Healing leadership

Quatro boas palavras

Saiba por que “conexão”, “coragem”, “disrupção” e “regeneração”, que definiram os Dossiês aqui e os eixos do HSM+, remetem à liderança integrativa, consciente e sustentável
Daniela Garcia é CEO do Instituto Capitalismo Consciente, entusiasta do terceiro setor e dos negócios de impacto social e articula parcerias com o mundo corporativo.

Compartilhar:

Tenho várias paixões na vida, mas duas vivem comigo diariamente: aprendizado e palavras. Definitivamente sou das letras, da área de humanas; escrever para mim não é tarefa, mas prazer. Então, quando me contaram que esta edição espelharia o HSM+ e seus quatro eixos temáticos, logo abri minha caixa com o alfabeto de madeira, montei as palavras-chave – conexão, coragem, disrupção e regeneração – e me abri ao que surgisse. Fui brincando de algo parecido com palavras cruzadas.

O exercício me levou logo ao conceito de liderança, fazendo-me pensar no momento atual dos líderes que vivem em ambiente em constante evolução, buscando, no curto prazo, o sucesso e, no longo prazo, o bem-estar das pessoas e do planeta. Entendi que as palavras foram muito bem escolhidas para refletir uma visão de liderança holística, consciente, integrativa e sustentável – uma posição (ou estado, ou cargo) que de fato considera o impacto de suas decisões e ações não apenas no presente, mas também nas gerações futuras.

Decidi, então, mergulhar em cada uma delas para que juntos pudéssemos construir novos aprendizados:

__1. Conexão.__ Refere-se à capacidade de estabelecer vínculos significativos com pessoas, ideias, culturas e valores. Em um contexto de liderança, a conexão é fundamental para construir relacionamentos sólidos com a equipe, colegas, clientes e outras partes interessadas. Líderes conectados têm empatia, ouvem ativamente e promovem senso de pertencimento e colaboração nas organizações.
__2. Coragem.__ Remete à disposição de assumir riscos, desafiar o status quo e enfrentar situações difíceis. Líderes corajosos não têm medo de tomar decisões impopulares quando necessário e de liderar mudanças desafiadoras. Eles podem encorajar a equipe a sair da zona de conforto, promovendo a inovação e a melhoria contínua. Destaco aqui que, para se ter coragem, é preciso conviver com a vulnerabilidade (mas falemos disso numa próxima ocasião…)
__3. Disrupção.__ Envolve a quebra de padrões estabelecidos e a introdução de novas ideias, produtos, processos ou modelos de negócios que transformam setores ou organizações. Líderes disruptivos desafiam a norma, questionam o convencional e incentivam a criatividade e a inovação em suas equipes. Eles percebem que a mudança constante é uma realidade e que a adaptação é essencial para o sucesso.
__4. Regeneração.__ Está relacionada com a restauração e renovação de recursos, sistemas e ambientes naturais. Em um contexto mais amplo, também pode se aplicar à renovação de práticas de negócios e de liderança para criar organizações mais sustentáveis e resilientes. Líderes que adotam a regeneração estão preocupados não só em minimizar o impacto negativo, mas também em contribuir para o crescimento positivo.

O aprendizado em montar e remontar essas palavras é que líderes atuais, conscientes e eficazes, precisam incorporar todas essas qualidades em sua liderança. Que boas palavras como estas os ajudem na jornada.

Artigo publicado na HSM Management nº 160.

Compartilhar:

Artigos relacionados

O cargo que vai sumir não é o que você está pensando

A maior vulnerabilidade da era da IA pode não estar nos profissionais juniores, mas nos cargos criados para coordenar fluxos e transmitir informações. O que acontece quando a tecnologia passa a fazer isso melhor, mais rápido e mais barato?

O futuro da liderança passa pelas mulheres

As mulheres brasileiras nunca estudaram tanto nem estiveram tão qualificadas para ocupar posições de decisão. Este artigo discute por que a desigualdade de representação persiste e como educação, networking e visibilidade continuam sendo fundamentais para transformar preparo em oportunidade.

Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
8 de julho de 2026 15H00
A inteligência artificial deixou de ser um projeto da área de tecnologia e passou a fazer parte da rotina de todas as áreas da empresa. O problema é que, em muitos casos, sua adoção avança mais rápido do que os mecanismos de segurança, compliance e governança capazes de sustentá-la.

Rodrigo Hülsenbeck - CEO da Premiersoft

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
8 de julho de 2026 08H00
A maior vulnerabilidade da era da IA pode não estar nos profissionais juniores, mas nos cargos criados para coordenar fluxos e transmitir informações. O que acontece quando a tecnologia passa a fazer isso melhor, mais rápido e mais barato?

Amanda Graciano - Fundadora da Trama

4 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
7 de julho de 2026 14H00
Entre Polônia e Brasil, teatro e negócios, cultura e estratégia, a autora propõe uma reflexão instigante sobre pertencimento, inteligência cultural e a capacidade, cada vez mais rara, de pensar com independência em um mundo saturado de narrativas.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB-Global Connections

15 minutos min de leitura
Liderança
7 de julho de 2026 08H00
As mulheres brasileiras nunca estudaram tanto nem estiveram tão qualificadas para ocupar posições de decisão. Este artigo discute por que a desigualdade de representação persiste e como educação, networking e visibilidade continuam sendo fundamentais para transformar preparo em oportunidade.

Luiza Helena Trajano - Presidente do Conselho do Magazine Luiza e Presidente do Grupo Mulheres do Brasil

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
6 de julho de 2026 16H00
Enquanto o networking superficial busca visibilidade, as conexões que realmente transformam carreiras nascem da credibilidade construída em projetos, desafios e relações pautadas pela confiança.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

6 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
6 de julho de 2026 09H00
Com a aceleração da inteligência artificial e a explosão de conteúdo, a liderança passa a exigir menos consumo de informação e mais capacidade de interpretar tendências, conectar contextos e tomar decisões em meio à complexidade.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

6 minutos min de leitura
ESG
5 de julho de 2026 14H00
O maior risco do ESG não está no “E” nem no “S”, mas na fragilidade da governança que deveria sustentar ambos. Este artigo mostra como a NBR ISO 37301 ajuda organizações a transformar ética, compliance e gestão de riscos em evidências concretas de maturidade ESG.

Fernando Palamone - CEO da RT-One

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
5 de julho de 2026 09H00
Enquanto as marcas continuam disputando atenção nos feeds, as conversas que realmente influenciam percepções e decisões migraram para espaços mais fechados e menos visíveis. Este artigo mostra por que o futuro da relevância pode estar justamente onde os algoritmos não alcançam.

Dilma Campos - Copresidente da Mark Up

4 minutos min de leitura
Estratégia, Liderança
4 de julho de 2026 14H00
A Psicologia Positiva desafia uma crença comum nas organizações: a de que líderes geram resultados principalmente corrigindo falhas. A ciência sugere outro caminho, fortalecer aquilo que já funciona para ampliar desempenho, engajamento e resiliência.

Valter Bahia Filho - Autor, palestrante e consultor educacional

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
4 de julho de 2026 08H00
A partir de casos reais do agronegócio, este artigo mostra por que decisões baseadas em análises isoladas tendem a falhar e como a integração de múltiplas variáveis pode transformar a gestão de risco, dentro e fora do campo.

Kallil Chebaro - CEO e Head de Produto na Agscore

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo