Uncategorized

Sucesso vem de sucesso

Guilherme Soárez, CEO da HSM

Compartilhar:

É muito bom ter um pessimista no time, para que ele aponte problemas, mas um pessimista não ajudará sua empresa a encontrar soluções para se recuperar da crise. 

Quem disse isso foi o filósofo Leandro Karnal, na HSM Expo 2016, e eu aproveito o gancho para dizer: pare de reclamar, pare de ser pessimista, pare de desistir e ter dificuldade para levantar da cama toda manhã. 

Ninguém pode ser bobo alegre, lógico, mas é preciso tranquilidade para tomar iniciativas objetivas e conseguir ir contra a corrente. Esta revista traz cinco delas. Três têm a ver com maneiras de reagir melhor à crise, e duas, com uma mudança fundamental na competição em um futuro próximo para o qual precisamos começar a migrar. 

Sugiro que invista o tempo que dedicaria às queixas na leitura dos seguintes textos: 

**Contra a crise 1 – Como fazer uma reorganização de maneira suave e humana.** Um plano de comunicação composto de três elementos pode fazer com que medidas duras como são as demissões não derrubem o moral da tropa. 

**Contra a crise 2 – É preciso priorizar a gestão dos relacionamentos.** Uma das quatro habilidades que compõem a inteligência emocional (e é bom conhecer as outras três também), essa capacidade de gestão se torna ultraimportante em contextos estressantes – os relacionamentos, sob tensão, costumam ser as primeiras vítimas.

**Contra a crise 3 – O orçamento base zero volta à ordem do dia, mas com novidades.** Febre a partir dos anos 1970, ele caiu em desuso, mas está sendo recuperado. Porém, em vez de ser um pacote de decisões, agora deve ser tratado como um processo replicável. 

**P****elo futuro 1 – O machine learning está mudando a forma de competir.** Modelos com informações sobre as preferências de cada consumidor já começam a gerar uma concorrência baseada em ofertas individualizadas – e isso só vai se radicalizar. É a nossa capa. 

**Pelo futuro 2 – A organização em rede também está mudando a forma de competir.** Sua empresa pode ter grandes benefícios ao trocar as transações que faz com seu fornecedor, por exemplo, por um relacionamento. Vale a pena entender como isso funciona. 

Nada disso é fácil, eu sei, mas tudo é importante. Encerro a última edição deste ano de 2016 parafraseando Guimarães Rosa, segundo o qual “amor vem de amor”. Também sucesso (o crescimento lucrativo) vem de sucesso (das mudanças que precisam ser feitas). Ótimas festas!

Compartilhar:

Artigos relacionados

A pressão que não aparece no organograma: a carreira das mulheres exige mais remédios do que reconhecimento

Quando mulheres consomem a maior parte dos antidepressivos, analgésicos, sedativos e ansiolíticos dentro das empresas, não estamos falando de fragilidade – estamos falando de um modelo de liderança que normaliza exaustão como competência. Este artigo confronta a farsa da “supermulher” e questiona o preço real que elas pagam para sustentar ambientes que ainda insistem em chamá‑las de resilientes.

Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
2 de abril de 2026 08H00
À medida que a IA assume tarefas operacionais, surge um risco silencioso: como formar profissionais capazes de supervisionar o que nunca aprenderam a fazer?

Matheus Fonseca - Cofounder da Leapy

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de abril de 2026 15H00
Entre renováveis, risco sistêmico e pressão por eficiência, a energia em 2026 exige decisões orientadas por dados e governança robusta.

Rodrigo Strey - Vice-presidente da AMcom

3 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
1º de abril de 2026 08H00
Felicidade não é benefício: é condição de sustentabilidade para mulheres em cargos de liderança.

Vanda Lohn

4 minutos min de leitura
Lifelong learning
31 de março de 2026 18H00
Quando conversar dá trabalho e a tecnologia não confronta, aprender a conviver se torna um desafio estratégico.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

6 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Bem-estar & saúde
31 de março de 2026 08H00
Quando mulheres consomem a maior parte dos antidepressivos, analgésicos, sedativos e ansiolíticos dentro das empresas, não estamos falando de fragilidade - estamos falando de um modelo de liderança que normaliza exaustão como competência. Este artigo confronta a farsa da “supermulher” e questiona o preço real que elas pagam para sustentar ambientes que ainda insistem em chamá‑las de resilientes.

Marilia Rocca - CEO da Funcional

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
30 de março de 2026 15H00
Números não executam estratégia sozinhos - pessoas mal posicionadas também a sabotam. O verdadeiro ganho de eficiência nasce quando estrutura, dados e pessoas operam como um único sistema.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
30 de março de 2026 06H00
No auge do seu próprio hype, a inovação virou palavra‑de‑ordem antes de virar prática - e este artigo desmonta mitos, expõe exageros e mostra por que só ao realinhar expectativas conseguimos devolver à inovação o que ela realmente é: ferramenta estratégica, não mágica.

Rodrigo Magnago - CEO da RMagnago

12 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
29 de março de 2026 18H00
Do SXSW 2026 à realidade brasileira: O luto deixa o silêncio e começa a ocupar o centro do cuidado humano. A morte entrou na agenda do bem-estar e desafia indivíduos, empresas e sociedades a reaprenderem a cuidar.

Dilma Campos - CEO da Nossa Praia e CSO da Biosphera.ntwk

3 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de março de 2026 13H00
Os números de assédio e a estagnação das carreiras de pessoas com deficiência revelam uma verdade incômoda: a inclusão no Brasil ainda para na porta de entrada. Em 2026, o desafio não é contratar, mas desenvolver, promover e garantir permanência - com método, responsabilidade e decisões que tratem diversidade como estratégia de negócio, e não como discurso.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Estratégia
29 de março de 2026 07H00
Este artigo revela por que entender o nível real de complexidade do próprio negócio deixou de ser escolha estratégica e virou condição de sobrevivência.

Daniella Portásio Borges - CEO da Butterfly Growth

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...