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Por quanto tempo você viverá?

O futurista Peter Diamandis, um dos fundadores da Singularity University, sugere seis aspectos para se preparar para uma longevidade saudável

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Além de fatores genéticos e da forma como você cuida da sua saúde ao longo da vida, sua mentalidade é fundamental para garantir a longevidade. É o que afirma Peter Diamandis, em seu blog www.diamandis.com. Para ele, desenvolver uma mentalidade propícia a uma longevidade com saúde começa tomando consciência dos avanços médicos.

Segundo Diamandis, os seres humanos não foram “projetados” para viver além dos 30 anos – momento em que, em princípio, seus genes já foram transmitidos à descendência e você já ajudou seus filhos a se desenvolverem, encaminhando-os para a idade fértil. Depois dos 30 anos, muitos sistemas do nosso corpo entram em desregulação e começamos a acumular danos celulares significativos. Assim, nosso corpo desenvolve uma série de doenças, no que chamamos de envelhecimento.
Mas esse conjunto de doenças que vemos como um processo começa a ser encarado como uma única doença chamada de envelhecimento. E muitos pesquisadores estão começando a acreditar que ela pode ser retardada, interrompida e talvez até revertida.

Segundo Diamandis, a mentalidade de que “a mortalidade é normal e esperada” é generalizada na sociedade. Por muitos anos, tem sido tabu nos círculos médicos e de pesquisa falar sobre como estender a vida humana de forma saudável. Os cientistas que defendiam essa posição eram questionados e temiam perder o financiamento de suas pesquisas. Governo, indústrias de seguros e farmacêutica, religião – todas essas instituições se organizam em torno da ideia de expectativa de vida, uma média que estabelece limites médios para homens e mulheres e que determina os investimentos feitos em cada momento.

Hoje, porém, há várias tecnologias em desenvolvimento que pretendem enfrentar a “doença envelhecimento”, como sequenciamento de genoma, transcritoma de RNA, modificadores da via WNT, vacinas, CRISPR, biópsias líquidas, células CAR-T, terapia gênica, exossomos e células-tronco.

Até o momento, cerca de 10% das tecnologias de prolongamento da vida possíveis que devem nos impactar na próxima década já estão se apresentando. “Prepare-se para a aceleração vinda da IA e de computadores quânticos, capazes de modelar interações moleculares dentro e na superfície da célula”, afirma.
__A seguir, Diamandis oferece seis dicas para enfrentar a doença do envelhecimento:__

1. __Aquilo em que você acredita:__ você vê a vida como curta e preciosa – e se considerará uma pessoa de sorte se chegar aos 75 anos? Ou está focado em ver os “100 anos como os novos 60”? Sai na frente quem vê o envelhecimento como uma doença e acompanha ativamente os avanços na biotecnologia com o potencial de retardá-lo ou até revertê-lo.
2. __O que você lê/seu consumo de mídia:__ o tipo de informação que você consome (livros, blogs, notícias, filmes) afeta diretamente sua visão da vida – para melhor ou pior. Você está lendo os obituários para rastrear amigos? Ou lendo livros como Lifespan, de David Sinclair, blogs como o do próprio Diamandis ou feeds de notícias como FutureLoop? Você está se mantendo atualizado sobre os últimos desenvolvimentos em longevidade?
3. __Sua comunidade:__ as pessoas com quem você passa o tempo moldam quem você é e o que faz. Se você só anda com pessoas mais velhas, que falam constantemente sobre morrer e se preocupam com a morte, é apenas uma questão de tempo… Conviver com pessoas otimistas e jovens, e que buscam ativamente a longevidade, tem impacto positivo.
4. __Sono:__ é fundamental e crítico. Um ótimo livro que detalha isso é Why We Sleep, de Matt Walker. Priorize o ato de dormir e use as melhores técnicas para ajudá-lo a conseguir oito horas de sono saudáveis.
5. __Dieta:__ você come o que quer, quando quer? Está acima do peso, comendo muito açúcar? Ou moldou sua dieta de forma consciente, com refeições sem açúcar ou veganas? Nunca é demais lembrar que uma dieta equilibrada e diversificada é fundamental para prolongar a saúde.
6. __Exercício:__ além de mentalidade, sono suficiente e uma dieta saudável, os exercícios são fundamentais para a longevidade – aumentar a massa muscular é crucial nesse processo.

“Em última análise, a ciência continuará a estender a vida humana. Nosso trabalho é não morrer de forma estúpida nesse ínterim”, completa Diamandis.

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