Liderança, times e cultura, Liderança

Qual a forma mais eficaz de gerar conexão entre as gerações dentro da sua empresa?

Afim de tentar criar uma conexão entre gerações, um evento corporativo também pode ser oportunidade de construir este elo entre colaboradores e é isso que Alexandre Cunha e Gustavo Ayres contam para nós neste relato.
Ambos da ZBRA, Gustavo Ayres atua como CIO e Alexandre Cunha é CEO da empresa.

Compartilhar:

A presença crescente de colaboradores cada vez mais jovens tem sido uma questão de destaque para as empresas, evidenciando o contraste entre diferentes gerações no ambiente corporativo. Essa dinâmica sublinha a importância de valorizar a diversidade geracional e fomentar uma interação produtiva entre os colaboradores.

Segundo o relatório da McKinsey, espera-se que até 2025 a Geração Z represente cerca de 25% da força de trabalho global. Em paralelo a este fato, um estudo do Harvard Business Review mostra que o envelhecimento populacional está cada vez mais próximo. Prevê-se que até 2034, os adultos com mais de 65 anos ultrapassem os com menos de 18 anos em quase todos esses lugares do mundo.

Equipes multi-geracionais no ambiente de trabalho, devido à mudança demográfica, traz desafios e oportunidades para as organizações. Cada geração tem suas próprias visões e métodos em relação ao trabalho, o que pode causar dificuldades de convivência e até mesmo um baixo engajamento.

Uma pesquisa recente conduzida pela SPUTNiK revela que 8 em cada 10 líderes estão enfrentando dificuldades ao lidar com ambientes multigeracionais. Embora a diversidade seja vista como um ativo para as empresas, 21% dos profissionais identificam os conflitos geracionais como um dos principais obstáculos. De acordo com a pesquisa, a falta de engajamento da Geração Z também tem gerado preocupação para líderes de organizações.

Compreender e gerir as gerações X, Y e Z tem se tornado um desafio constante, pois vai além do convívio e abrange também o engajamento e a proatividade. Abordar a questão com cuidado e atenção é essencial para maximizar os benefícios de uma equipe multi-geracional, ao mesmo tempo em que se minimizam os possíveis impactos negativos.

Com o objetivo de promover uma troca mais produtiva e envolver os colaboradores, algumas organizações passaram a adotar estratégias que estimulam a autonomia e a partilha de conhecimento no ambiente corporativo, visando reduzir o “distanciamento” entre as gerações e criar um ambiente mais propício para interações.

É extremamente importante construir isso em cada um dos universos empreendedores. Na ZBRA, empresa de desenvolvimento de software, se realiza o “ZTalks”, que este ano chegou à sua 20ª edição, em Recife (PE).

Este tipo de iniciativa é concebida com o propósito específico de estimular a troca de experiências e aprendizados entre os membros da equipe. Acreditar no poder transformador do compartilhamento de conhecimento vai além de simplesmente aprender ou ensinar; trata-se de reconhecer o valor intrínseco dessa interação para o crescimento pessoal e profissional, independentemente da idade dos participantes.

Dois dos valores fundamentais norteiam a cultura da empresa: o ‘Aprender e melhorar continuamente’ e ‘Colaborar e compartilhar conhecimentos’. Este tipo de responsabilidade se torna crucial para cultivar e fortalecer esses
valores, mostrando que a governança é um processo crucial para a continuidade e sustentabilidade dos processos decididos nesta cultura.

Portanto, independentemente da idade dos colaboradores, o que realmente importa é a existência de respeito mútuo e colaboração entre todos. Embora o foco principal do ZTalks não seja a diversidade geracional, essa é uma questão que permeia o dia a dia dentro da empresa e, por isso, também tem tido um impacto significativo com o evento.

Foi possível observar efeitos significativos nos colaboradores. Eles passaram a sentir um maior senso de pertencimento, interagir mais entre si e demonstrar um engajamento mais forte com o trabalho e a cultura organizacional.

A diversidade de experiências, habilidades e perspectivas em cada geração ressalta a importância de prestar atenção a esses detalhes. A integração das diferentes gerações não é apenas uma questão de inclusão social; é também uma estratégia inteligente para impulsionar a produtividade, desenvolver projetos mais eficientes e criativos para os clientes – garantindo rapidez e qualidade -, além de promover a sustentabilidade dos negócios a longo prazo.

Para superar essas barreiras e minimizar os conflitos potenciais decorrentes da diversidade geracional, é essencial buscar meios de promover a colaboração e o
entendimento mútuo entre os membros da equipe, além de entender e abraçar as
diferenças individuais e coletivas.

Compartilhar:

Artigos relacionados

A Reforma Tributária já não é um tema fiscal. É um tema de supply chain.

O artigo mostra por que a transição para o novo modelo tributário exige uma visão integrada da cadeia de suprimentos e alerta que a vantagem competitiva poderá estar menos na interpretação da legislação e mais na capacidade de adaptar processos, sistemas e operações antes que as mudanças se tornem obrigatórias.

Futebol feminino: O que mulheres aprendem quando têm espaço para competir?

A conquista histórica do São Paulo no Brasileirão Feminino vai além do esporte e convida a uma reflexão sobre como desenvolvemos competências que costumam ser associadas à liderança. O artigo explora como experiências vividas dentro e fora das organizações ajudam a construir confiança, influência, resiliência e capacidade de disputar espaços de forma saudável, preparando novas gerações para desafios que começam muito antes do primeiro cargo de liderança.

Tecnologia se compra. Liderança se constrói.

O artigo discute por que sucessão, desenvolvimento de lideranças e fortalecimento da cultura organizacional deixaram de ser temas de RH para ocupar o centro das decisões estratégicas e da competitividade empresarial.

Direito, Regulação & Compliance
9 de outubro de 2026 14H00
O artigo mostra por que a transição para o novo modelo tributário exige uma visão integrada da cadeia de suprimentos e alerta que a vantagem competitiva poderá estar menos na interpretação da legislação e mais na capacidade de adaptar processos, sistemas e operações antes que as mudanças se tornem obrigatórias.

Jade Lumi Satomi - Diretora de Indústria na nstech

4 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
9 de outubro de 2026 08H00
A conquista histórica do São Paulo no Brasileirão Feminino vai além do esporte e convida a uma reflexão sobre como desenvolvemos competências que costumam ser associadas à liderança. O artigo explora como experiências vividas dentro e fora das organizações ajudam a construir confiança, influência, resiliência e capacidade de disputar espaços de forma saudável, preparando novas gerações para desafios que começam muito antes do primeiro cargo de liderança.

Maria Eduarda Silveira - Founder & CEO da BOLD HRO

5 minutos min de leitura
Estratégia
8 de outubro de 2026 14H00
Da aquisição à expansão de clientes, o artigo propõe uma reflexão sobre como organizações podem substituir crescimento baseado em volume por crescimento sustentado por retenção, adoção de valor e decisões mais inteligentes.

Renata Centurión - Sócia e Diretora da Winning By Design LATAM

5 minutos min de leitura
Marketing & growth, Vendas
8 de outubro de 2026 08H00
Diante de metas ameaçadas, a reação mais comum é fazer mais: mais reuniões, mais pressão, mais descontos, mais cobranças. O problema é que nem sempre atividade gera resultado. À medida que dezembro se aproxima, o verdadeiro desafio pode estar menos em acelerar e mais em eliminar comportamentos que comprometem decisões, margens e o próximo ciclo de vendas.

Carol Manciola - CEO da Conectas e autora dos best sellers #BORA BATER META, Coragem e mais alguns Cês da Vida e do recém-lançado Vendas Movem o Mundo.

8 minutos min de leitura
Liderança
7 de outubro de 2026 14H00
O artigo discute por que sucessão, desenvolvimento de lideranças e fortalecimento da cultura organizacional deixaram de ser temas de RH para ocupar o centro das decisões estratégicas e da competitividade empresarial.

Renato Bagnolesi - CEO da FESA Group

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Liderança
7 de outubro de 2026 08H00
Metade dos executivos ouvidos pelo BCG já vê a própria equipe perdendo habilidades por causa da IA, e o julgamento é a primeira a cair. Velocidade sem discernimento não é ganho, é dívida com outro nome.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner

10 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Liderança
6 de outubro de 2026 14H00
Empresas querem profissionais protagonistas, capazes de decidir e agir com independência. As pessoas querem mais confiança, voz e espaço para fazer escolhas. O desafio é que autonomia costuma significar coisas diferentes para cada lado dessa relação.

Cecília Seabra e Thaís Giuliani - Consultoras HSM e autoras do livro "O 'E' da questão

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Estratégia
6 de outubro de 2026 08H00
Em reuniões de conselho, comitês executivos e equipes de alta gestão, é comum que profissionais experientes analisem os mesmos dados e cheguem a conclusões completamente diferentes. Nem sempre isso é sinal de desalinhamento ou falta de informação. Muitas vezes, a divergência revela algo mais profundo: critérios distintos para avaliar riscos, oportunidades, prioridades e sucesso.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB-Global Connections

9 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
5 de outubro de 2026 14H00
Embora o calendário ainda indique os últimos meses de 2026, as principais decisões que definirão o desempenho das empresas no próximo ciclo já estão sendo tomadas agora. A questão não é prever o que acontecerá em 2027, mas construir antecipadamente as capacidades que permitirão responder melhor ao que vier.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
5 de outubro de 2026 08H00
Plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial estão chegando às salas de aula em ritmo acelerado. Mas a transformação educacional não depende apenas da disponibilidade de novas soluções. Ela exige clareza sobre os problemas que se pretende resolver, participação de quem vive o cotidiano escolar e condições reais para que a tecnologia faça sentido no processo de aprendizagem.

Camila Wasserman e Sabrina Serafim -

6 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução