Comunidades: HR4T – HR For Tomorrow, Gestão de pessoas

Que tal fazermos uma faxina no armário do RH?

Para adotar o protagonismo exigido dos profissionais e das áreas funcionais, revisitar o que devemos começar a fazer, o que devemos parar de fazer e o que devemos continuar fazendo, pode parecer óbvio, mas não é
Sócio diretor da Tailor | Headhunter & Estrategista de RH. É conselheiro de administração & advisory de startups e mentor de carreiras. Tem grande experiência em processos de identificação de talentos, transformação cultural e turnaround de modelos de negócio. É autor do livro *O acaso não existe*.

Compartilhar:

Se existem algumas coisas que fiz e faço em minha vida é mudar, é experimentar e construir o novo. Nos últimos treze anos, morei em sete residências diferentes, me mudei cinco vezes de cidade, duas de estado e passei por quinze negócios. Isso me trouxe maravilhosas experiências, um amplo conhecimento de inúmeros negócios, uma ótima rede de contato (e de grandes amigas e amigos) e uma clareza que o mundo mudou, mas, em muitas empresas, as estratégias em gestão de pessoas estacionaram.

Nestas minhas andanças e mudanças, percebo que as estratégias, processos e políticas em gestão de pessoas ainda estão dentro de uma caixa, não acompanharam, na mesma velocidade e profundidade, as mudanças de hábitos das pessoas, que estão sendo impulsionadas pela tecnologia.

> O jogo mudou e os profissionais de RH que estão conseguindo interpretar estes sinais, entenderam que a construção das estratégias em gestão de pessoas são e serão feitas com as pessoas e não mais para as pessoas – adotando o modelo people centric.

O conceito people centric surge como uma resposta ao modelo tradicional de gestão e procura abrir caminho para um modelo organizacional com mais colaboração e centrado, de fato, nas pessoas. Para colocá-lo em prática, é preciso [ampliar o repertório do RH](https://www.revistahsm.com.br/post/rh-como-facilitador-da-cultura-de-clareza-e-eficiencia), implementando, como rotina, a avaliação de tendências e a observação de fenômenos sociais e culturais com potencial de influenciar o comportamento das pessoas e do mercado em que as organizações estão inseridas.

Ao estabelecer uma nova rotina e abordagem, a área de RH tem uma grande oportunidade de captar os sinais dos padrões e das repetições que a ajudarão na antecipação de dados para cenários futuros, na evolução das práticas em gestão de pessoas e nos insights para as tomadas de decisão do negócio – e essa postura é a que colocará a agenda de RH como uma das prioridades nas mesas dos boards.

As empresas que são benchmarking em [gestão de pessoas adotam esse olhar mais abrangente e estratégico](https://www.revistahsm.com.br/post/o-que-o-futuro-reserva-para-recursos-humanos) para seu público, e seus gestores estimulam todos a revisitar e questionar o que elas deveriam começar a fazer, o que elas deveriam parar de fazer e o que elas deveriam continuar fazendo. Tudo isso pode parecer óbvio, mas à luz do cenário que vivemos desde março de 2020, não é.

> A pandemia e as variáveis nela contidas aguçaram ainda mais à necessidade de ANTECIPAR e ENTENDER o futuro, de ENCANTAR as pessoas e ENTREGAR soluções no presente enxergando o mundo que muda constantemente.

Com base nas reflexões anteriores, convido você, leitora ou leitor, a avaliar as tendências em seu entorno, a observar alguns dos fenômenos sociais atuais e, por fim, a notar quais são os aspectos culturais que estão potencialmente influenciando o comportamento dos consumidores e das indústrias.

## Revisite o seu repertório e práticas
Compartilho a seguir algumas perguntas cujas respostas podem te ajudar a nortear o que deve ser mantido, o que deve ser descontinuado e o que potencialmente deve ser iniciado em sua estratégia de RH:

– A estratégia e os processos em que anunciamos vagas em plataformas digitais, da maneira que fazemos, realmente gera valor para as pessoas e para as organizações?
– Os métodos de atração, recrutamento e seleção, que envolvem análise currículos, aplicação de testes, entrevistas, estão atualizados e conectados as necessidades futuras da organização e dos candidatos?
– E os processos de admissão, são inteligentes e eficazes?
– O que as organizações fazem com candidatos que não passam nos nossos processos seletivos?
– E os programas de desenvolvimento, estão alinhados com o futuro que emerge?
– Os processos, as práticas e as ferramentas de avaliação de desempenho devem continuar a existir como são hoje?
– As pesquisas de clima, de fato, funcionam? Elas acontecem nos ciclos correto? Seus resultados influenciam as tomadas de decisões estratégicas do negócio?
– Neste mundo pós-moderno, conseguimos realmente reter os talentos?
– As estratégias de remuneração estão adequadas ao contexto atual e futuro?
– As demissões acontecem da forma mais adequada?
– Estamos promovendo a transformação e a evolução da cultura organizacional para garantir a sustentabilidade do negócio?
– Utilizamos as melhores tecnologias para gerar o valor que buscamos?
– Como nos atualizamos ou nos mantemos atualizados?
– E se o RH não existisse, que falta faria?

## Faxina no armário do RH
Acredito que o RH é uma das principais [alavancas de mudanças organizacionais](https://www.revistahsm.com.br/post/novas-tribos-do-mercado-de-trabalho-e-desafios-da-gestao-de-pessoas), e que a área tem a oportunidade real de mudar seu escopo e levar seus dados para estar no centro das mesas de tomada decisões – mas também não tenho dúvidas que, para que isso aconteça, já está na hora de fazermos uma faxina em nosso armário.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Da reflexão à praxis organizacional: O potencial do design relacional

Entre intenção e espontaneidade, a comunicação organizacional revela camadas inconscientes que moldam vínculos, culturas e resultados. Este artigo propõe o Design Relacional como ponte entre teoria profunda e prática concreta para construir ambientes de trabalho mais seguros, autênticos e sustentáveis.

Ninguém chega ao topo sem cuidar da mente: O papel da NR-1

Na montanha, aprender a reconhecer os próprios limites não é opcional – é questão de sobrevivência. No ambiente corporativo deveria ser parecido. Identificar sinais precoces de sobrecarga, entender como reagimos sob pressão e criar espaços seguros de diálogo são medidas preventivas muito eficazes.

Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
12 de abril de 2026 14H00
Entre intenção e espontaneidade, a comunicação organizacional revela camadas inconscientes que moldam vínculos, culturas e resultados. Este artigo propõe o Design Relacional como ponte entre teoria profunda e prática concreta para construir ambientes de trabalho mais seguros, autênticos e sustentáveis.

Daniela Cais - TEDx Speake e Designer de Relações Profissionais

9 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
12 de abril de 2026 09H00
Na montanha, aprender a reconhecer os próprios limites não é opcional - é questão de sobrevivência. No ambiente corporativo deveria ser parecido. Identificar sinais precoces de sobrecarga, entender como reagimos sob pressão e criar espaços seguros de diálogo são medidas preventivas muito eficazes.

Aretha Duarte - Primeira mulher negra latino-americana a escalar o Everest

5 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Tecnologia & inteligencia artificial
11 de abril de 2026 13H00
A adoção de novas tecnologias está avançando mais rápido do que a capacidade das lideranças de repensar o trabalho. Este artigo mostra que a IA promete ganho de performance, mas expõe lideranças que já operam no limite.

Felipe Calbucci - CEO Latam da TotalPass

4 minutos min de leitura
Liderança
11 de abril de 2026 08H00
Quando a empresa cresce, o modelo mental do fundador precisa crescer junto - ou vira obstáculo. Este artigo demonstra que criar uma empresa exige um tipo de liderança. Escalá‑la exige outro.

Gustavo Mota - CEO do Lance

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de abril de 2026 15H00
Enquanto o Brasil envelhece, muitas empresas seguem desenhando experiências para um usuário que já não existe. Este artigo mostra que quando a tecnologia exige adaptação do usuário, ela deixa de servir e passa a excluir.

Vitor Perez - Co-fundador da Kyvo

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança
10 de abril de 2026 08H00
Este artigo mostra que o problema nunca foi a geração. Mas sim a incapacidade da liderança de sustentar a complexidade humana no trabalho.

Maria Augusta Orofino - Palestrante, TEDx Talker e Consultora corporativa

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Marketing & growth
9 de abril de 2026 14H00
À medida que a tecnologia se democratiza, a vantagem competitiva migra para a forma de operar. Este artigo demonstra que como q inteligência artificial já é comum, o diferencial agora está em quem sabe transformá‑la em sistema de crescimento.

Renan Caixeiro - Co-fundador e CMO do Reportei

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia, Liderança
9 de abril de 2026 07H00
O mercado não mudou as pessoas. Mudou o jeito de trabalhar. Este artigo mostra que a verdadeira vantagem competitiva agora não está no que você faz, mas no que você sabe delegar - e no que não delega.

Bruno Stefani - Fundador da NERD Partners

6 minutos min de leitura
User Experience, UX, Inovação & estratégia
8 de abril de 2026 16H00
Quando a experiência falha, o problema raramente é tecnologia - é decisão estratégica. Este artigo mostra que no fim das contas o cliente não quer encantamento, ele quer previsibilidade, simplicidade e pouco esforço.

Ana Flávia Martins - CMO da Algar

4 minutos min de leitura
Estratégia, Liderança
8 de abril de 2026 08H00
O bar já entendeu que o mundo virou parte do jogo corporativo. Conflitos, tarifas e decisões políticas estão impactando negócios em tempo real. A pergunta é: o CEO entendeu ou ainda acha que isso é “assunto de diplomata”?

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner

10 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...