Uncategorized

Sua Empresa Embarca nas Notícias do Twitter?

Muitas organizações ainda estão agindo como a fabricante de jeans 7 For All Mankind e usando a mídia social para falar de sorteios, brindes e vendas, como se estivessem em 2008
Fundador e CEO da VaynerMedia, agência digital que atende empresas do ranking Fortune 500 para desenvolver conteúdos e estratégias de mídia digital e social, youtuber (seu canal é o #AskGaryVee Show) e autor de Nocaute (ed. HSM).

Compartilhar:

Nessa nossa cultura tagarela e conectada, não há recurso melhor do que as tendências do Twitter para sua empresa produzir um conteúdo relevante de mídias sociais. A eficácia do Twitter para rastrear tendências é significativa, mas a ferramenta é subutilizada. 

Lá você pode configurar sua conta para monitorar tendências globais, nacionais ou até regionais. Como no Facebook, é possível adaptar o conteúdo a qualquer situação ou grupo demográfico, estimular o interesse por seu produto ou serviço entre aqueles que não são seus seguidores e mostrar a um número maior de pessoas que você se preocupa com elas. No Twitter, porém, você alavanca sua mensagem melhor com o contexto dos #trending_topics e ainda pode pegar carona no conteúdo alheio, sem precisar pensar em textos criativos e originais todo dia – faz parte da etiqueta da rede. 

Lembro que no dia seguinte ao da exibição de seu último episódio, a série de TV 30 Rock já estava na lista dos dez #trending_topics dos Estados Unidos. As marcas e empresas tinham de correr para contar sua história no contexto da série, já que os consumidores queriam falar sobre o 30 Rock. Você se pergunta: será que falar sobre um programa de TV que acabou pode ajudá-lo a vender mais doces ou queijos? A resposta é “sim” – se você for criativo. O segredo é procurar associações inesperadas, não óbvias. 

Quer um exemplo? Sete. A série foi ao ar durante sete anos. Sua empresa está no mercado há sete anos? Você espera fazer alguma coisa nos próximos sete anos? Tem a palavra ou o número sete no nome de sua empresa? Uma marca tem: a 7 For All Mankind, fabricante de jeans sofisticados norte-americana, não raro usados por celebridades de Hollywood, chamados, às vezes, de “sevens”. E sabe como o departamento de marketing dessa empresa capitalizou o #trending_topic 30 Rock? 

Não capitalizou. Fui à página da empresa e não vi qualquer indício de que tinha noção do que acontecia fora do mundo da moda. Um dos programas de TV de maior sucesso da década tinha acabado de chegar ao fim de sete anos de transmissão e a 7 For All Mankind nem tocou no assunto. Que desperdício! Ela pode dialogar com os amantes do jeans todos os dias, mas naquele dia em especial tinha a oportunidade perfeita de contar sua história a pessoas que não estavam pensando em jeans – e perdeu a chance. 

O mais aflitivo foi constatar que a empresa parecia estar perdendo todas as oportunidades, não só a onda do 30 Rock. Seus tuítes revelavam que não surfava em nenhuma notícia ou atualidade; só falava de sorteios, brindes e vendas. 

A 7 For All Mankind é uma empresa em expansão que vende um excelente produto. E ela se empenha em engajar seus seguidores e acompanhar as conversas sobre seus produtos. Mas isso é muito básico no Twitter; é o que se fazia nos idos de 2008, não hoje. 

A esta altura, a empresa deveria estar fazendo muito, muito mais. E é uma sorte que ela seja tamanha potência no mundo da moda, porque, se fosse uma companhia menor, começando, ia se dar muito mal. 

Se os consumidores não vivem em uma bolha de moda, por que uma fabricante de roupas deveria ficar enclausurada em seu mundinho?

Compartilhar:

Artigos relacionados

A natureza da liderança: o que os patos, as formigas e as árvores podem nos ensinar?

A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza?

Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

RoT ou HoT: a métrica que vai separar os projetos de IA que geram valor dos que apenas consomem orçamento

Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

As empresas não estão tendo resultados com IA. E a culpa é toda delas! 

Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Nem todo problema precisa de inteligência artificial

A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Villain Era: a oportunidade das marcas para escutar quem cansa de agradar

Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Comunicação, Liderança
23 de julho de 2026 08H00
A autenticidade virou commodity quando todo mundo aprendeu a soar autêntico do mesmo jeito. Este artigo explora como voz, vivência e consistência podem se tornar os principais diferenciais para líderes que desejam construir influência e confiança de forma genuína.

Amanda Graciano - Fundadora da Trama

5 minutos min de leitura
Marketing & growth, Estratégia
22 de julho de 2026 14H00
Logotipos já não são suficientes para conquistar relevância. Em um mercado saturado de mensagens, as marcas que se destacam são aquelas capazes de transformar interações em experiências memoráveis e consumidores em protagonistas de suas histórias.

Dilma Campos - Copresidente da Mark Up

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
22 de julho de 2026 09H00
Posicionamento claro, gestão comercial estruturada, experiência do cliente, disciplina financeira, desenvolvimento de talentos e capacidade de adaptação formam os pilares de um crescimento sustentável. O desafio das empresas de serviços já não é apenas expandir, mas criar condições para que essa expansão se mantenha saudável e rentável.

Roberto Vilela - Consultor empresarial, escritor e palestrante

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
21 de julho de 2026 14H00
A desconexão entre pessoas custa bilhões às empresas todos os dias. Ainda assim, muitas organizações seguem tratando cultura como documento, engajamento como métrica e comunicação como ferramenta. Talvez o problema esteja justamente aí.

Cecília Seabra e Thaís Giuliani - Consultoras HSM e autoras do livro "O 'E' da questão"

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
21 de julho de 2026 09H00
A construção civil está deixando para trás práticas marcadas por desperdícios e retrabalhos. O avanço de soluções industrializadas, novas tecnologias e modelos de gestão mais eficientes aponta para um novo cenário: construir com mais qualidade, menor impacto e maior previsibilidade.

Rafael Brizot - Diretor da Max Mohr

2 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
20 de julho de 2026 14H00
Sem maturidade informacional, a IA não elimina problemas, apenas os torna mais rápidos e mais difíceis de controlar.

Bergson Lopes - Fundador e sócio-diretor da BLR DATA, Vice-presidente da DAMA Brasil

5 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
20 de julho de 2026 07H00
Quase 80% dos trabalhadores sentem culpa ao tirar férias e muitos continuam respondendo mensagens durante o período de descanso. O artigo discute como essa cultura afeta pessoas e organizações e por que líderes precisam dar o exemplo para transformar a relação com o descanso.

Tatiana Pimenta - Fundadora e CEO da Vittude e autora do livro “Saúde mental é inegociável”

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
19 de julho de 2026 14H00
WhatsApp, redes sociais, chats e inteligência artificial mudaram a forma como as empresas se relacionam com seus clientes. O desafio agora não é apenas responder mais rápido, mas transformar cada interação em uma oportunidade de fortalecer confiança, reputação e valor de marca.

Edson Alves - CEO da Ikatec

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
19 de julho de 2026 08H00
Pensamento estratégico, julgamento humano, curadoria de ferramentas digitais, desaprendizagem contínua e construção de significado despontam como as competências que diferenciarão profissionais em uma era em que inteligência e execução estão cada vez mais distribuídas entre pessoas e máquinas.

Denis Caldeira - CEO da Caldeira Growth e autor de "Cresça ou Desapareça"

8 minutos min de leitura
Empreendedorismo, Cultura organizacional, User Experience, UX
18 de julho de 2026 14H00
À medida que os eventos se consolidam como ferramentas de cultura, engajamento e construção de relacionamentos, a escolha dos destinos deixa de ser uma decisão operacional. Este artigo explora como experiências, conexões humanas e identidade local estão redefinindo o papel dos encontros corporativos e transformando cidades em plataformas de desenvolvimento econômico e cultural.

Aziz Camali Constantino - Idealizador e cofundador do Oxigênio Ilhabela

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo