Uncategorized

Será mesmo o fim de TVs e smartphones?

Pelo menos Mark Zuckerberg, líder do Facebook, diz apostar na onipresença da inteligência artificial, da conectividade e das realidades virtual e aumentada

Compartilhar:

Imagens digitais sobrepostas ao mundo real, como o game Pokemón Go, são uma das apostas de Mark Zuckerberg, como ficou claro na conferência do Facebook, F8, ocorrida em abril último. Na visão do fundador da empresa, já na próxima década as realidades virtual e aumentada, assim como a inteligência artificial, devem ser possíveis em toda parte, com a conexão à internet se espalhando, em vez de se concentrar em smartphones e televisores. E essas tecnologias serão os novos negócios da vez. 

Para bancar sua aposta, Zuckerberg apresentou a plataforma Camera Effects, um conjunto de ferramentas para que desenvolvedores externos criem aplicativos de realidade aumentada que os consumidores possam acessar a partir da câmera do aplicativo do Facebook atual, baixado em óculos. Isso teoricamente abriria a porta para o FB hospedar um próximo fenômeno estilo “Pokémon Go”. 

Segundo o portal _Business Insider_, o Facebook quer é desenhar um universo paralelo de aplicativos e ferramentas que não dependam das lojas dos smartphones nem dos televisores, desafiando Apple e Google. Isso ocorre porque, como notou o New York Times, Zuckerberg tem a frustração de o Facebook não ter desenvolvido sistema operacional para smartphone e TV próprios, como Apple e Google. 

Ainda no F8, Zuckerberg mostrou também que todos poderiam ter uma “tela virtual” na parede da sala de estar, maior do que a maior TV disponível no mercado. “Nós não precisamos de uma TV física; podemos comprar um app de US$ 1, projetá-lo na parede e assistir a ele”, disse. 

O princípio que Zuckerberg está seguindo é: as coisas físicas de hoje podem não ser mais físicas e continuar cumprindo a mesma função. Nem os óculos – holográficos, como o HoloLens, da Microsoft, ou mais convencionais – serão necessários; o suporte estará nas paredes. 

No curto prazo, a jogada do Facebook com a realidade aumentada vai parecer concorrência com o Snapchat, mas, no longo, Zuckerberg vai ter de brigar com todo mundo. O problema é que grande parte da economia mundial de hoje depende da produção de telefones, TVs e tudo o que o Facebook quer exterminar.

Compartilhar:

Artigos relacionados

ESG
Conheça as 8 habilidades necessárias para que o profissional sênior esteja em consonância com o conceito de trabalhabilidade

Cris Sabbag

6 min de leitura
ESG
No mundo corporativo, onde a transparência é imperativa, a Washingmania expõe a desconexão entre discurso e prática. Ser autêntico não é mais uma opção, mas uma necessidade estratégica para líderes que desejam prosperar e construir confiança real.

Marcelo Murilo

8 min de leitura
Empreendedorismo
Em um mundo onde as empresas têm mais ferramentas do que nunca para inovar, por que parecem tão frágeis diante da mudança? A resposta pode estar na desconexão entre estratégia, gestão, cultura e inovação — um erro que custa bilhões e mina a capacidade crítica das organizações

Átila Persici

0 min de leitura
Tecnologias exponenciais
A ascensão da DeepSeek desafia a supremacia dos modelos ocidentais de inteligência artificial, mas seu avanço não representa um triunfo da democratização tecnológica. Embora promova acessibilidade, a IA chinesa segue alinhada aos interesses estratégicos do governo de Pequim, ampliando o debate sobre viés e controle da informação. No cenário global, a disputa entre gigantes como OpenAI, Google e agora a DeepSeek não se trata de ética ou inclusão, mas sim de hegemonia tecnológica. Sem uma governança global eficaz, a IA continuará sendo um instrumento de poder nas mãos de poucos.

Carine Roos

5 min de leitura
Tecnologias exponenciais
A revolução da Inteligência Artificial está remodelando o mercado de trabalho, impulsionando a necessidade de upskilling e reskilling como estratégias essenciais para a competitividade profissional. Empresas como a SAP já investem pesadamente na requalificação de talentos, enquanto pesquisas indicam que a maioria dos trabalhadores enxerga a IA como uma aliada, não uma ameaça.

Daniel Campos Neto

6 min de leitura
Marketing
Empresas que compreendem essa transformação colhem benefícios significativos, pois os consumidores valorizam tanto a experiência quanto os produtos e serviços oferecidos. A Inteligência Artificial (IA) e a automação desempenham um papel fundamental nesse processo, permitindo a resolução ágil de demandas repetitivas por meio de chatbots e assistentes virtuais, enquanto profissionais se concentram em interações mais complexas e empáticas.

Gustavo Nascimento

4 min de leitura
Empreendedorismo
Pela primeira vez, o LinkedIn ultrapassa o Google e já é o segundo principal canal das empresas brasileiras. E o seu negócio, está pronto para essa nova era da comunicação?

Bruna Lopes de Barros

5 min de leitura
ESG
O etarismo continua sendo um desafio silencioso no ambiente corporativo, afetando tanto profissionais experientes quanto jovens talentos. Mais do que uma questão de idade, essa barreira limita a inovação e prejudica a cultura organizacional. Pesquisas indicam que equipes intergeracionais são mais criativas e produtivas, tornando essencial que empresas invistam na diversidade etária como um ativo estratégico.

Cleide Cavalcante

4 min de leitura
Empreendedorismo
A automação e a inteligência artificial aumentam a eficiência e reduzem a sobrecarga, permitindo que advogados se concentrem em estratégias e no atendimento personalizado. No entanto, competências humanas como julgamento crítico, empatia e ética seguem insubstituíveis.

Cesar Orlando

5 min de leitura
ESG
Em um mundo onde múltiplas gerações coexistem no mercado, a chave para a inovação está na troca entre experiência e renovação. O desafio não é apenas entender as diferenças, mas transformá-las em oportunidades. Ao acolher novas perspectivas e desaprender o que for necessário, criamos ambientes mais criativos, resilientes e preparados para o futuro. Afinal, o sucesso não pertence a uma única geração, mas à soma de todas elas.

Alain S. Levi

6 min de leitura