Dossiê: Saúde mental nas empresas, Saúde mental
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Saúde mental é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico

Os esforços das empresas em prol da saúde mental dos colaboradores ganham impulso com o movimento Mente em Foco, trazendo o assunto para a agenda estratégica das organizações

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A pandemia da Covid-19 ainda está longe de terminar, e as consequências dela serão sentidas das mais diversas formas e por muitos anos depois que isto acontecer. Além da perda inestimável de milhões de pessoas, das perdas econômicas e sociais, com a insegurança alimentar crescendo em escala global, e outras que ainda vamos conhecer, a crise sanitária trouxe transformações em toda a sociedade. A crise aumentou as desigualdades e atingiu mais duramente os mais vulneráveis.

Mudanças no mundo do trabalho que estavam em curso foram precipitadas pela pandemia. Mais do que o home office, as formas de trabalho foram repensadas, com forte participação de processos totalmente digitais. Os novos modelos de trabalho, a aceleração da transformação digital nas empresas, as restrições de convívio no trabalho e a [fusão da vida pessoal e profissional também afetaram as pessoas](https://www.revistahsm.com.br/post/ate-quando-os-cansados-serao-exaltados), particularmente a saúde mental.

## Saúde mental e desenvolvimento sustentável
Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos em todas as idades é o terceiro de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas. Dentre as metas do Brasil para o ODS 3 até 2030, estão: reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis via prevenção e tratamento, promover a saúde mental e o bem-estar, a saúde do trabalhador e da trabalhadora, e prevenir o suicídio.

A Rede Brasil do Pacto Global da ONU é uma plataforma que reúne o setor empresarial para atuar com impacto mensurável nos ODS e se tornou a principal iniciativa de sustentabilidade corporativa do País. A experiência desta Rede mostra que o caminho passa pela atuação de redes de organizações com iniciativas e ações que têm como tripé as governanças ambiental, social e corporativa (ou ESG, do inglês Environmental, Social and Governance). Nos últimos meses, o ESG tem tomado cada vez mais espaço dentro das estratégias das empresas brasileiras. [As pessoas devem estar no centro de todas essas ações](https://www.mitsloanreview.com.br/post/autocuidado-nao-e-skincare-e-ambiente-seguro), em congruência com os ODS.

Levantamento preliminar do Ministério da Saúde, feito em 2020, aponta que a ansiedade é o transtorno mental mais presente entre os brasileiros durante a pandemia. Já antes da pandemia, a Organização Mundial da Saúde estimava que a depressão e a ansiedade custam à economia mundial US$ 1 trilhão ao ano em perda de produtividade.

Em um cenário brasileiro, os transtornos comportamentais e de saúde mental já são a terceira causa de afastamento de trabalhadores de seus postos de trabalho, de acordo com informações da Secretaria de Previdência, vinculada ao Ministério da Economia.

## A saúde mental na agenda das organizações
Estes dados despertam para uma realidade já detectada há algum tempo e que afeta diretamente a vida das pessoas e, por consequência, toda a sociedade, incluindo a produtividade das empresas. Os cuidados com a saúde mental já figuravam em reuniões e em planos de ação das companhias. A grave crise sanitária tornou evidente que o clima organizacional tem um papel central na saúde e bem-estar dos colaboradores de todos os níveis hierárquicos.

As empresas começaram a entender a importância de agir – não de forma emergencial com ações pontuais, mas de forma estratégica. Sabemos quão delicado é falar sobre esse tema, uma vez que ainda existe muito tabu, estigma e preconceito.

Saúde mental não se resume em ausência de doença mental. É o resultado do desenvolvimento psicológico ao longo da vida. [Saúde mental depende de capacitação de pessoas](https://www.revistahsm.com.br/podcasts/rh-tech-trends-02-saude-emocional-com-tecnologia-aplicada), programas comportamentais proativos e envolvimento dos setores de educação, trabalho, justiça e bem-estar.

Os psicólogos estão entre os profissionais de saúde que trabalham para melhorar a saúde mental em todas as partes do mundo. Por isso, a Sociedade Brasileira de Psicologia e outras sociedades científicas de diversos países formaram uma aliança global comprometida com os ODS da Agenda 2030.

## Movimento Mente em Foco
Por entender a urgente necessidade de se falar de forma franca sobre esse universo, a Rede Brasil do Pacto Global, a Sociedade Brasileira de Psicologia e a InPress Porter Novelli criaram o movimento Mente em Foco, que convida e estimula o setor privado a estabelecer ações concretas e duradouras para criar e manter um ambiente de trabalho equilibrado e saudável que ofereça segurança psicológica aos seus colaboradores.

Agir de forma proativa e preventiva, incluindo esses temas como parte da [gestão estratégica das empresas](https://www.revistahsm.com.br/post/como-criar-uma-cultura-de-saude-mental-na-sua-empresa), faz toda a diferença para as pessoas, independente de qual seja o nível hierárquico. E, para isso, é necessário estimular a discussão aberta, estabelecer estratégias e iniciativas consistentes de promoção da saúde mental no trabalho. Isso tem impacto na vida das pessoas, nos negócios, na economia e no desenvolvimento social.

O Mente em Foco promove a união, com troca de experiências e ações claras para garantirmos às pessoas um direito fundamental: o da saúde. Ter acesso ao melhor conhecimento para cuidarmos uns dos outros e construirmos uma sociedade mais saudável é algo indispensável para o desenvolvimento socioeconômico mais justo, sustentável e igualitário no Brasil e no mundo.

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