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Segurança financeira está ligada à saúde mental, motivação e produtividade do colaborador

Experiências e pesquisas mostram que saúde mental e redução de turnover são mais fáceis de alcançar quando a empresa investe no bem-estar financeiro dos funcionários

Leonardo Pujol

01 de Dezembro

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Artigo Segurança financeira está ligada à saúde mental, motivação e produtividade do colaborador

Empresas que promovem ações de educação financeira e combate ao endividamento do colaborador têm maior probabilidade de elevar os níveis de saúde mental, produtividade e engajamento entre as equipes – além de se diferenciarem na atração e retenção de talentos. É o que concluiu um estudo da fintech Creditas em parceria com o Ibope Inteligência, realizado com 1 mil pessoas das classes sociais A, B e C. No Brasil, onde três em cada quatro famílias estão endividadas, informações como essa valem ouro.

De acordo com o último levantamento da Confederação Nacional do Comércio, Bens, Serviços e Turismo (CNC), disponibilizado em novembro, o número de famílias endividadas é o maior em quase 12 anos no país. Engana-se quem acha que a causa é unicamente a má gestão dos recursos – isto é, a dificuldade em controlar, poupar e investir. Aqui também entram os impiedosos efeitos econômicos da pandemia.

Recentemente, a agência de classificação de risco Austin Rating constatou que o Brasil tem a 4ª maior taxa de desemprego do mundo. Outra pesquisa da Creditas, que neste ano ouviu trabalhadores de carteira assinada, concluiu que a vida financeira piorou para 44% dos entrevistados desde o surgimento do coronavírus. Eles reduziram e cortaram despesas, mas ainda sofreram com reduções de benefícios oferecidos pelas empresas em que atuam.

Na hora do desespero, a falta de informação costuma levar as pessoas ao endividamento ruim. Isto é, a optarem por crédito com juros abusivos, como os rotativos do cartão de crédito (343,6% ao ano em outubro) e o cheque especial (128% a.a.), criando uma bola de neve em dívidas. “Um dos grandes erros do RH é achar que esse problema generalizado do Brasil não atinge os colaboradores da sua empresa”, explica Viviane Sales, VP da Creditas at Work.

Como se não bastasse, a falta de dinheiro causa impacto direto na saúde mental. No estudo realizado em 2021 pela Creditas, 39% dos colaboradores entrevistados disseram ter insônia por causa de contas atrasadas, 27% afirmam que as dívidas impactam na autoestima e 10% acreditam que a falta de crédito atrapalha o sucesso profissional. Dormir bem, demonstram estudos, é um dos pilares essenciais para a boa saúde mental.

E não para por aí. A pessoa endividada costuma se preocupar em arranjar um novo emprego para tentar compensar a falta de capital, seja um trabalho adicional ou outro integral – desde que pague mais. “Essa preocupação contribui para a baixa produtividade, a desmotivação e a falta de bem-estar, além de aumentar o turnover”, reforça Sales.

De acordo com a Creditas, R$ 3.024,98 é o prejuízo médio anual que o absenteísmo de um colaborador endividado causa nas finanças da empresa. A missão da fintech é mitigar esse tipo de risco ao oferecer programas de fomento à educação financeira, além de benefícios múltiplos, como antecipação salarial e empréstimo consignado com garantia real para pessoa física.

Fortalecendo os colaboradores

Para fugir da falta de oportunidades, especialmente depois que o Haiti foi devastado por um terremoto em 2010, Jean Natan Jose se despediu da família para tentar a sorte no Brasil. Logo começou a trabalhar, tendo condições de se sustentar e ainda enviar dinheiro à esposa e às filhas. Mas a saudade batia forte. Na verdade, Jean queria que elas estivessem com ele, no Brasil.

Em 2019, depois de muitas tentativas, a embaixada brasileira em Porto Príncipe, capital haitiana, finalmente concedeu um visto de reunião familiar aos parentes de Jean. A viagem deveria ser feita em no máximo três meses, a partir da autorização. O problema é que, desde que Jean havia chegado ao Brasil, três anos antes, conseguiu poupar apenas metade do dinheiro para comprar as passagens. Mesmo que aplicasse todo o salário dali em diante, não conseguiria completar o valor necessário antes que o visto expirasse.

Ao compartilhar a situação com os supervisores no trabalho, Jean descobriu que a empresa era parceira da Creditas. E que, por meio dessa parceria, era possível obter um crédito consignado, com desconto em folha e taxas mais baixas do que as praticadas pelo mercado. Foi assim que ele conseguiu emprestado o montante que faltava e, finalmente, reencontrou sua família.

Promover desfechos assim é uma das razões de existir da Creditas, segundo Viviane Sales. A VP lembra de outra história em que uma trabalhadora negativada queria comprar um fogão. Com o nome sujo, estava impedida de obter um cartão de crédito ou de parcelar em loja. “Isso fazia ela gastar cada vez mais comendo fora.” Por fim, a trabalhadora conseguiu o fogão através da Creditas Store, loja online de produtos e serviços onde os clientes (funcionários de empresas conveniadas à Creditas) pagam com desconto em folha de pagamento, o que reduz o risco de inadimplência para a fintech.

“Na atual gestão de pessoas, é indispensável oferecer benefícios corporativos para aumentar o nível de satisfação dos colaboradores e de retenção de talentos”, reforça Viviane Sales.

Bem-estar financeiro e mental em debate

Para se aprofundar nas estratégias de promoção da saúde mental, a motivação e a produtividade dos colaboradores nas organizações, a Creditas realiza o HR Trends Talks, no dia 7 de dezembro, às 9h30. No primeiro painel da manhã, Viviane Sales, VP da Creditas @Work, Daniela Kono, gerente de saúde, segurança e bem estar da Creditas, e Rui Brandão, CEO do Zenklub, debaterão a importância de cuidar da saúde financeira e mental dos colaboradores. O segundo painel do dia contará com a presença de Gustavo Pagotto, diretor da Creditas @ Work, Isa Kolesnikovas, head de cultura e desenvolvimento da Creditas e Felipe Sobral, gerente de marketing da Kenoby debatendo o papel dos benefícios flexíveis na atração e retenção de talentos.

O evento é online e gratuito. Clique aqui e inscreva-se.

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Autoria

Leonardo Pujol

É colaborador de HSM Management.

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