzir decisões e transformar experiência em significado.

Bruno Mazanek - CEO da Zanek

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Finanças
11 de julho de 2026 14H00
O mercado aprendeu a medir estoques, fábricas e patrimônio físico. Mas como medir inteligência, dados e conhecimento? O desafio das empresas hoje não é apenas criar valor, mas desenvolver métricas capazes de reconhecê-lo.

Carolina Almeida Cruz - Cofundadora e CEO da C-MORE

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
11 de julho de 2026 08H00
Enquanto o sonho do hexa mobilizou milhões de brasileiros, outro fenômeno também ganhou força fora dos gramados. Este artigo discute como o avanço das apostas online está influenciando a relação dos jovens com dinheiro, educação e carreira, e por que empresas e líderes não podem ignorar seus efeitos sobre o futuro do trabalho.

Rodrigo Santos - Psicólogo e tutor educacional na Leapy

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
10 de julho de 2026 14h00
O futuro dos caminhões no Brasil será multienergético, e a engenharia nacional terá papel decisivo nessa transformação. Este artigo mostra por que a transição energética do transporte de cargas dependerá da combinação entre múltiplas fontes de energia, inovação tecnológica e soluções adaptadas à realidade do país.

Eduardo Oliveira - Diretor de Engenharia da IVECO para a América Latina

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Liderança
10 de julho de 2026 08H00
Da Kodak aos desafios da economia digital, a história dos negócios mostra que organizações raramente fracassam por um único erro. Elas perdem relevância quando insistem em estratégias, processos e crenças que deixaram de responder às transformações do mercado.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Inovação & estratégia, Liderança
9 de julho de 2026 15H00
O maior risco da sucessão não é a troca de comando. É deixar para depois. Este artigo mostra por que a continuidade dos negócios depende menos dos herdeiros e mais da preparação, da governança e da capacidade de construir o próximo ciclo de crescimento.

Pedro Fenati Bicalho - Sócio da FC Partners

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo