Sustentabilidade

Que tal ser 10% empreendedor?

Um novo livro está abalando crenças antigas sobre o que é necessário para abrir um novo negócio. Seu autor, Patrick McGinnis, defende que gestores invistam 10% deseu tempo em empreendimentos próprios e tenham sucesso no longo prazo

Compartilhar:

É possível conciliar um emprego fixo e a iniciativa de abrir um novo negócio? O investidor Patrick McGinnis acredita que sim. Ele é autor do livro The 10% Entrepreneur: Live Your Startup Dream Without Quitting Your Day Job, em que defende que qualquer um precisa de apenas de 10% de tempo livre para se tornar empreendedor.

McGinnis, que criou o Dirigo Advisors, parte da própria experiência ao indicar novos caminhos para lidar com o dilema entre se manter seguro em um emprego e atender ao chamado do empreendedorismo. Para isso, diz, há uma quantidade de tempo ideal (que seja viável e suficiente) para investir em iniciativas fora do emprego. 

E por que 10%? “Comecei com 20%, me pareceu muito e reduzi para 10%. Depois, descobri que um investidor-anjo coloca cerca de 10% de seus lucros em negócios paralelos”, explica McGinnis, estendendo o raciocínio do dinheiro para o tempo e a atenção. 

O autor destaca que, muitas vezes, começar é o mais importante. Com 10% do tempo aplicado à nova iniciativa, é possível, por exemplo, descobrir até que ponto vai o gosto pelo empreendedorismo e se a ideia do novo negócio faz sentido. Além disso, também é uma oportunidade de se apaixonar pelo empreendimento a ponto de se dedicar 100% ou 110% a ele, afirma McGinnis.

Segundo o especialista, há cinco tipos de empreendedores 10%: 

• O investidor-anjo, que utiliza capital próprio para fomentar novos negócios.

• O conselheiro, que investe, em vez de capital, seu tempo.

• O fundador, que opera o próprio negócio.

• O “fanático”, que tem uma paixão e não necessariamente é movido pela busca do lucro.

• O empreendedor 110%, que já possui uma empresa e usa 10% de seu tempo para diversificar e criar um negócio paralelo. “Os caminhos são muitos. 

O importante é que as pessoas pensem sobre a importância de buscar alternativas ao emprego fixo. Vivemos em uma época em que o empreendedorismo se tornou um grande negócio. Se você não participa dessa nova economia, de um jeito ou de outro, está perdendo uma oportunidade significativa de ganho”, diz McGinnis. 

As oportunidades da nova economia, destaca o autor, existem em diversos setores, especialmente em cenários mais flexíveis, em que o empreendedor não depende de capital intensivo. Como exemplo, ele menciona os sites que podem ser desenvolvidos com ferramentas disponíveis online e “as muitas histórias de pessoas que começaram em um pequeno quarto em casa”.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Marketing & growth, Tecnologia & inteligencia artificial
20 de junho de 2026 14H00
Se mais gente não significa mais resultado, o que ainda justifica equipes gigantes? Este artigo revela como a inteligência artificial está redefinindo estruturas, papéis e critérios de eficiência nas áreas de marketing e growth.

Brian Bittencourt - VP de Growth & Marketing da Woba

6 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Liderança
20 de junho de 2026 08H00
Mais de 92 mil pessoas foram demitidas em tech só nos primeiros meses de 2026, ao mesmo tempo em que big techs reportavam resultados recordes. O Gartner mostra que esses cortes não estão entregando ROI. O problema não é a tecnologia, é a intenção por trás dela.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner

12 minutos min de leitura
Lifelong learning, Inovação & estratégia
19 de junho de 2026 14H00
Por trás de um dos reconhecimentos mais cobiçados da AWS, este artigo mostra que o verdadeiro diferencial não está em acumular certificações, mas em construir conhecimento consistente a partir da prática, da comunidade e da evolução contínua.

Alceu Conerado Neto - COO da Dati

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, User Experience, UX
19 de junho de 2026 08H00
A partir de uma cena cotidiana, este artigo expõe um erro recorrente nas organizações: confundir treinamento com preparo e transferir a curva de aprendizagem para o cliente, com impactos diretos na experiência e nos resultados.

Marta Ferreira

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
18 de junho de 2026 16H00
Entre a inovação e o risco, este artigo discute até onde se deve confiar na IA dentro do contexto clínico. A tecnologia, sem dúvidas, amplia capacidades, mas ainda depende de dados de qualidade, supervisão humana e confiança para cumprir seu potencial.

Adalene Tiso - Diretora da unidade Healthcare da Interplayers

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança, Lifelong learning
18 de junho de 2026 08H00
Por que empresas aprendem mais com fracassos analisados com honestidade do que com cases heroicos?

François Bazini - CMO e Consultor

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
17 de junho de 2026 15H00
O entusiasmo com inteligência artificial segue um ciclo já visto antes. Este artigo mostra por que o próximo desafio das empresas não é implementar a tecnologia - mas transformar uso em resultado, superando velhos erros de gestão que já limitaram outras ondas de inovação.

Marcus Garcia - Diretor Comercial da Konia Tecnologia

3 minutos min de leitura
Lifelong learning
17 de junho de 2026 09H00
Este artigo propõe uma mudança de lógica na aprendizagem: mais do que acumular conteúdo, o diferencial passa a ser a capacidade de conectar conhecimentos, interpretar contextos e transformar informação em decisão e ação.

Daniel Luzzi - CEO Cognita Learning Lab

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, ESG
16 de junho de 2026 15H00
O mercado discute o futuro - mas continua ignorando quem já está pronto para trabalhar. Este artigo chama atenção para um movimento ignorado: a crescente presença da geração 60+, e o custo de continuar excluindo um dos recursos mais experientes e disponíveis da força de trabalho.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
16 de junho de 2026 09H00
Na estreia da coluna, as autoras, Cecília Seabra e Thais Giuliani, propõem uma mudança de paradigma na liderança: sair das explicações rápidas e dos julgamentos para construir relações mais consistentes por meio da escuta, da curiosidade e da integração de diferenças.

Cecília Seabra e Thaís Giuliani - Consultoras HSM e autoras do livro "O 'E' da questão"

7 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão