Business content, Comunidades: Gestão PME, Empreendedorismo

Responsabilidade social também é dever dos empreendedores

Assim como as grandes corporações, pequenas empresas possuem o poder de apoiar e suportar novos projetos sociais em sua comunidade
Angela Miguel é editora de conteúdos customizados em HSM Management e MIT Sloan Review Brasil.

Compartilhar:

“A pandemia deve ser um chamado para mudarmos a forma como vemos o mundo, colocando o coletivo acima do individual.” Essa frase foi dita por Walter Schalka, CEO da fabricante de celulose de eucalipto Suzano, à __HSM Management__, [em nossa edição 146](https://www.revistahsm.com.br/post/a-pandemia-e-um-chamado-a-colaboracao), e é emblemática para retratar o momento atual, seja para empreendedores, seja para grandes empresas. A hora pede, além da colaboração, uma preocupação ainda maior com a responsabilidade das atividades empresariais. É a boa (e ainda atual) responsabilidade social.

Práticas corporativas dedicadas à sustentabilidade ambiental e social estão em alta, especialmente com a [emergência do ESG](https://www.revistahsm.com.br/post/esg-a-decada-decisiva-para-o-planeta-e-o-futuro-do-capitalismo) (ambiental, social e governança corporativa, na tradução do termo em inglês). Mas aqui estamos falando de um “pedaço” dessa estratégia, aquela que contribui para uma sociedade mais justa, que leva em conta o bem-estar comum, que está acima do lucro. É ter o poder para transformar a sociedade e usá-lo de forma ética.

Ações de [responsabilidade social](https://www.revistahsm.com.br/post/como-o-esg-esta-relacionado-com-a-gestao-de-pessoas) são costumeiramente conectadas a grandes corporações, especialmente por serem contribuições feitas diante do olhar de todos, com grande apelo de marketing. Contudo, essa mesma responsabilidade sobre o impacto que os negócios podem gerar na sociedade também existe entre os empreendedores, que buscam promover a robustez do comércio local, que conhecem cada cliente e fortalecem uma rede de confiança por meio de suas atuações. Por isso, responsabilidade social também é dever dos pequenos. Há muito espaço para o desenvolvimento de ações de impacto no empreendedorismo.

## Responsabilidade social na prática
Mas como os pequenos negócios podem fazer a diferença em sua comunidade? O primeiro passo é olhar para dentro e desenvolver o espírito de voluntariado entre os colaboradores. Esse tipo de ação costuma ter grandes impactos no clima organizacional, na disseminação da cultura e do propósito da empresa e na motivação em geral. Outra maneira de aplicar conceitos de responsabilidade social dentro de casa está no estímulo à realização de doações via Lei de Incentivo Fiscal.

No dia a dia, [empreendedores](https://www.revistahsm.com.br/post/acao-dos-agentes-mantem-ecossistema-de-inovacao-brasileiro-ativo) também podem apostar na mão de obra local e em fornecedores da região para promover o relacionamento entre os atores da comunidade e auxiliar o desenvolvimento de outros pequenos, fortalecendo o ecossistema. Uma outra ação interna e válida nesse sentido é a gestão dos resíduos provocados pelo negócio. Ao respeitar a correta destinação dos resíduos, as micro e pequenas empresas conseguem evitar desperdícios de matéria-prima e insumos.

Finalmente, a ideia da parceria entre empresas para a cocriação de projetos é muito benéfica para a comunidade. Empreendedores têm a possibilidade de buscar organizações sociais de sua região e sugerir novos projetos ou ações que reúnam valores e posicionamentos de ambas as organizações. Caso não seja possível o desenvolvimento de novas ideias, as pequenas empresas podem anunciar e apoiar organizações e projetos sociais já existentes – e esse apoio pode ser feito por meio de doações financeiras ou de suporte profissional.

## Parceria pelo desenvolvimento
Meoo, o serviço de assinatura de carros da Localiza, acredita que atuar de forma responsável socialmente significa muito mais do que um ato de caridade, e por isso se uniu à Gerando Falcões, ecossistema de desenvolvimento social que acelera e viabiliza o impacto de líderes de favelas em todo o Brasil.

A parceria se dá da seguinte maneira: a cada novo contrato assinado em Meoo, uma porcentagem do valor é destinado para a Gerando Falcões, mais especificamente para o Projeto Favela 3D, que tem o objetivo de transformar as favelas em ambientes para moradia digna, com acesso digital, direito à educação e empregabilidade. O projeto Doe um Futuro, de [Localiza Meoo](https://meoo.localiza.com/?utm_source=blog-hsm-comunidade&utm_medium=organico&utm_campaign=jussi-pp_localiza-meoo_topo_blog-hsm-comunidade_refarral_trafego_meoo-carro-inteligente_campanha_blog-hsh) para o Favela 3D, espera um verdadeiro redesenho das favelas brasileiras a partir de impactos reais nas comunidades.

## 5 passos para a responsabilidade social máxima
De acordo com Mônica Schimenes, fundadora e CEO da MCM Brand Experience, agência de comunicação integrada e marketing, existem cinco dicas para que as PMEs adotem o ESG em seus negócios, [conforme entrevista dada à __HSM Management__](https://www.revistahsm.com.br/post/esg-tambem-e-para-pequenas-e-medias-empresas).

1. Observe a trajetória de sua empresa, reflita sobre ações já realizadas em relação à responsabilidade social e passe a documentá-las.

2. Escolha alguém de sua confiança para fazer a curadoria de registros de responsabilidade social ou ESG para iniciar a geração de informações e novas ideias.

3. A partir da organização de ações realizadas e novas ideias, não tenha medo, seja ousado, comece com os recursos que tem à mão.

4. Pequenas e médias empresas também têm o ímpeto de fazer o novo em seu DNA. Assim, teste na prática novas ideias de responsabilidade social.

5. Busque parcerias que façam sentido com a missão e a visão de futuro de sua pequena ou média empresa. Quando há objetivos em comum, as responsabilidades são divididas de maneira mais natural e orgânica.

__*A Comunidade: Gestão PME é uma coprodução de HSM Management e Localiza Meoo.*__

Compartilhar:

Artigos relacionados

74% das marcas poderiam desaparecer – e ninguém sentiria falta

No ritmo do mundo, só permanece quem sabe se adaptar. Este artigo mostra por que a relevância das marcas não depende mais de presença ou investimento, mas da capacidade de interpretar o tempo, integrar diversidade e transformar propósito em ação concreta.

O Brasil na corrida farmacêutica global

Este é o segundo artigo de uma série que explora o setor farmacêutico brasileiro, suas capacidades industriais, dependências e posição na nova corrida global da saúde. Para sua elaboração, foram consideradas contribuições de Reginaldo Braga Arcuri, presidente executivo do Grupo FarmaBrasil, entidade que reúne algumas das principais fabricantes nacionais de medicamentos. Recomenda-se também a leitura do primeiro artigo da série.

Cultura organizacional, Lifelong learning
18 de maio de 2026 15H00
Mais do que absorver conhecimento, este artigo mostra por que a capacidade de revisar, abandonar e reconstruir modelos mentais se tornou o principal motor de aprendizagem e adaptação nas organizações em um mundo acelerado pela IA.

Andréa Dietrich - CEO da Altheia - Atelier de Tecnologias Humanas e Digitais

9 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia, Marketing & growth
18 de maio de 2026 08H00
A partir de uma experiência cotidiana de consumo, este artigo mostra como a inteligência artificial passou a redefinir a jornada de compra - e por que marcas que não são compreendidas, confiáveis e relevantes para os algoritmos simplesmente deixam de existir para o consumidor.

Rafael Mayrink - Empresário, sócio do Neil Patel e CEO da NP Digital Brasil

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
17 de maio de 2026 17H00
E se o problema não for a falta de compromisso das pessoas, mas a incapacidade das organizações de absorver a forma como elas realmente trabalham hoje?

Marta Ferreira

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
17 de maio de 2026 10H00
Muito além do algoritmo, o sucesso em inteligência artificial depende da integração entre estratégia, dados e times preparados - e é justamente essa desconexão que explica por que tantos projetos não geram valor.

Diego Nogare

7 minutos min de leitura
Liderança
16 de maio de 2026 15H00
Sob pressão, o cérebro compromete exatamente as competências que definem bons líderes - e este artigo mostra por que a falta de autoconsciência e regulação emocional gera um custo invisível que afeta decisões, equipes e resultados.

Daniel Spinelli - Consultor especialista em liderança, Palestrante Internacional e Mentor

8 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
16 de maio de 2026 08H00
Quando falta preparo das lideranças, a inclusão deixa de gerar valor e passa a produzir invisibilidade, rotatividade, baixa performance e riscos reputacionais que não aparecem no balanço - mas corroem os resultados.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Marketing & growth
15 de maio de 2026 13H00
Quando viver sozinho deixa de ser viável, o consumo também deixa de ser individual - e isso muda tudo para as marcas. Este artigo mostra como a Geração Z está redefinindo consumo, pertencimento e a forma como as empresas precisam se posicionar.

Dilma Campos - CEO da Nossa Praia e CSO da Biosphera.ntwk

3 minutos min de leitura
Liderança
15 de maio de 2026 07H00
Não é a idade que torna líderes obsoletos - é a incapacidade de abandonar ideias antigas em um mundo que já mudou. Este artigo questiona o mito da liderança geracional e aponta qual o verdadeiro divisor de águas.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento Empresarial

0 min de leitura
Marketing
14 de maio de 2026 15H00
Executivo tende a achar que, depois de um certo ponto, não é mais preciso contar o que faz. O case da co-founder do Nubank prova exatamente o contrário.

Bruna Lopes de Barros

4 minutos min de leitura
Liderança
14 de maio de 2026 08H00
À luz do Aikidô, este artigo analisa a transição da liderança coercitiva para a liderança que harmoniza sistemas complexos, revelando como princípios como Wago, Awase e Shugi‑Dokusai redefinem estratégia e competitividade na era da incerteza.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

10 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão