Uncategorized

Se temos os melhores mentores…

Guilherme Soárez, CEO da HSM

Compartilhar:

Linda Rottenberg, fundadora da organização Endeavor, de fomento ao empreendedorismo, tem mesmo um pouco de empreendedora e um pouco de louca, como diz o título de seu livro, publicado pela HSM. Mas sua lucidez foi total ao fazer o diagnóstico do empreendedorismo brasileiro, em entrevista exclusiva a **HSM Management.**

Linda surpreende em vários momentos. Por exemplo, sabe qual o maior defeito do empreendedor brasileiro, na opinião dela? Não saber contar histórias. Ela nos compara com os storytellers argentinos e, pelo que nossa editora Adriana Salles Gomes depreendeu, acha que perdemos de lavada, placar do tipo 7 a 1. 

Assim como aponta as deficiências a superarmos, Linda ressalta nossas qualidades, e uma das mais instigantes diz respeito à capacidade dos empresários e executivos que dão mentoria a empreendedores arregimentados pela Endeavor. O adjetivo escolhido pela fundadora da ONG para descrevê-los é “incríveis”. Ela diz textualmente que nossos mentores são muito melhores do que os de outros países. A explicação? “Acho que mesmo uma grande empresa no Brasil precisa ser empreendedora, ter um CEO empreendedor”, supõe. Faz sentido. 

Começo esta cartinha, portanto, recomendando a leitura da entrevista com Linda Rottenberg e acrescentando que serve para empreendedores em geral, estejam eles em startups, empresas estabelecidas ou à procura de uma oportunidade. É o equivalente a uma aula. 

Outra aula, e das bem práticas, é o guia passo a passo para melhorar a experiência do cliente preparado pela consultoria McKinsey. O texto ensina a mudar o modo de nos relacionarmos com os clientes – saem os pontos de contato, entra a jornada do cliente. 

Mestre em experiência do cliente, Jeff Bezos ganha um perfil em que ele mesmo analisa seu estilo de liderança, bastante focado e apoiado em três pilares. A meu ver, qualquer um que seja ou queira ser líder um dia precisa separar um tempinho para entender o que se passa na cabeça de Bezos. Aula também. 

Por último, como se fosse uma aula valendo nota, há o artigo dos consultores do BCG Christian Orglmeister e Manuel Luiz sobre como as empresas brasileiras devem se reorganizar para ganhar eficiência. Acompanhamos o assunto de perto, como nosso assinante sabe, e esse conteúdo é uma valiosa contribuição – note a visão dos autores sobre os sinais da desorganização e como ela aconteceu. 

Lendo esses quatro textos, tudo junto e misturado, sou otimista: se temos os melhores mentores, sabemos como tratar o cliente e liderar, temos futuro.

Compartilhar:

Artigos relacionados

A pressão que não aparece no organograma: a carreira das mulheres exige mais remédios do que reconhecimento

Quando mulheres consomem a maior parte dos antidepressivos, analgésicos, sedativos e ansiolíticos dentro das empresas, não estamos falando de fragilidade – estamos falando de um modelo de liderança que normaliza exaustão como competência. Este artigo confronta a farsa da “supermulher” e questiona o preço real que elas pagam para sustentar ambientes que ainda insistem em chamá‑las de resilientes.

Inovação & estratégia
1º de abril de 2026 15H00
Entre renováveis, risco sistêmico e pressão por eficiência, a energia em 2026 exige decisões orientadas por dados e governança robusta.

Rodrigo Strey - Vice-presidente da AMcom

3 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
1º de abril de 2026 08H00
Felicidade não é benefício: é condição de sustentabilidade para mulheres em cargos de liderança.

Vanda Lohn

4 minutos min de leitura
Lifelong learning
31 de março de 2026 18H00
Quando conversar dá trabalho e a tecnologia não confronta, aprender a conviver se torna um desafio estratégico.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

6 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Bem-estar & saúde
31 de março de 2026 08H00
Quando mulheres consomem a maior parte dos antidepressivos, analgésicos, sedativos e ansiolíticos dentro das empresas, não estamos falando de fragilidade - estamos falando de um modelo de liderança que normaliza exaustão como competência. Este artigo confronta a farsa da “supermulher” e questiona o preço real que elas pagam para sustentar ambientes que ainda insistem em chamá‑las de resilientes.

Marilia Rocca - CEO da Funcional

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
30 de março de 2026 15H00
Números não executam estratégia sozinhos - pessoas mal posicionadas também a sabotam. O verdadeiro ganho de eficiência nasce quando estrutura, dados e pessoas operam como um único sistema.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
30 de março de 2026 06H00
No auge do seu próprio hype, a inovação virou palavra‑de‑ordem antes de virar prática - e este artigo desmonta mitos, expõe exageros e mostra por que só ao realinhar expectativas conseguimos devolver à inovação o que ela realmente é: ferramenta estratégica, não mágica.

Rodrigo Magnago - CEO da RMagnago

12 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
29 de março de 2026 18H00
Do SXSW 2026 à realidade brasileira: O luto deixa o silêncio e começa a ocupar o centro do cuidado humano. A morte entrou na agenda do bem-estar e desafia indivíduos, empresas e sociedades a reaprenderem a cuidar.

Dilma Campos - CEO da Nossa Praia e CSO da Biosphera.ntwk

3 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de março de 2026 13H00
Os números de assédio e a estagnação das carreiras de pessoas com deficiência revelam uma verdade incômoda: a inclusão no Brasil ainda para na porta de entrada. Em 2026, o desafio não é contratar, mas desenvolver, promover e garantir permanência - com método, responsabilidade e decisões que tratem diversidade como estratégia de negócio, e não como discurso.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Estratégia
29 de março de 2026 07H00
Este artigo revela por que entender o nível real de complexidade do próprio negócio deixou de ser escolha estratégica e virou condição de sobrevivência.

Daniella Portásio Borges - CEO da Butterfly Growth

4 minutos min de leitura
Marketing & growth, Tecnologia & inteligencia artificial
28 de março de 2026 11H00
A inteligência artificial resolveu a escala do conteúdo - e, paradoxalmente, tornou a relevância mais rara. Em um mercado saturado de vozes, o diferencial deixa de ser produzir mais e passa a ser ajudar a pensar melhor, por meio de curadoria, experiências e comunidades que realmente transformam.

Poliana Abreu - Chief Knowledge Officer da Singularity Brazil, HSM e Learning Village

2 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...