Gestão de Pessoas

Quer atrair, reter e engajar colaboradores millennials? Seja uma empresa diferente

Pessoas nascidas entre os anos 1980 e o final da década de 1990 se interessam mais por qualidade de vida, tecnologia e empreendedorismo. Então, para tê-las em sua equipe, a organização deve ser diferenciada e manter-se fiel ao seu propósito
Thiago Gomes é CEO do Smartleader, plataforma que ajuda departamentos de RH e líderes na gestão de desempenho de suas equipes.

Compartilhar:

Pessoas nascidas entre os anos 1980 e o final da década de 1990, os millennials, demonstram uma conexão mais forte com temas relacionados à qualidade de vida, ao universo da tecnologia e ao empreendedorismo, quando comparamos com a geração anterior. Por ser um grupo que vivenciou marcos extremamente importantes para a sociedade como um todo, consequentemente, se tornou ainda mais envolvido com temas que, atualmente, seguem em plena evidência, como política e economia.

E no mercado de trabalho não é diferente. A chegada dos millennials como os novos colaboradores fez com que líderes passassem a destinar uma atenção ainda maior para aspectos que, talvez, fossem menos valorizados em um passado não tão distante. Li recentemente na pesquisa [Millennial & Gen Z Survey 2023](https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/br/Documents/human-capital/Deloitte-2023-GenZ-MillennialSurvey.pdf) que, para esta geração, ter um bom equilíbrio entre vida pessoal e profissional é a característica mais admirada e está entre suas principais considerações ao escolher um novo empregador. Além disso, os profissionais dessas gerações valorizam o trabalho remoto e híbrido – formatos flexíveis e que colaboram com o bem-estar na vida pessoal.

Diante do atual cenário, as empresas precisam estar cada vez mais atentas aos aspectos que se tornaram essenciais para atrair e reter bons profissionais que fazem parte deste grupo, com por exemplo:

__Cultura de propósito:__ os millennials procuram empresas com propósitos alinhados com sua visão de mundo e objetivos bem definidos. Para esta geração, as empresas devem demonstrar comprometimento real com suas causas, incorporando essas questões em seus projetos.

__Jornada de trabalho flexível:__ este grupo considera “diferenciadas” as empresas que oferecem horários flexíveis e a possibilidade de trabalho remoto, pelo menos em parte. Isso permite que eles priorizem o tempo com suas famílias e alcancem um equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

__Qualidade de vida:__ empresas que promovem benefícios e atividades relacionados ao bem-estar físico e mental dos funcionários são altamente atrativas para os millennials. Investir na qualidade de vida no local de trabalho ajuda a reduzir o estresse e a pressão sobre os colaboradores, contribuindo para a prevenção de doenças ocupacionais, como a síndrome de burnout, por exemplo.

## Contratar e reter
Para os gestores os desafios podem variar de acordo com o objetivo organizacional do RH, entretanto, o engajamento no ambiente de trabalho pode se tornar um bom indicador para mensurar a felicidade dos que “já estão” ao mesmo tempo em que pode indicar os caminhos para captar os que ainda “vão chegar”.

Medir frequentemente os aspectos que mais afetam o ambiente de trabalho faz toda a diferença para isso, permitindo compreender o que acontece e melhorar o contexto. Nós, na Smartleader, por exemplo, oferecemos aos clientes um módulo que permite a criação, gestão e análise de dimensões ligadas ao clima e à cultura organizacional.

O fundamental é que o RH estimule o desenvolvimento de uma visão abrangente e detalhada sobre a satisfação, o engajamento e os sentimentos dos colaboradores. Isso será vital para criar um ambiente de trabalho saudável e produtivo. Além disso, os gestores podem, com os insights, criar planos de ação específicos para melhorar os pontos negativos e impulsionar a produtividade e a satisfação com o trabalho com foco neste público.

Os millennials seguem fazendo suas escolhas e, para tê-los, as empresas precisam manter-se atentas, com alternativas que as façam ser diferentes e contribuam para alcançar as novas gerações que ingressam no mercado.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Todo fim de ano, o passado se reelege no seu orçamento

Sua estratégia está no PowerPoint ou no orçamento? No trimestre em que o plano de 2027 ganha aprovação, uma disputa invisível acontece dentro das empresas. De um lado, a estratégia que promete transformação. Do outro, o orçamento que preserva as prioridades de sempre. Quase sempre, é a planilha que decide o vencedor.

A AGI já chegou? E se Ray Kurzweil estiver certo há mais tempo do que imaginávamos?

As declarações recentes dos líderes da OpenAI e da NVIDIA reacenderam uma das discussões mais importantes da era digital: a Inteligência Artificial Geral já é uma realidade? Ao conectar os avanços mais recentes da IA às previsões feitas por Ray Kurzweil décadas atrás, o artigo explora não apenas a evolução da tecnologia, mas também o desafio humano, organizacional e social de acompanhar uma transformação que pode estar acontecendo mais rápido do que imaginávamos.

O que uma prótese de quadril me ensinou sobre os erros de decisão dentro das empresas

Ao relatar uma experiência marcante durante sua recuperação de uma cirurgia, o autor provoca uma reflexão sobre um erro recorrente nas organizações: confiar mais naquilo que é visível do que na experiência de quem vive o problema. Quando líderes ignoram relatos e se apoiam apenas em protocolos e percepções, perdem informação, confiança e capacidade de tomar melhores decisões.

Nenhuma estratégia é melhor do que a lente que a criou

Empresas expostas aos mesmos dados, cenários e tendências frequentemente chegam a decisões opostas. O que explica essa diferença não é a informação disponível, mas a forma como cada organização interpreta a realidade.

Cultura organizacional
10 de setembro de 2026 18H00
Discordâncias fazem parte de qualquer equipe diversa, mas nem sempre encontram espaço para serem expressas. O verdadeiro risco para as organizações não está no excesso de conflitos, mas na ausência deles.

ecília Seabra e Thaís Giuliani - Consultoras HSM e autoras do livro "O 'E' da questão

2 minutos min de leitura
Finanças, Estratégia
10 de setembro de 2026 12H00
Sua estratégia está no PowerPoint ou no orçamento? No trimestre em que o plano de 2027 ganha aprovação, uma disputa invisível acontece dentro das empresas. De um lado, a estratégia que promete transformação. Do outro, o orçamento que preserva as prioridades de sempre. Quase sempre, é a planilha que decide o vencedor.

Átila Persici Filho - CINO, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e Conselheiro de Inovação.

10 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
10 de setembro de 2026 08H00
As declarações recentes dos líderes da OpenAI e da NVIDIA reacenderam uma das discussões mais importantes da era digital: a Inteligência Artificial Geral já é uma realidade? Ao conectar os avanços mais recentes da IA às previsões feitas por Ray Kurzweil décadas atrás, o artigo explora não apenas a evolução da tecnologia, mas também o desafio humano, organizacional e social de acompanhar uma transformação que pode estar acontecendo mais rápido do que imaginávamos.

Leandro Mattos- Expert em neurociência da Singularity Brazil e CEO da CogniSigns

16 minutos min de leitura
Liderança, ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
9 de setembro de 2026 14H00
Ao relatar uma experiência marcante durante sua recuperação de uma cirurgia, o autor provoca uma reflexão sobre um erro recorrente nas organizações: confiar mais naquilo que é visível do que na experiência de quem vive o problema. Quando líderes ignoram relatos e se apoiam apenas em protocolos e percepções, perdem informação, confiança e capacidade de tomar melhores decisões.

Djalma Scartezini - CEO da REIS, Sócio da Egalite e Embaixador do Comitê Paralímpico Brasileiro

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
9 de setembro de 2026 09H00
Os agentes de IA não pedem aumento, não tiram férias e não podem ser administrados como funcionários tradicionais. Como gerir colaboradores digitais que não seguem as regras tradicionais de contratação, supervisão e desligamento?

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

4 minutos min de leitura
Estratégia
8 de setembro de 2026 18H00
Empresas expostas aos mesmos dados, cenários e tendências frequentemente chegam a decisões opostas. O que explica essa diferença não é a informação disponível, mas a forma como cada organização interpreta a realidade.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB - Global Connections

10 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
8 de setembro de 2026 14H00
Na mitologia grega, os centauros simbolizavam a convivência entre razão e instinto. Hoje, a união entre inteligência humana e artificial cria uma nova versão desse mito e desafia líderes a equilibrar produtividade, discernimento e autonomia em um mundo cada vez mais automatizado.

Lilian Cruz - Fundadora da Zero Gravity Thinking

3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
8 de setembro de 2026 08H00
Muito utilizada em contratos de locação em shopping centers, a chamada cláusula de raio impede que lojistas abram operações concorrentes em uma determinada área geográfica ao redor do empreendimento. Embora não seja considerada ilegal por si só, a prática tem sido cada vez mais questionada por seus potenciais impactos sobre a livre concorrência, a liberdade empresarial e os direitos dos consumidores. O artigo analisa a evolução do entendimento dos tribunais e do CADE sobre o tema e discute os critérios que devem orientar a avaliação de sua legalidade.

Daniel Cerveira - sócio do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Advogados Associados e Coordenador da Comissão de Expansão e Pontos Comerciais da ABF - Associação Brasileira de Franchising

2 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de setembro de 2026 14H00
Muito além da programação e da montagem de robôs, o artigo mostra como a robótica educacional está ajudando estudantes a pensar criticamente, experimentar, colaborar e criar soluções para problemas reais, conectando aprendizagem, propósito e impacto social desde a escola.

André Brandão Sala - CEO da Robomind

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de setembro de 2026 08H00
O Brasil já demonstrou sua capacidade de formar pesquisadores altamente qualificados. O desafio agora é fortalecer as pontes entre universidades, empresas, investidores e empreendedores para que a produção científica gere mais inovação, competitividade e impacto social.

Luiz Caires, PhD - Cofundador e CEO da Vyro Bio

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução