Liderança

Seja pendular e perdure: 8 comportamentos e tendências para 2023

Saiba como manter-se um líder atualizado e navegar as mudanças com segurança
Elisa Rosenthal é a diretora presidente do Instituto Mulheres do Imobiliário. LinkedIn Top Voices, TEDx Speaker, produz e apresenta o podcast Vieses Femininos. Autora de Proprietárias: A ascensão da liderança feminina no setor imobiliário.

Compartilhar:

Em relação à liderança, gestão e governo, o recente ciclo que vivemos – e que está prestes a mudar – mostrou quão necessária é a habilidade de transitar entre extremos, entender e respeitar visões opostas e manifestar opiniões diante de tantas e tamanhas adversidades, por vezes, amplificadas pelas lentes da mídia e das redes sociais.

Comportamentos, tendências e influências precisam de atualizações constantes de sistemas, uma exigência imposta pelo atual momento.

A partir da ótica da sociologia do consumo, o estudo Mind the Future (Cuide do Futuro, em português) elaborado pela iniciativa Cely em parceria com o Labô Tendências (PUC-SP), revela 8 tendências com objetivo de amparar decisões estratégicas e criativas para o planejamento da comunicação e geração de valor de marcas, produtos e serviços.

## Estética
Ética e estética nunca estiveram tão conectadas e em alta. Na ditadura do algoritmo, perdura quem mantém a autenticidade, ternura e fluidez. Habilidades e comportamentos essenciais para que não exista repreensão imposta por métricas que regem um modelo massificado e, em grande parte, artificial.

Exemplo desta atitude vem por meio de experiências com arte imersiva, como exposições interativas e mensagens claras e diretas, como nos desfiles de moda, em que sacos de lixo e tênis surrados mostraram a simbiose entre a moda e engajamento político ambiental.

## Política
Dialogar, respeitar e negociar. Verbos e ações que tendem a voltar ao vocabulário e ao cotidiano do futuro. Confirmando o poder das comunidades e de grupos que se organizam apesar do Estado, emergindo a tendência de criar espaços que promovam a (re)conexão de pólos opostos, utilizando o recurso da escutatória como elemento chave, num meio onde todos querem falar e poucos sabem – de fato – ouvir.

## Verdade
Foram quase dois anos de uma realidade assistida por meio de câmeras, filtros e telas. Ao retomar o olho no olho, máscaras caindo, a verdade se mostra, novamente, diante de nós.

Como sermos quem somos sem filtros? Vulnerabilidade, fracasso e rugas fazem parte de uma imagem que foi esquecida tamanha a construção e uma rotina de skincare que mascaram muitas dores e angústias e que, agora, revelam uma sociedade doente mentalmente e que precisa se despir de tantos filtros e artificialidades. Comportamentos orgânicos e fluidos assumem as pick ups das tendências.

## Educação
Quando a fórmula do ensino tradicional não adere à grande maioria de uma geração, que tem uma enorme potência ([leia mais aqui](https://www.revistahsm.com.br/post/inclua-o-jovem-potencia-na-sua-agenda)) porém se vê paralisada frente a tantas possibilidades e nem trabalha nem estuda ([leia mais aqui](https://www.revistahsm.com.br/post/quem-liga-para-os-nem-nem)), a tendência que surge é para o aprendizado por meio de inspiração e com impulsionamento das marcas e influenciadores, no formato que a juventude compreenda o valor e acesse o conhecimento.

## Moradia
Ser e não ter. A geração millennial, nascidos entre 1981 e 1995, já revolucionou o entendimento de moradia ao assumir que possuir imóvel não era mais um imperativo de vida. Com eles, a mudança de todo um setor mostrou a urgência em se buscar soluções de produtos e serviços, o que hoje faz parte da realidade de quem pode optar por vivenciar e experimentar a moradia. Ao passo que a posse de um imóvel pode ser vista como algo “fora de moda” para toda uma nova geração de consumidores, reforçando um perfil de inconsistência e instabilidade para assumir compromissos financeiros e geográficos.

## Propósito
De hard news para deep news. Não se trata mais de ler apenas as manchetes ou ignorar as legendas das fotos: a tendência é desacelerar, aprofundar e mergulhar na vivência que a notícia – e sua ausência – trazem. A “não notícia” é parar de ter opinião sobre tudo e sobre todos, e escolher não pertencer mais e até mesmo, pedir demissão da positividade tóxica.

## Corpo
Liberdade, flexibilidade e autenticidade, corpos sem rótulos e com identidade. As várias versões que somos, tendem a ser representadas por meio de nossa imagem e de nossos corpos, sem prisão a padrões e conexões, abraçando nossa fragmentação e pluralidade, por vezes inconstantes esteticamente, mas fundamentada em saúde e longevidade.

## Finitude
O fim está próximo e, com ele, a busca por sermos eternos. Os avanços tecnológicos buscam eternizar voz, imagem e sentimentos e, cada vez mais, entender a relação com ciclos e seus encerramentos torna-se uma tendência comportamental necessária para que “seja eterno, enquanto dure”.

O relatório completo tem como objetivo entender e mostrar o reflexo da sociedade para que marcas e influenciadores possam entender melhor o momento em que vivemos.

“O pêndulo é a alegoria que elegi para imaginar uma sociedade que necessita cada vez menos de estereótipos e binaridade e cada vez mais de tolerância, escuta e diálogo”, pondera Waleska Bueno, CMO e sócia da Cely startup especializada em estratégias de influência, dados e serviços para a Creator Economy.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Quanto custa perder um cliente?

Uma experiência ruim não gera apenas insatisfação. Ela aumenta custos operacionais, compromete a reputação da marca, reduz receitas futuras e pode encerrar relacionamentos construídos ao longo de anos.

Se o colaborador tóxico sai, o problema vai embora com ele?

Rotular profissionais como tóxicos pode encerrar uma conversa, mas raramente resolve o problema. Ao investigar como comportamentos se formam e se repetem nas organizações, o artigo convida líderes a substituírem julgamentos rápidos por diagnósticos mais profundos e eficazes.

Todo fim de ano, o passado se reelege no seu orçamento

Sua estratégia está no PowerPoint ou no orçamento? No trimestre em que o plano de 2027 ganha aprovação, uma disputa invisível acontece dentro das empresas. De um lado, a estratégia que promete transformação. Do outro, o orçamento que preserva as prioridades de sempre. Quase sempre, é a planilha que decide o vencedor.

Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
12 de setembro de 2026 14H00
Em um ambiente empresarial cada vez mais orientado por dados, o people analytics permite que o RH amplie sua influência nas decisões corporativas.

Gabriela Resende - Diretora de Operações de Recursos Humanos da Propay

5 minutos min de leitura
User Experience, UX
12 de setembro de 2026 09H00
Uma experiência ruim não gera apenas insatisfação. Ela aumenta custos operacionais, compromete a reputação da marca, reduz receitas futuras e pode encerrar relacionamentos construídos ao longo de anos.

Tâmara Lira - CFO da Paschoalotto

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
11 de setembro de 2026 14H00
Rotular profissionais como tóxicos pode encerrar uma conversa, mas raramente resolve o problema. Ao investigar como comportamentos se formam e se repetem nas organizações, o artigo convida líderes a substituírem julgamentos rápidos por diagnósticos mais profundos e eficazes.

Marta Ferreira

7 minutos min de leitura
Liderança, Inovação & estratégia
11 de setembro de 2026 08H00
Mais do que dominar ferramentas, o desafio da liderança passou a ser tomar decisões, engajar pessoas e construir crescimento em um ambiente de incerteza permanente.

Eduardo Raffaini - Sócio-líder de Soluções de Strategy da Deloitte

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
10 de setembro de 2026 18H00
Discordâncias fazem parte de qualquer equipe diversa, mas nem sempre encontram espaço para serem expressas. O verdadeiro risco para as organizações não está no excesso de conflitos, mas na ausência deles.

Cecília Seabra e Thaís Giuliani - Consultoras HSM e autoras do livro "O 'E' da questão

2 minutos min de leitura
Finanças, Estratégia
10 de setembro de 2026 12H00
Sua estratégia está no PowerPoint ou no orçamento? No trimestre em que o plano de 2027 ganha aprovação, uma disputa invisível acontece dentro das empresas. De um lado, a estratégia que promete transformação. Do outro, o orçamento que preserva as prioridades de sempre. Quase sempre, é a planilha que decide o vencedor.

Átila Persici Filho - CINO, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e Conselheiro de Inovação.

10 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
10 de setembro de 2026 08H00
As declarações recentes dos líderes da OpenAI e da NVIDIA reacenderam uma das discussões mais importantes da era digital: a Inteligência Artificial Geral já é uma realidade? Ao conectar os avanços mais recentes da IA às previsões feitas por Ray Kurzweil décadas atrás, o artigo explora não apenas a evolução da tecnologia, mas também o desafio humano, organizacional e social de acompanhar uma transformação que pode estar acontecendo mais rápido do que imaginávamos.

Leandro Mattos- Expert em neurociência da Singularity Brazil e CEO da CogniSigns

16 minutos min de leitura
Liderança, ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
9 de setembro de 2026 14H00
Ao relatar uma experiência marcante durante sua recuperação de uma cirurgia, o autor provoca uma reflexão sobre um erro recorrente nas organizações: confiar mais naquilo que é visível do que na experiência de quem vive o problema. Quando líderes ignoram relatos e se apoiam apenas em protocolos e percepções, perdem informação, confiança e capacidade de tomar melhores decisões.

Djalma Scartezini - CEO da REIS, Sócio da Egalite e Embaixador do Comitê Paralímpico Brasileiro

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
9 de setembro de 2026 09H00
Os agentes de IA não pedem aumento, não tiram férias e não podem ser administrados como funcionários tradicionais. Como gerir colaboradores digitais que não seguem as regras tradicionais de contratação, supervisão e desligamento?

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

4 minutos min de leitura
Estratégia
8 de setembro de 2026 18H00
Empresas expostas aos mesmos dados, cenários e tendências frequentemente chegam a decisões opostas. O que explica essa diferença não é a informação disponível, mas a forma como cada organização interpreta a realidade.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB - Global Connections

10 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução